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Cidade de Deus

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Título: Cidade de Deus Autor: Paulo Lins Editora: Civilização Brasileira Assunto: Romance Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil Páginas: 403 Ano de edição: 2004 Peso: 500 g
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  • Bom Marcio Mafra
    17/09/2007 às 13:09 Brasília - DF

    Cidade de Deus é livro do estilo de literatura testemunhal. São quase 500 personagens que retratam a evolução do tráfego de drogas e da violência na favela, reunidos em 400 paginas. Tanto pela quantidade de personagens, como pelo numero de paginas, não é livro de uma sentada. Nele o Paulo Lins conta, mais ou menos 20 anos de saga de crimes violentíssimos, saídos de uns emaranhados de droga, pobreza, miséria, dinheiro farto, sexo, festas de periferia, ausência do estado, conivência policial, banalização da vida, traições, medo e pânico. A narrativa se desenrola quase em forma de diário, é densa e caudalosa, permeada de descrições, roubos, mortes, detalhista e repetitiva. A animalidade é narrada de forma seca, violenta e direta, mas a história não empolga, ainda que a agressividade acabe por emocionar, numa inversão de sentimentos. O leitor termina o livro convencido que Paulo Lins, vivenciou cada uma das cenas descritas no seu romance. Romance é romance, talvez por esta razão, o livro não tangencia o contexto político, racial ou social e muito menos antropológico. A propaganda fez o livro maior do que é.

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  • Um romance sobre o tráfico de drogas e sobre a violência na favela Cidade de Deus - baseado em fatos reais - que começa com a história do Barbantinho e Busca-pé, continua com a do Pardalzinho e Zé Miúdo, e termina com a do Tigrinho e Borboletão.

  • Vou te falar uma coisa, já até arrumei um namorado, entendeu? Não fica no meu pé, não que ele é ciumento e é polícia. "É melhor você ficar longe de mim - finalizou enquanto abria a porta.

    Branquinho saiu cabisbaixo, não acreditava que um dia ela lhe dissesse que tinha outro, foi burro, pois se pensasse mais nela isso não aconteceria. Chegou ao final da escada com os olhos cheios de lágrimas, ficou com vergonha de alguém vê-lo daquele jeito, deu meia-volta. A namorada o atendeu também chorando, abraçaram-se, beijaram-se e fizeram sexo ali mesmo na sala, sob a promessa de que ele gozaria fora. Porém, logo depois, ela voltou a dizer que estava mesmo de caso com o soldado Morais e que não o largaria, porque o policial em menos de um mês a levara para conhecer seus pais e lhe prometera alugar uma casa para os dois morarem juntos. - Tu não acha que isso ta rápido demais não, Cidinha? - Melhor do que você que ta comigo há três anos e não toma uma atitude. Tomaram banho, fizeram sexo novamente no banheiro e, quando Branquinho se despediu, ela disse: - De repente, a gente faz isso de novo. Minutos depois, a namorada recebeu o recado de que o soldado Morais a esperava logo no largo da Freguesia, arrumou-se e foi ao seu encontro. Ele a levou para um motel. - Goze fora, ta?!

    Bonito bem que poderia voltar logo, para partir com ele para cima de Miúdo com todo o ódio que sentia naquele momento. Matá-lo, tomar a boca da Treze e trabalhar duro um ano; compraria um sítio no interior para criar galinha, faria uma piscina, construiria um banheiro com sauna. Tentou se lembrar de como se fazia coquetel Molotov e nada. Somente a angústia dominava-lhe o espírito. A gastrite voltou a castigá-lo. Leite. "Na geladeira somente batatas passadas, um bife preto em cima dum óleo branco encardido."

    Seu pensamento era agora dos cocotas que iriam acampar no Carnaval. Teria de sair antes para passar uma semana ao lado de Patricinha Katanazaka. Um dia tomaria coragem para falar-lhe de seu desejo. Se ela quisesse compraria uma casa em Saquarema, Cabo Frio ou até mesmo na Barra para ela todo dia ver o mar que tanto adorava, compraria tudo para ver aquele sorrisinho lindo se manifestar. Descobrira que amava Patricinha quando tomou conhecimento de seu namoro com um playboy da Freguesia. A notícia, saída da boca de Álvaro Katanazaka, rasgou a sua serenidade. Despediu-se dos amigos para não demonstrar seu transtorno perto deles. Até então acreditava ser só desejo o que sentia.. Quando saísse dali, falaria a ela de seu sentimento e, se ela topasse um namoro, mandaria Mosca para a puta que pariu. Pensou em sua mãe na época em que ele iniciava pelos caminhos da criminalidade, a coitada se desesperava, saía de madrugada para pô-lo em casa. Fazia promessas a Nossa Senhora sua pressão só anda alta, chorava pelos cantos. Achava que se o marido não tivesse morrido tudo seria diferente. Arrependeu-se amargamente de ser bandido. Iria regenerar-se.. - Meu irmão, daqui a dez anos ninguém vai segurar a gente não. Pode até botar o Exército e todas as policias na rua que só vai dar a gente, morou, cumpádi? A gente vai primeiro tomar todas cadeias, morou? Se Neguinho rodar, aí, ó: já sabe que vai deparar com a gente e se não entrar na nossa, dança - disse Manguinha a Jaquinha. Laranjinha e Acerola na esquina do bar do Batman, por volta das sete horas da manhã de uma segunda-feira. - Tu tá onde agora? - indagou Jaquinha. - Tô de gerente lá em Santa Cruz... A boca lá tá vendendo pra caralho, mas não como aqui. não, tá sabendo? A quadrilha toda ruma dinheiro, cada um recebe uma carga de preto e de branco e o gerente tem meio a meio, sabe qualé? Os soldado recebe um por fora também. Tinha que ver semana passada: eu tava de Passat assim na praça... morgadão, que eu tinha passado ,a noite no motel com a mulher do homem - disse em boca miúda e continuou: - De repente, pintou dois camburão assim pelo outro lado da praça. Cumpádi, eu tava com uma pistola, um três oitão, um sacão assim de branco e na cena eles vinha me dar um sacode. Meu irmão, eu sai assim voado. Os samangos largaram o dedo. Quebrou o vidro traseiro..- Eu só senti o carro sacudir assim com a porra do tiro. Aí, furaram os quatro pneu e eu sai voando, a mina dentro do carro chorando à pampa, mas aí, me dei bem, entrei numa ruazinha, estiquei, abandonei o carro, invadi uma casa, sai por trás de pinote e fui. O três oitão ainda caiu no chão. Eu voltei e panhei ele... Porra. Foi foda.

  • Marcio Mafra
    18/01/2013 às 19:17 Brasília - DF

    Durante a Flip de 2007, na lindaça baía de Paraty, uma tarde foi dedicada para ouvir Paulo Lins e Ishmael Beah - ambos autores da miséria humana. Logo foi resolutiva a aquisição de Cidade de Deus e Sobre Meninos e Lobos.

 

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