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A Intimação

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A Intimação

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: John Grisham

Editora: Rocco

Assunto: Romance

Traduzido por: Aulyde Soares Rodrigues

Páginas: 283

Ano de edição: 2002

Peso: 340 g

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Ruim
Marcio Mafra
25/08/2002 às 17:17
Brasília - DF

O autor, americano do Arkansas, jovem de 45 anos, é um grande produtor de best sellers, como o "O Advogado" e "Dossiê Pelicano". De 1991 para cá, segundo a crítica, Grisham já vendeu cem milhões de livros que foram traduzidos para 31 idiomas. É iniludível que o autor seja bom. Debalde os cem milhões de livros vendidos, o "Dossiê Pelicano" é bom; o "Advogado" é médio; e este "A Intimação" uma grande porcaria


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O velho juiz está doente e sabe que seu fim está próximo.Convoca seus filhos para discutirem o testamento. Quando eles chegam o juíz está morto.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A reunião foi arranjada através de um ex-aluno de direito da Virgínia agora sócio de uma megafirma em Nova York, que por sua vez era consultora de um grupo de jogadores que dirigiam os cassinos Canyon em todo o país. Contatos foram feitos, favores, trocados, alguma coerção exercida muito diplomaticamente. Era uma área delicada da segurança, e ninguém queria ultrapassar a linha. O professor Atlee só precisava dos fatos básicos. O Canyon estava no rio Mississípi, no condado de Tunica desde meados dos anos 90, tendo chegado com a segunda onda de construções e sobrevivido à primeira limpeza. Tinha dez andares, quatrocentas salas, sete mil e quatrocentos metros quadrados de oportunidades para o jogo e tivera grande sucesso com as leis do velho Motown. O senhor Jason Piccolo, uma espécie de vice-presidente da sede em ias Vegas, estava disponível para receber Ray e com ele estava Alvin Barker, chefe da segurança. Piccolo tinha trinta e poucos anos e se vestia como um modelo de Armani. Barker tinha cinqüenta e poucos anos e parecia um velho policial desgastado pelo tempo e malvestido. Começaram oferecendo um rápido passeio pelo cassino, de que Ray declinou. O número de cassinos que tinha visto no último mês era suficiente para a vida toda. - Quanto do segundo andar tem entrada proibida? - ele perguntou. - Bem, vejamos - Piccolo disse, gentilmente, e eles o afastaram dos caça-níqueis e das mesas, levando-o para um corredor atrás dos cubículos dos caixas. Subiram para o andar superior, seguiram por um corredor e pararam numa sala estreita com uma longa parede de espelhos com visão só de um lado. Depois dessa sala, havia uma outra grande, cheia de mesas redondas repletas de monitores de circuito fechado. Dezenas de homens e mulheres estavam atentos às telas, aparentemente com medo de perder alguma coisa. - Este é o olho-no-céu - Piccolo disse. - Aqueles caras na esquerda vigiam as mesas de vinte-e-um. Os do centro vigiam as mesas de dados e as roletas, os da direita, caça-níqueis e pôquer. - E o que eles estão vigiando? - Tudo. Absolutamente tudo. - Dê-me uma lista. - Cada jogador. Observamos os que ganham muito, os profissionais, os que contam as cartas, os ladrões. O vinte-e-um, por exemplo. Aqueles caras podem ver dez mãos e dizer se um jogador está contando as cartas. Aquele homem de paletó cinzento estuda os rostos, procurando os jogadores sérios. Eles aparecem por aqui hoje, amanhã estão em Vegas, então desaparecem por uma semana e reaparecem em Atlantic City ou nas Bahamas. Se eles roubarem ou contarem as cartas, ele os reconhece assim que eles sentam. - Piccolo era o único que falava. Barker observava Ray como se ele fosse um ladrão em potencial. - Até onde chega a visão da câmera? - Ray perguntou. - O bastante para ler o número de série de qualquer nota. No mês passado apanhamos um trapaceiro porque reconhecemos um anel de brilhantes que ele tinha usado antes. - Posso entrar lá? - Desculpe. - E as mesas de dados? - A mesma coisa. O problema é maior, porque o jogo é mais rápido e mais complicado. - Existem trapaceiros profissionais dos dados? - São raros. O mesmo se dá com o pôquer e a roleta. Trapacear não é um problema muito grande. Nos preocupamos mais com o roubo