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Tição do Inferno

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Tição do Inferno

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Gustavo Barroso  

Editora: Benjamin Costallat

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 206

Ano de edição: 1926

Peso: 210 g

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Ótimo
Marcio Mafra
04/06/2006 às 15:54
Brasília - DF

Gustavo Barroso foi um intelectual importante em sua época, além de bom romancista.

A história "Tição do Inferno" é bem arquitetada e a técnica de contá-la ainda é utilizada nos dias de hoje, decorridos mais de 80 anos de sua edição.

Tição do inferno, alterna os "quadros" dos personagens, todos muito lúdicos e ao mesmo tempo muito cruéis.

Muito interessante é que o autor, em três ou quatro ocasiões, em pleno desenrolar do conto, se dirige ao leitor, com expressões do tipo: ..."mas aguarde o leitor....," ou ..."mas não pense o leitor..."

Destaques para o tição do inferno que passa por nomes de personagens: Felício Mariano, Procópio dos Anjos e tem mais, leitor....

Miguel, Sinhá Romana e o cachorro Ventania, são personagens impagáveis...

O final é surpreendente, se considerarmos os últimos 80 anos.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O tição do inferno passou pela fazenda de Olho d'Agua....

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

De vez em quando, o major emprehendia uma viagem ao Canindé, para tratar de negocios com o Manoel Arruda,- negociante e chefe politico, que lhe promettêra arranjar com o governo a construcção dum açude em terras da Baixa Preta, com parede de alvenaria e porta d'agua, que substituisse aquelle que alli fizera, difficultosamente, de muralha de barro soccado e sangradouro primitivo, represando as aguas do riacho da Onça. Agora mesmo tinha ido para lá.
O vaqueiro era um velho servidor clã família e morava ao pé da repreza. A's vezes, co
mia na fazenda, sobretudo quanto a mulher estava de resguardo. Após o nascimento de cada filho, a Ludovina ficava nervosa e nem podia ouvir a voz do marido. Elle, então, quasi não sahia da casa grande.
Estimava-o o velho por uma historia antiga e simples: Estava só alli e necessitára matar um boi. Escolhêra o Namorado, um reboleiro sem vergonha, manso demais e que não sahia de redor da casa. Mandára mettêl-o num curral de apartação e déra ordem de matal-o ao Possidonio. No dia seguinte, ao bater-lhe o corredor, na mêsa, em companhia desse, afim de misturar rapadura ralada ao tutano e saborear a melhor sobremêsa do sertão, elle dissera-lhe:
- Seu major, não é para falar mal não, mas porem, si eu fôsse vosmincê, mandava embora hoje mesmo esse cabra fouveiro que veio do Fundão trabalhar aqui.
- Quem? O Favelleira?
- Inhôr sim.
- Por que?
- Ah! isso é um cabra de máus bofes, um perverso, um sujeito capaz de mamar numa
onça em jejum, ou de tirar o çoração do pae pelas costas!
- Que fez elle?
- Imagine vosmincê que, esta noite, eu estava deitado lá em casa, quando batêram na porta, com força. "O' de fóra!" gritei. "O' de dentro!" respondêram "Quem é?" "E' o Favelleira, seu vaqueiro". Não me alevantei. Falei mesmo da camarinha: "Que é que você quer a estas horas, homem de Deus?" "Seu vaqueiro, eu vinha pedir a vosmincê para me deixar matar o Namorado de madrugada. Eu tenho uma sêde do sangue delle! Eu gosto tanto de sangrar bicho grande!" Fiquei frio, seu major.
Nunca pedi para matar boi. Tenho matado muitos, mas porem porque não ha outro geito. Mas ir pedir para sangrar um bicho conhecido, só malvadez. Voutes! Seu major, aproveite meu conselho: mande embora esse cabra.
Elsinrobis meditou uns instantes, resolveu mandar embora o Favelleira e ficou admirando o coração do seu vaqueiro. Ora, este tinha razão de sobra. Numa bodega de proxima encruzilhada, dias após, o cabra, "de braço com Sinh' Anninha", arrancou a faca do cós, fez um charivari de todos os diabos, esfaqueou o bodegueiro, um tal Biá, ferio dois rapazinhos e acabou morrendo desgraçadamente, de morte matada, com dois tiros de garrucha que lhe disparou a queima-roupa, nos olhos, o Praxedes, irmão do assassinado


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Vi esta oferta em um sebo de livros raros, no início de 2006. Trata-se de uma edição de 1926, portanto um livro editado há 80 anos. Pesquisei sobre o autor e constatei que ele foi membro da Academia de Letras. Achei que valia o preço e comprei.


 

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