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A Morte de Artemio Cruz

Livro Mediano

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Título: A Morte de Artemio Cruz Autor: Carlos Fuentes Editora: Abril Assunto: Romance Traduzido por: Geraldo Galvão Ferraz Páginas: 265 Ano de edição: 1985 Peso: 320 g
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  • Mediano Marcio Mafra
    04/09/2011 às 10:27 Brasília - DF

    A Morte de Artemio Cruz é um livro difícil de ser lido, mas não é maçante porque se trata das memórias de um cara importante, no seu leito de morte, onde se encontrava, naturalmente, amargurado. O livro proporciona ao leitor a magia das crenças, dos costumes, do folclore e da podridão política mexicana. Tudo mesclado com as aventuras do arrogante Artemio Cruz, suas aventuras, seu compadrio governamental, suas viúvas, seus empregados miseráveis e o padre que apesar de muito amaldiçoado estava sempre ao redor das coisas de Artemio. Autor muito metido a gato mestre, não segue regras ortográficas. Não começa frase com letra maiúscula. Só usa parágrafo, quando quer. Não conhece travessão. Não sabe usar ponto. Coisa de dandi.

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  • A história do poderoso Artemio Cruz, doente terminal hospitalizado quando se põe a rever, um a um, os episódios mais marcantes da sua vida. Ele tinha sido um dos participantes muito importantes nas campanhas da Revolução Mexicana de 1910, mas depois traiu os seus ideais e foi acumulando, ao longo da vida, riqueza, tristeza, alegria e poder.

  • Tu cheirarás, no fundo de tua dor, esse incenso que não acaba de dissipar-se e saberás, por trás de teus olhos fechados, que as janelas também foram fechadas, que já não respiras o ar fresco da tarde: só o odor do incenso, os passos do sacerdote que virá dar-te absolvição, um ofício que não pedirás, que aceitarás, porém, para não gratificá-los com tua rebeldia de última hora: quererás que tudo suceda sem que devas nada a ninguém e quererás recordar uma vida em que não deverás nada a ninguém; ela te impedirá isso, a sua lembrança - chamá-la-ás - Regina; chamá-la-ás: Laura; chamá-la-ás: Catalina; chamá-la-ás: Lilia -, que somará todas as tuas lembranças e te obrigará a reconhecê-la; mas transformarás mesmo essa gratidão - sabê-lo-ás, por trás de cada grito agudo de dor - em autocompaixão, em perda de tua perda; ninguém te dará mais, para tirar-te mais, que essa mulher, a mulher que amaste com quatro nomes diferentes: quem mais?

