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Fricção - Confições Eróticas de Uma Loura

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Fricção - Confições Eróticas de Uma Loura

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Autor: Sylvana Sympson

Editora: Jaboticaba

Assunto: Erotismo

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 83

Ano de edição: 2005

Peso: 175 g

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Ótimo
Marcio Mafra
21/04/2008 às 13:03
Brasília - DF


Fricção ou Confissões eróticas de uma loura é um relato devasso do personagem principal a Sylvana Sympson, com Y. Ela tem uma incontrolável compulsão por sexo que compara ao sorvete de tiramisu, cheirar cocaína, ou comparecer ao bingo eletrônico diariamente. Para suster o seu vício, ela prefere encontrar seus parceiros nos chats de relacionamento, no trânsito, nas academias, nos escritórios, no metrô ou onde quer que estejam. Dotada de um ótimo espírito de doação, ela sempre se doa à quem lhe pede, mesmo que sejam pessoas economicamente carentes.O texto é brilhante, embora devasso. As conquistas e as conseqüentes transadas são passagens bem humoradas e muito bem colocadas.O inicio do livro é primoroso. Um salto direto para o âmago da história, o prazer sexual, que começa com Sylvana marcando um encontro, através do chat, com o apelido de "loura lúbrica", ela seduz um homem que se disse "cachorro ereto". Ele não confere as incoerências de Sylvana, que diz ter 25 anos e um filho de 13. Durante o percurso até chegar ao encontro ela se dá conta que o "cachorro ereto", disse ter 1,90m, 95kg e 27 anos. Mas larga a imagem de lado porque ela sabe que, num chat, todos mentem, mas depois ninguém confere os dados transmitidos. Sylvana Sympson nos transporta para o universo animalesco e maravilhoso do sexo, pelo sexo, como reafirmação do único instinto incontrolável do humano: a tesão. Leitura agradável e rápida. Excitante para todos os sexos. A linguagem é devassa mas não é vulgar.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Contos muito eróticos.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A minha monografia final sobre "O Papel da Mulher na Sociedade Plutocrata" ficou ótima e, por mais que o meu orientador - 45 anos, l,77m, um pentelho - tenha achado a abordagem um tanto ampla, e o título pseudofeminista, a bancada reagiu com 7,5, o que é excelente para uma formanda que não tem perfil acadêmico. O problema é que, como se sabe, o mercado anda à míngua. Não há empregos, e os poucos que há, são dados na mumunha aos empistolados de sempre. Depois de formada, eu já trabalhei como caixa de um bar metido a havaiano, onde era obrigada a dançar a hula à uma da manhã, aturando um bando de chatos chapados de pUia colada; redatora de verbete de dicionário de sinônimos-antônimos-parônimos do léxico luso; roteirista de vídeo institucional sobre a importância de se jogarem pilhas e baterias nos coletores verde-abacate; produtora-executiva de eventos, cujo ponto alto foi a organização de um casamento multimiliardário, que parou Macaé, entre uma perua latifundiária para lá de neurótica e um mafioso venezuelano do petróleo cagando royalties; colunista do jornal GLS 'Homonews', onde, sob o pseudônimo de Teca Lagos, dava toques legais às lésbicas; divulgadora de uma banda de pagode gospel- "Paralamas de Jesus" - e outra de axé evangélico - "Legião Celeste"...."

..."Quer casar comigo e morar em Copenhague ?", indagou Hans, Alex, dinarmaquês rosa-bebê - 25 anos, l,92m, um gato -, sob o teto espelhado do motel duas estrelas - decadentes - na Nossa Senhora de Copacabana. Fez com que eu me sentisse a mulata for exportation, prestes a abandonar seu passado borralheiro e a abraçar sua nova identidade de cinderela do primeiro mundo, banhada a euro. "Who knowsl", respondi, enquanto, com o dedão do pé, ia brincando, lascivamente, com o colar de contas tropicais em seu pescoço. Infelizmente, não deu para conciliar por muito tempo o check in com o fuck me, e eu fui convidada a fazer um check out. Foi quando, novamente, tive de abrir os classificados, e me servindo de minha versatilidade poliglota, cavar essa vaga de secretária trilíngüe. Além do português, falo inglês e francês. Poucas vezes, sou solicitada a arranhá-los, mas Aranhinha gosta de saber que tem, na ante-sala, uma gata capaz de traduzir "comme il faut" ou "as a matter of fact". Sou, para ele, uma espécie de tecla sap de saias. Miau...."

..."Nesse tempo, eu já namorava Marcus, e não atribuo tal compulsão ao fato de nosso envolvimento ter caído, digamos, numa repetição mecânica; e sim, à possibilidade de meus neurônios terem sofrido uma descarga química qualquer, em alguma hora insuspeita - quem sabe, naquela tarde de verão, em que um raio de tempestade quase me racha a cabeça como um coco. A primeira vez foi marcante. Eu procurava apartamento para Marcus - que, por preferir morar de aluguel, está sempre quicando de galho, mas, sem tempo, nem saco para encontrá-los - e fui visitar um imóvel na Santa Clara, próximo ao túnel Velho, com um jovem corretor de suspensórios - 26 anos, 1,8om. Apesar da indumentária questionável, ele não era de se jogar fora. Pelo contrário - era de se jogar dentro. Um tipo hiper-bem-apessoado, barba por fazer, boca por beijar..."

..."Há palavras que excitam: gelosia, jaboticaba, sururucujá, alcaçuz, guapice. Principalmente se pronunciadas de modo escorrido, como ele fez: ge-lo-si-a, carregando no s como se fora um z eletrocutado. Voltei o corpo e fui direto à "boca por beijar", quase me afogando na piscina de saliva, sendo salva a tempo por um par de lábios-bóias. Em seguida, me desvencilhei. Sabe a mulher que sofre um arroubo - afinal, a carne é franca -, mas logo cai em si - afinal, a moral é hipócrita? Eu não sabia o que queria; a verdade é que a situação me excitava e ele começou a me lanhar o rosto com a barba boca pau pés coxas por trançar e eu fui entrando numa depressão como alguém que toma uma droga e vai afundando afundando perdendo o pé da realidade até obnubilar fluir ir fluindo torneira aberta vazando vazando água inundando casa alagando infiltrando tapetes móveis paredes quadros espelhos esculturas delírio tesão martírio e de repente o apartamento foi virando um enorme aquário e eu flutuando e me afogando me afogando e ele despido me comendo baixado o suspensório zíper vestido nesse clima de bolero vudu estupro a coisa toda se dando se dando e eu dando dando dando ele tomando tomando tomando aliviando-se crescendo infinito rápido lânguido proscrito e ai... ui. "Foi bom pra você?" "Filho-da-puta."


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em fevereiro de 2008, esvaziei minha lista de livros para serem comprados, procurando nos sebos virtuais. A editora Jabotica, devido as boas críticas da mídia, falava bastante do Fricção, razão porque a inclui na lista, uma vez que o Fricção era citado como "não apenas pornografia barata".


 

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