de empregados e erros nas mesas. - Que tipo de erros? - A noite passada um jogador de vinte-e-um ganhou uma mão de quarenta dólares, mas nosso carteador cometeu um erro e recolheu as fichas. O jogador reclamou e chamou o supervisor. Nosso pessoal aqui em cima viu o que aconteceu e corrigimos a situação. - Como? - Mandamos um cara da segurança com instruções para pagar ao jogador os quarenta dólares, pedir desculpas e oferecer um jantar. - E o carteador? - Ele tem um bom currículo, mas mais um erro e vai embora. - Então tudo é registrado? - Tudo. Cada mão, cada jogada do dado, cada caça-níqueis. Temos duzentas câmeras funcionando neste momento. Ray andou ao longo da parede tentando absorver o nível de vigilância. Parecia haver mais gente observando ali em cima do que jogadores lá embaixo. - Como um carteador pode trapacear com tudo isso? - ele perguntou, indicando com a mão os monitores. - Existem meios - Piccolo disse e olhou para Barker. - Muitos meios. Pegamos um por mês. - Por que vigiar os caça-níqueis? - Ray perguntou, mudando de assunto. Ele ia gastar algum tempo com perguntas variadas, uma vez que tinham prometido só uma visita àquela sala. - Porque vigiamos tudo - Piccolo disse. - E porque houve casos de menores ganhando nos caça-níqueis. Os cassinos recusaram-se a pagar e eles ganharam os processos porque tinham vídeos que mostravam os menores se afastando às escondidas, enquanto os adultos tomavam seus lugares. Aceita alguma coisa para beber? - Claro. - Temos uma pequena sala secreta com uma vista melhor. Ray os seguiu por outro lance de escada até um pequeno balcão fechado, de onde se via a sala de jogos e a sala de vigilância. Uma garçonete apareceu do nada e anotou os pedidos. Ray pediu um cappuccino. Água para os dois anfitriões. - Qual é sua maior preocupação com a segurança? - Ray perguntou, examinando uma lista de perguntas que tirou do bolso do paletó. - Contadores de cartas e carteadores com dedos pegajosos Piccolo respondeu. - É muito fácil enfiar aquelas fichas pequenas nos punhos e nos bolsos. Cinqüenta dólares por dia são mil dólares por mês, sem impostos, é claro. - Quantos contadores de cartas vocês vêem por aqui? - Cada vez mais. Existem cassinos em quarenta estados agora, portanto mais gente está jogando. Temos extensas fichas de contadores suspeitos e, quando achamos que temos um por aqui, simplesmente pedimos que se retire. Temos esse direito, sabe? - Qual é o jogo que faz mais dinheiro num dia? - Ray perguntou. Piccolo olhou para Barker, que disse: - Fora os caça-níqueis? -Sim. - Tivemos um cara com um buck oitenta nos dados, uma noite. - Cento e oitenta mil? - Certo. - E o maior perdedor? Barker apanhou o copo de água oferecido pela garçonete e coçou o rosto por um segundo. - O mesmo cara perdeu duzentos mil três noites depois. - Vocês têm ganhadores consistentes? - Ray perguntou, consultando suas notas como se estivesse fazendo uma importante pesquisa acadêmica. - Não estou bem certo do que quer dizer - Piccolo disse. - Digamos que um cara vem duas ou três vezes por semana, joga cartas ou dados, ganha mais do que perde e depois de um tempo amealha um bom dinheiro. Com que freqüência vocês vêem isso? - É muito raro - Piccolo disse. - Por outro lado, nós devíamos estar no negócio. - Extremamente raro - Barker disse. - Um cara pode ter uma maré de sorte por uma ou duas semanas. Nos concentramos nele, vigiando muito de perto, nada suspeito, mas ele está levando nosso dinheiro. Mais cedo ou mais tarde, ele vai arriscar demais a sorte, fazer alguma bobagem e recuperamos nosso dinheiro. - Oitenta por cento perdem depois de um tempo - Piccolo disse. Ray mexeu o cappuccino com a colher e consultou as notas. - Um cara completamente estranho entra, põe mil dólares numa mesa de vinte-e-um e pede fichas de cem dólares. O que acontece aqui em cima? Barker sorriu e estalou os dedos grossos. - Ficamos atentos. Nós o observamos por alguns minutos, verificamos se ele sabe o que está fazendo. O supervisor pergunta se ele quer ser avaliado ou identificado e nesse caso teremos o nome dele. Se ele diz que não, então oferecemos um jantar. A garçonete continua a oferecer bebida. Se ele não bebe, é outro sinal de que pode ser um jogador sério. - Os profissionais nunca bebem quando estão jogando Piccolo acrescentou. - Podem