    Resistir-te-ás: terás formulado um voto secreto: não reconhecer tuas dívidas; terás envolvido, no mesmo esquecimento, Teresa e Gerardo: um esquecimento que justificarás porque nada saberás deles, porque a moça crescerá ao lado de sua mãe, longe de ti, que só terás vida para teu filho, porque Teresa se casará com esse rapaz cujo rosto nunca poderás fixar na memória, esse rapaz indistinto, esse homem cinzento que não deverá gastar e ocupar o tempo grátis concedido a tua memória; e Sebastián: não quererás lembrar-te do Professor Sebastián: não quererás lembrar as mãos quadradas que te puxarão as orelhas, te baterão com uma régua: não quererás recordar teus dedos doloridos, teus dedos brancos de giz, tuas horas ante o quadro-negro aprendendo a escrever, a multiplicar, a desenhar coisas elementares, casas e círculos, não quererás: é tua dívida;
    gritarás e os braços te deterão: quererás levantar-te e caminhar para acalmar tua dor;
    cheirarás o incenso,
    cheirarás o jardim fechado,
    pensarás que não se pode escolher, que não se deve escolher, que aquele dia não escolheste: deixaste-te levar, não foste responsável, não criaste nenhuma das duas morais que te solicitaram naquele dia: não pudeste ser responsável pelas opções que não criaste; sonharás, distante desse corpo que grita e se torce, longe desse machado que se cravou em teu estômago até arrancar-te lágrimas, sonharás com esse arranjo da vida criado por ti, que nunca poderás revelar porque o mundo não te dará a oportunidade, porque o mundo só te oferecerá suas regras estabelecidas, seus códigos em disputa, que tu não sonharás, que tu não pensarás, que tu não viverás;
    o incenso será um cheiro com tempo, um cheiro que se conta;
    o Padre Páez viverá em tua casa, será escondido no sótão por Catalina: tu não terás a culpa, não terás a culpa.
    não recordarás o que dirão, tu e ele, nessa noite, no sótão; não lembrarás se ele, se tu, o dizem: como se chama o monstro que voluntariamente se disfarça de mulher, que se castra voluntariamente, que voluntariamente se embriaga com o sangue fictício de um Deus?; quem dirá isso?; mas que ama, juro, porque o amor de Deus é muito grande e habita todos os corpos, justifica-os: temos nossos corpos por graça e bênção de Deus, para dar-lhes os minutos de amor de que a vida gostaria de despojar-nos; não sintas vergonha, não sintas nada e em troca esquecerás teus males; que não pode ser pecado porque todas as palavras e todos os atos de nosso amor breve, apressado, de hoje e nunca de amanhã, são só uma consolação que nos damos, tu e eu, uma aceitação das penas necessárias da vida que depois justifique nossa contrição, pois como há de haver contrição verdadeira sem o reconhecimento do mal verdadeiro em nós? como perrceberemos o pecado cujo perdão deveremos pedir de joelhos, se não cometemos antes o mesmo pecado?; esquece tua vida, deixa-me apagar a luz, esquece tudo e depois pediremos perrdão juntos e levantaremos uma súplica que apague nossos minutos de amor; para consagrar este corpo que foi criado por Deus e diz Deus em cada desejo irrealizado ou insatisfeito, diz Deus em cada carícia secreta, diz Deus na entrega de um sêmen que Deus plantou entre tuas coxas;
    viver é trair teu Deus; cada ato da vida, cada ato que nos afirma como seres vivos, exige que se violem os mandamentos de teu Deus;
    falarás naquela noite com o Major Gavilán num bordel, com todos os velhos camaradas, e não lembrarás o que dissseram, naquela noite, não recordarás se dizem, se dizes, com a voz fria que não será a voz dos homens: a voz fria do poder e do interesse; desejamos o maior bem possível para a pátria: enquanto for compatível com nosso bem-estar pessoal; sejamos inteligentes: podemos chegar longe; façamos o necessário, não o impossível: determinemos de uma vez todos os atos de força e crueldade que nos sejam úteis: para não ter de repeti-los; vamos escalonando os benefícios para que o povo os saboreie: a Revolução pode ser feita muito depressa; mas amanhã nos exigiriam mais, e mais, e mais: e então não teríamos nada a oferecer se já tivéssemos feito e dado tudo; talvez só o nosso sacrifício pessoal; para que morrer se não vamos ver os frutos de nossa heroicidade?; tenhamos sempre algo de reserva: somos homens, não mártires; tudo nos será permitido se mantivermos o poder: perde o poder e te xingam; percebe nossa sorte: somos jovens mas estamos nimbados com o prestígio da Revolução armada e triunfante; para que lutamos?; para morrermos de fome?; quando é necessário, a força é justa: o poder não se divide;
    e amanhã? estaremos mortos, Deputado Cruz; que se arrumem os que nos sucederem:
    domingo non sum dignus, domine non sum dignus; sim, um homem que pode falar dolorosamente com Deus, um homem que pode perdoar o pecado porque o cometeu, um sacerdote que tem direito a sê-lo porque sua miséria humana permite-lhe realizar a redenção em seu próprio corpo antes de outorgá-la aos demais: domine non sum dignus:
    rechaçarás a culpa; não serás culpado da moral que não criaste, que encontraste feita: terias querido
    querido
    querido
    querido
    oh, sim, eram felizes aqueles dias com o Professor Sebastián que não quererás lembrar mais, sentado em seus joelhos, aprendendo as coisas elementares de que se deve partir para ser um homem livre, não um escravo dos mandamentos escritos sem te consultarem; oh, sim, eram felizes aqueles dias de aprendizagem, aqueles ofícios que ele te ensinou para que pudesses ganhar a vida; aqueles dias com a forja e os martelos, quando o Professor Sebastián voltava cansado e começava essas aulas só para ti, para que pudesses valer-te na vida e criar tuas próprias regras; tu rebelde, tu livre, tu novo e único; não quererás lembrá-lo; ele te manndou, tu foste para a Revolução; não sai de mim esta lembrança, não te alcançará;
    não terás resposta para os dois códigos opostos e impostos;
    tu inocente,
    tu quererás ser inocente,
    tu não escolheste, aquela noite.

