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A Hora da Estrela

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Título: A Hora da Estrela Autor: Clarice Lispector Editora: Rocco Assunto: Romance Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil Páginas: 87 Ano de edição: 1998 Peso: 160 g
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  • Excelente Edna Rosa
    31/05/2013 às 14:31 Santa Terezinha de Itaipu - PR
    Tive o privilégio de ler parte desse livro, infelizmente, minha leitura foi interrompida, pois alguém sigilosamente pegou meu livro e nunca mais o me devolveu. Então, se alguém tem está obra literária e gostaria de doar, eu ficaria imensamente grata em receber essa doação. Abraço!
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  • Bom Darlan Oliveira Silva
    29/12/2012 às 13:27 Timon - MA
    Um livro do tipo a ser lido no final de semana, principalmente para aqueles que gostam de romance. o livro surpreende a todos com o seu final.
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  • Muito bom Marcio Mafra
    06/04/2012 às 20:38 Brasília - DF


    A Hora da Estrela é daqueles livros que se leem numa sentada. Macabéa chega ao Rio de Janeiro onde leva uma vida miserável, típica dos emigrantes nordestinos: sem educação formal ou qualificação profissional. Na “cidade grande”, vai morar num cômodo que divide com mais seis colegas. Todas buscam a ascensão social. Apaixona-se por Olímpico de Jesus, que a troca por Glória, colega de quarto, devido ao conflito dos valores e cultura diferentes. A autora escreveu este livro pouco antes de sua morte. Inexplicavelmente o narrador é uma voz masculina. Os dramas, ilusões, angústias e sofrimentos de Macabéa permeiam toda a história. O final, embora não seja surpreendente, emociona o leitor. Livro e leitura muito bons.


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  • A história de Macabéa, moça nova vinda do nordeste para o Rio de Janeiro, onde leva uma vida muito simples. Apaixona-se por Olímpico de Jesus que a troca por Glória, sua colega de trabalho. Macabéa tem sonhos de vida, tão simplórios quanto ela. Estava com problemas de saúde e, por aconselhamento de Gloria, foi consultar uma cartomante que fez previsões sobre seu futuro, onde um estrangeiro – louro e bonito – atravessaria sua vida.

  • Pareço conhecer nos menores detalhes essa nordestina, pois se vivo com ela. E como muito adivinhei a seu respeito, ela se me grudou na pele qual melado pegajoso ou lama negra. Quando eu era menino li a história de um velho que estava com medo de atravessar um rio. E foi quando apareceu um homem jovem que também queria passar para a outra margem. O velho aproveitou e disse:

    - Me leva também? Eu bem montado nos teus ombros?

    O moço consentiu e passada a travessia avisou-lhe: - Já chegamos, agora pode descer.

    Mas aí o velho respondeu muito sonso e sabido:

    - Ah, essa não! É tão bom estar aqui montado como estou que nunca mais vou sair de você!

    Pois a datilógrafa não quer sair dos meus ombros. Logo eu que constato que a pobreza é feia e promíscua. Por isso não sei se minha história vai ser - ser o quê? Não sei de nada, ainda não me animei a escrevê-Ia. Terá acontecimentos? Terá. Mas quais? Também não sei. Não estou tentando criar em vós uma expectativa aflita e voraz: é que realmente não sei o que me espera, tenho um personagem buliçoso nas mãos e que me escapa a cada instante querendo que eu o recupere.

    Esqueci de dizer que tudo o que estou agora escrevendo é acompanhado pelo rufar enfático de um tambor batido por um soldado. No instante mesmo em que eu começar a história - de súbito cessará o tambor.

    Vejo a nordestina se olhando ao espelho e - um rufar de tambor - no espelho aparece o meu rosto cansado e barbudo. Tanto nós nos intertrocamos. Não há dúvida que ela é uma pessoa física. E adianto um fato: trata-se de moça que nunca se viu nua porque tinha vergonha. Vergonha por pudor ou por ser feia? Pergunto-me também como é que eu vou cair de quatro em fatos e fatos. É que de repente o figurativo me fascinou: crio a ação humana e estremeço. Também quero o figurativo assim como um pintor que só pintasse cores abstratas quisesse mostrar que o fazia por gosto, e não por não saber desenhar. Para desenhar a moça tenho que me domar e para poder captar sua alma tenho que me alimentar frugalmente de frutas e beber vinho branco gelado pois faz calor neste cubículo onde me tranquei e de onde tenho a veleidade de querer ver o mundo. Também tive que me abster de sexo e de futebol. Sem falar que não entro em contacto com ninguém. Voltarei algum dia à minha vida anterior? Duvido muito. Vejo agora que esqueci de dizer que por enquanto nada leio para não contaminar com luxos a simplicidade de minha linguagem. Pois como eu disse a palavra tem que se parecer com a palavra, instrumento meu. Ou não sou um escritor? Na verdade sou mais ator porque, com apenas um modo de pontuar, faço malabarismos de entonação, obrigo o respirar alheio a me acompanhar o texto.

  • Marcio Mafra
    18/01/2013 às 19:17 Brasília - DF

    Após a leitura de “Clarice, Uma Biografia” de Benjamim Moser me dei conta de que haviam sumido da Bibliomafrateca dois ou tres livros de Clarice´, como tantos outros livros bons. Repete-se o axioma "livro bom some", que deu origem à Bibliomafrateca, depois Livronautas. Busquei nos sebos “A Hora da Estrela” e “Água Viva” que reli com muito gosto.