pedir um drinque para disfarçar, mas não bebem. - O que é avaliação? - A maioria dos jogadores quer alguns extras - Piccolo explicou. - Jantar, entradas para um show, descontos nos quartos, todo o tipo de vantagens que podemos oferecer. Eles têm cartões de sócios que monitoramos para ver quanto estão jogando. O cara na sua hipótese não tem cartão, por isso perguntamos se ele quer ser avaliado. - E ele diz que não. - Não é grande coisa. Estranhos vêm e vão o tempo todo. - Mas certamente procuramos nos manter informados Barker admitiu. Ray escreveu alguma coisa sem sentido na sua folha de papel dobrada. - Os cassinos juntam os resultados totais da sua vigilância? ele perguntou e pela primeira vez Piccolo e Barker se encolheram ao mesmo tempo. - Como assim, o total da vigilância - Piccolo perguntou com um sorriso, que Ray retribuiu e Barker logo sorriu também. Quando os três estavam sorrindo, Ray disse: - Tudo bem, outra hipótese sobre o ganhador consistente. Vamos dizer que um cara joga uma noite em Monte Carlo, a noite seguinte na Caverna do Tesouro, a noite seguinte no Aladim e assim por diante, percorrendo todos os cassinos da avenida. Ele vai a todos os cassinos e ganha muito mais do que perde. Isso continua por um ano. Quanto vocês podem saber sobre esse cara? Piccolo fez um sinal para Barker que apertava os lábios com o polegar e o indicador. - Podemos saber muito - ele admitiu. - Quanto? - Ray insistiu. - Diga - Piccolo disse para Barker, que começou a falar com relutância. - Vamos saber seu nome, seu endereço, sua profissão, telefone, automóvel, seu banco. Saberemos aonde ele vai toda a noite, quando chega, quando vai embora, quanto ele ganha ou perde, quanto ele bebe, se janta, se dá gorjeta para a garçonete e, nesse caso, de quanto, quando ele dá para o carteador. - E vocês guardam a ficha desses jogadores? Barker olhou para Piccolo que inclinou a cabeça afirmativamente, muito devagar, mas não disse nada. Não queriam falar mais porque ele estava chegando muito perto. Pensando bem, uma visita ao cassino era exatamente do que ele precisava. Desceram para o andar onde, em vez de olhar as mesas, Ray olhava para as câmeras. Piccolo apontou para o pessoal da segurança. Estavam perto de uma mesa de vinte-e-um onde um garoto que parecia adolescente jogava com pilhas de fichas de cem dólares. - Ele é de Reno - Piccolo murmurou. - Ganhou em Tunica a semana passada, ganhou de nós trinta mil. Muito, muito bom. - E ele não conta as cartas - Barker murmurou, entrando na confabulação. - Algumas pessoas têm talento para a coisa, como acontece com o golfe ou com a cirurgia do coração - Piccolo disse. - Ele está percorrendo os cassinos? - Ray perguntou. - Ainda não, mas todos estão à espera dele. - O garoto de Reno deixava Barker e Piccolo muito nervosos. A visita terminou num bar onde beberam refrigerantes e fizeram um resumo de tudo. Ray tinha completado sua lista de perguntas, todas elas conduzindo para o grande final. - Vou pedir um favor - ele disse para os dois. - Claro, qualquer coisa. - Meu pai morreu há poucas semanas e temos motivo para acreditar que ele vinha aqui às escondidas, para jogar dados, talvez tendo ganho muito mais do que perdeu. Isso pode ser confirmado? - Qual é o nome dele? - Barker perguntou. - Reuben Atlee, de Clanton. Barker balançou a cabeça, tirando um celular do bolso. - Quanto? - Piccolo perguntou. - Não sei. Talvez um milhão, em alguns anos. Barker continuava a balançar a cabeça. - De jeito nenhum. Quem ganha ou perde essa quantia nós conhecemos bem. - E ao telefone Barker perguntou se podiam verificar um tal de Reuben Atlee. - Você acha que ele ganhou um milhão de dólares? - perguntou Piccolo. - Ganhou e perdeu - Ray respondeu. - Aqui também estamos só adivinhando. Barker fechou o celular. - Nenhum registro de Reuben Atlee em lugar algum. Com certeza ele não jogou tanto por aqui. - E se ele nunca esteve neste cassino? - perguntou Ray, certo da resposta. - Nós saberíamos - os dois disseram ao mesmo tempo.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Por ocasião do dia dos pais em 2002, logo após deixar o hospital, Fernanda me presenteou este romance, com a carinhosa dedicatória...".para o meu convalescente pai, com amor, Fernanda, Marco e Igor."


 

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