  • Entrevista com Carlos Fuentes, O Dandi Pessimista

    Autor: Marilia Martins

    Veículo: Blog O Globo

    Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/ny/posts/2009/07/17/entrevista-com-carlos-fuentes-dandi-pessimista-206

    Blog Jornal O Globo, 17 julho de 2009.

    Marilia Martins, correspondente de O Globo em Nova York.

    Enviado por Marília Martins - 17.7.2009 | 19h48m

    http://oglobo.globo.com/blogs/ny/posts/2009/07/17/entrevista-com-carlos-fuentes-dandi-pessimista-206042.asp

    Entrevista com Carlos Fuentes, o dandi pessimista

    O mexicano Carlos Fuentes continua um dandi aos 80 anos. Vestindo um terno impecável para passear numa tarde abafada de julho em Nova York, ele franze a testa, encara o sol a pino e mantém a pose de diplomata. Famoso pela ficção e pelo currículo de conquistador de estrelas de cinema (diz a lenda que ele teria tido romances com Jeanne Moreau e Jean Seberg, além de ter sido casado com a atriz Rita Macedo), ele circula pela Madison Avenue com a desenvoltura de viajante que conhece os trejeitos locais, em companhia da mulher, a jornalista Silvia Lemus. E escolhe um bar de hotel para falar do romance que está lançando no Brasil, “A vontade e a fortuna”, bebericando Bloody Mary. Trata-se da disputa entre dois irmãos, inspirados em Caim e Abel, pelo amor do pai, líder de um país imaginário, onde o crime anda à solta. O que mais lembra o México no romance, porém, não é o enredo, e sim um detalhe de humor macabro: a narrativa é feita pela cabeça cortada do protagonista, Josue Nadal, que rememora sua vida, enquanto vagueia ao sabor das ondas do Oceano Pacífico. Nesta entrevista, Fuentes discorre sobre literatura e política, fala do México de hoje, de suas memórias de infância no Rio e das mudanças que o impressionam na América Latina.

    GLOBO: Vamos começar pelo romance: de onde veio a inspiração para recontar a história de Caim e Abel?

    CARLOS FUENTES: Eu sou daqueles, como Oscar Wilde, que acredita que literatura se faz com 10% de inspiração e 90% de transpiração. Sei que muitos escritores que ficam em bares esperando que a muse chegue e ela não chega nunca. Eu escrevo todos os dias, muito disciplinadamente. E a disciplina tem algo de surpresa: planejo o que escrever no dia seguinte e quando me levanto faço tudo diferente… Dormi, sonhei, conversei com alguém… e tudo mudou.

    GLOBO: Mas de onde vêm os 10% de inspiração? Do México de hoje…?

    FUENTES: Não escrevo sobre o Mexico, escrevo sobre seres humanos… Mas você tem razão quando diz que o Mexico de hoje é um país muito dividido: há mexicanos vivendo no século XVI, outros no século XXII, e no meio há uma infinidade de gentes em tempos diferentes... É um país em que o nacionalismo extremado serve para ocultar a profunda divisão de classes sociais. É um país mestiço, socialmente dividido, com uma história riquíssima e uma herança política nefasta…

    GLBO: Por "herança nefasta", o senhor se refere ao PRI, o Partido Revolucionario Institucional?

