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Canudos Diário de Uma Expedição

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Canudos Diário de Uma Expedição

Livro Excelente - 1 comentário

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Autor: Euclides da Cunha

Editora: Martin Claret

Assunto: História

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 175

Ano de edição: 2006

Peso: 135 g

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Excelente
Marcio Mafra
04/08/2007 às 11:36
Brasília - DF

Diário de Uma Expedição, é o material "vivo" com o qual Euclides faria um "retrabalho" em sua obra. Na verdade a publicação do livro se deu após seu falecimento. Durante a expedição que fez a Canudos, Euclides enviava diariamente textos para publicação no jornal O Estado de São Paulo. Os textos eram longos telegramas - a mais rápida forma de transmissão escrita à época - expedidos entre agosto e setembro de 1897. A redação do jornal os recebia e os publicava imediatamente. Houve dias em que chegavam diversos telegramas. Uma deficiência de serviço dos correios, que ainda perdura. Euclides afirmava que a Campanha de Canudos se constituía em um retrocesso, um crime. Percebe-se tal assertiva ao longo de muitos dos textos telegráficos do "Diário de Uma Expedição". É nestes textos que se constata a contradição: os homens vindos do sul do país e do litoral, que deveriam civilizar a sub-raça que vivia isolada no interior, levaram na verdade a morte para todos os nordestinos, suas famílias, filhos, mulheres, idosos, crianças, doentes e feridos que tinham seguido para Canudos. Os telegramas não eram relatos jornalísticos, mas a visão do historiador e cientista Euclides da Cunha, presente no teatro da guerra. Eram capazes de transmitir ao leitor do jornal a vibração de revolta diante dos acontecimentos de Canudos. Diário de Uma Expedição transmite ao leitor, a intensidade que somente a realidade histórica poderia fazê-lo. Essa realidade não se consegue numa peça de ficção. Canudos foi um crime cometido em favor da república, que tentava se consolidar naquela época. Embora a monarquia nunca tenha existido naquela terra esquecida pelos seus governantes e o Estado só chegara lá para trazer a injustiça e a morte. Como história é espetacular. Como literatura é excelente. Como enredo antropológico, político e social é inigualável. Como identidade nacional, podemos concluir que, ainda hoje, no ano 2007, a nação brasileira, continua uma angustia social, na forma como escreveu Euclides da Cunha.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Textos de Euclides da Cunha publicados no jornal "O Estado de São Paulo", nos meses de agosto e setembro de 1897, contendo a íntegra de muitos telegramas, que o autor expediu de Canudos, para onde viajou e de onde transmitiu a realidade da grande guerra fratricida do Brasil.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Monte Santo, setembro 30. Os jagunços estão acoutados no último reduto. a igreja nova. Fizeram dezoito tentativas para tirar água no rio Vasa Barris, sendo repelidos sempre.Toda a noite há fuzilaria forte. Calcula-se em cerca de cento e cinqüenta o número de mortos nos últimos dias, além de cinqüenta prisioneiros. As baixas nossas são relativamente pequenas. Não durará três dias a luta. Continua o incêndio lavrando em diversos pontos da cidade. Cercam a igreja os batalhões 34°,38°,24°,37°,25° e os de polícia do Amazonas e do Pará. Foi ferido, sem gravidade, o Major-Fiscal José Pedro da Silva, do batalhão paulista. Aguardamos nestes dois dias o termo da luta. Acaba de chegar o General Carlos Eugênio com as forças sob seu comando...." Monte Santo. Setembro 30. Do meio-dia à uma hora da tarde continuou o bombardeio do arraial de Canudos, caindo toda a frente da igreja nova. Os jagunços, porém, resistem com heroísmo digno de melhor causa. Tentam inutilmente conseguir água e, sendo repelidos, atiram em todas as direções sobre as linhas do cerco e do acampamento. Aguardamos a rendição inevitável. As tropas estão cada vez mais animadas.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprado em 2006, na esteira de uma liquidação da Submarino.


 

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