    FUENTES: Sim. O Mexico passou anos e anos sob a ditadura do PRI e quando afinal reconquistamos a democracia, descobrimos que a corrupção não era patrimônio do PRI e que estava espalhada por todos os partidos… E o que é pior: o PRI venceu as eleições! Por que? Porque os mexicanos ainda acreditam que mais vale o mal conhecido do que o mal por conhecer…!

    GLOBO: A literatura tem influência política? Um romance pode conscientizar seus leitores?

    FUENTES: A literatura tem influência relativa. Philip Roth dizia que uma ditadura aprisiona seus opositores em campos de concentração e uma democracia os prende a uma tela de TV. A imaginação pode ser um convite à passividade e à alienação. Vem daí a responsabilidade do escritor, de fazer uso da imaginação e da linguagem de forma a não alienar, de forma a discorrer sobre sua visao política. A literatura tem exigências enormes de tempo, de concentração… Se um romance pode conscientizar seus leitores? Depende do escritor. Não acho que Balzac tenha conscientizado seus leitores sobre a necessidade de uma revolução burguesa na França, mas acho que Soljenitsin alertou seus leitores sobre os horrores do estalinismo. Em tempos de ditadura, a literature ganha outra leitura, que tem a ver com o momento politico, e isto pode ser ruim. A literatura latinoamericana sofre de uma praga, a “literatura platanera”, a literatura de fundo populista…

    GLOBO: Como o senhor vê sua própria evolução como escritor? Sua obra caminhou na direção de uma prosa mais corrosiva politicamente?

    FUENTES: Mudei muito como escritor porque comecei a escrever muito jovem…. Eu me lembro como ficava assustado diante da página branca. Hoje, estou mais sereno, escrevo de forma bem mais disciplinada. E me dei conta de que como escritor tenho duas preocupações: escrever uma “comédia humana”, ainda que de forma diferente da de Balzac e sobre a influencia dele, e ao mesmo tempo escrever “relatos fantásticos”, capazes de fazer rir, de fazer um comentário social à margem das convenções…

    GLOBO: Dizem que seu próximo romance é sobre narcotráfico… É verdade?

    FUENTES: Sim. Acabo de escrever uma história que envolve narcotraficantes e soldados do Exército, que se chama “Adão no Éden”, e sai em novembro no Mexico. Vou lançar também um livro de contos, que não são nada realistas…

    Sua literatura sempre oscilou entre histórias realistas e histórias fantásticas… Por que o senhor não se deixou encantar pelo realismo fantástico, pela mistura dos dois gêneros?

    FUENTES: Porque acho que o realismo fantástico teve dois mestres: Garcia Marquez e Alejo Carpentier. Depois deles, não há mais como escrever no gênero que eles levaram ao extremo e esgotaram. As novas gerações de escritores não mais se deixam seduzir pelo realismo fantástico e isto é bom. Hoje, temos na America Latina uma literatura muito mais diversificada do que a que havia quando comecei. Isto sem contar a quantidade impressionante de escritores bons. Acho que o mundo mudou e a melhor literatura se escreve hoje for a dos antigos centros, é a produção literária das antigas colônias, é a literartura de lingua inglesa escrita por Nadine Gordimer e J.M Coetzee, por exemplo…

    GLOBO: Seu romance sobre narcotráfico trata de um problema muito sério no Mexico de hoje… Qual a solução?

    FUENTES: Descriminalizar a droga! Al Capone acabou quando caiu a lei seca. Não havia mais necessidade de traficar bebida alcoolica… O mesmo vai acontecer com a maconha e a cocaina: precisamos descriminalizar o usuário e acabar com os traficantes fazendo com que o comercio de drogas seja legal e devidamente fiscalizado legalmente. Isto resolveria o problema social. O assunto já está sendo discutido pelos presidentes da Colombia, do Mexico… Mas vai ser preciso convencer Obama a abraçar esta causa nos EUA, caso contrario o problema continua, uma vez que o tráfico de armas e o consumo de drogas estão do lado americano da fronteira…

    GlOBO:E seu romance imagina um mundo em que a droga é legalizada?

    FUENTES: Não. Meu romance “Adão no Eden” fala da radicalização da violência, do que acontece quando um batalhão de extremistas é chamado para tentar “resolver de vez” o problema da droga, usando uma violência brutal…. Esta foi para mim uma possibilidade literária… Na realidade, acredito que há outras soluções a serem tentadas…

    GLOBO:O senhor é otimista sobre o futuro mexicano?

    FUENTES: Sou pessimista no sentido de Oscar Wilde, que dizia que o pessimismo é um otimismo bem informado… Bem, tenho que confessar que sou mais otimista com os EUA de hoje, depois da eleição de Barack Obama… Eu sou do tempo em que muitos bares e restaurantes do interior dos EUA punham na porta uma placa que dizia “Aqui não entram cachorros e mexicanos”… Não faz tanto tempo assim. Eu vi placas assim quando viajei com meu pai pelos EUA, no período em que ele era diplomata em Washington… Nunca imaginei que Obama fosse vencer a eleição…!

    GLOBO: E quanto à literatura mexicana hoje?

    FUENTES: Há muitos bons escritores mexicanos nas novas gerações! Há um grupo excelente, que se chama “El crack”, que reúne nomes como Jorge Volpi, Ignacio Padilla, Eloy Urroz, uma escritora excepcional que se chama Cristina Rivera Garza… Mas há também uma novíssima geração, posterior ao grupo do Crack, com escritores de 30 anos, como Alvaro Enrique, um autor excelente… Mexico tem hoje uma nova geração de autores que é muito variada em estilo e linguagem, e produz uma literatura excepcional, com muitos temas e tendências…

    GLOBO: E quanto à presença da literatura brasileira no Mexico? É hoje mais forte do que no passado?

    FUENTES: Não, infelizmente. O Brasil tem um escritor do porte de Machado de Assis, que foi, no século XIX, um nome da estatura de um Cervantes e de um Sterne em séculos anteriores… Mas hoje existe a barreira da lingua, que impede que os leitores de literatura hispânica tenham familiaridade com autores brasileiros: Existe hoje um intercâmbio intenso entre escritores dos países de lingua espanhola e não existe o mesmo com os brasileiros, que ficam isolados no continente latinoamericano… Por que os brasileiros não são incentivados a aprender espanhol no curso primario, junto com o português? Isto permitiria que o país se integrasse melhor no continente.

    GLOBO: O senhor iria participar da Flip, o que acabou não acontecendo… O senhor pretende visitar o Brasil em breve?

    FUENTES: Sim, pretendo ir ao Rio em Fevereiro. Adoro o Rio de Janeiro. Minha familia morou no Rio quando eu tinha 2 anos de idade e tenho lembranças muito lindas da praia de Coapacabana… Lembro de um tempo em que meu pai voava de hidroavião e descia nas águas da Baía de Guanabara, perto do aeroporto… São Paulo não me interessa, mas o Rio é para mim uma das minhas imagens de felicidade… Quando penso no Brasil, penso no Rio, na gente do Rio, na cultura carioca… Não sei o que os cariocas vão pensar de meu romance, Gostaria que eles se identificassem e que rissem junto com os personagens… Acho que Mexico e Brasil têm muita coisa em comum e o humor é uma delas.

  • Marcio Mafra
    18/01/2013 às 19:17 Brasília - DF

    Carlos Fuentes é um estimadíssimo escritor Mexicano, embora tenha nascido panamenho. Ele era um dos convidados da FLIP 2009, que acabou não comparecendo. Em abril de 2009 comprei num sebo, a sua mais conhecida obra lançada no Brasil, onde ele já tinha vivido quando criança.