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Os Catadores de Conchas

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Os Catadores de Conchas

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Rosamunde Pilcher

Editora: Bertrand Brasil

Assunto: Romance

Traduzido por: Luiza Ibañez

Páginas: 632

Ano de edição: 1997

Peso: 900 g

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Ótimo
Marcio Mafra
04/10/2008 às 23:03
Brasília - DF

Penelope Keeling é o personagem central do Caçadores de Conchas. Parte do livro é em flash back quando Penélope repassa sua vida. Infância em Londres, casamento ruim, amores, alegrias e decepções. Com os filhos aprendeu a aceitar cada um deles como eram. Penelope Keeling, mulher independente e ativa, chega a maturidade quando descobre que seu bem mais significativo, um quadro pintado por seu pai e que ele lhe deu de presente - Os catadores de conchas -, vale uma pequena fortuna.

Difícil e trabalhoso é viver em torno disso, driblando filhos, interesses, dúvidas e conflitos. É um livro bom, que emociona o leitor e o prende. O final parece evidente, mas não é. A autora é craque.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Penélope Keeling, filha de um pintor francês, que casou com a pessoa errada. Depois descobre que seu bem mais significativo, um quadro pintado por seu pai - Os catadores de conchas -, vale uma pequena fortuna, é Penélope quem passa a decidir sobre os rumos da vida de toda a sua família, de todos os seus filhos.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Gloucestershire, 17 de abril de 1984. Minha querida Olívia, Escrevo a você para contar-lhe várias coisas que aconteceram e outras que estão prestes a acontecer. Nesse último fim de semana, quando Noel trouxe Antonia e fez a faxina no sótão, tendo Nancy vindo para o almoço do domingo, tivemos uma forte discussão, e estou certa de que você de nada ficou sabendo. Inevitavelmente, foi acerca de dinheiro e sobre o fato de eles considerarem que eu devia vender os quadros de meu pai imediatamente, agora, quando o mercado está em alta. Eles me garantiram que estavam preocupados apenas comigo mesma, porém a verdade é que os conheço bem demais. Eles é que precisam do dinheiro. Depois que finalmente partiram, tive tempo para refletir em tudo que aconteceu e, na manhã seguinte, decidi telefonar para o Sr. Roy Brookner, da Boothby's. Ele veio até aqui, viu os painéis e os levou consigo. Encontrou para mim um comprador particular, um americano, que me ofereceu cem mil libras pelo par. Aceitei a oferta. Há muitas maneiras pela quais eu poderia gastar este dinheiro caído do céu, mas no momento vou fazer uma coisa que venho desejando há muito tempo, que é voltar à Cornualha. Já que nem você, Noel ou Nancy encontraram tempo ou vontade de ir comigo, convidei Antonia e Danus. Danus hesitou a princípio, mas terminou aceitando o meu convite. Para ele, foi algo inteiramente inesperado e acho que ficou constrangido, talvez achando que, de certa forma, eu sentia pena dele e me mostrava um tanto protetora. Imagino que seja um rapaz muito orgulhoso. Finalmente o convenci de que nos estaria prestando um favor; nós duas precisaríamos de um homem forte para lidar com bagagens, carregadores e garçons. Por fim, ele concordou em falar com seu empregador e saber se poderia tirar uma semana de folga. Foi o que fez e, desta maneira, estaremos partindo amanhã cedo, eu e Antonia revezando-nos na direção. Não pretendemos ficar com Doris, porque em sua casinha não há espaço para três hóspedes. Assim, reservei acomodações no Hotel The Sands, e lá chegaremos por volta da Páscoa. Escolhi The Sands, porque recordo esse hotel como sendo despretensioso e aconchegante. Quando eu era criança, famílias inteiras iam de Londres para as férias do verão. Elas continuavam indo, ano após ano, levavam seus filhos, motoristas, babás e cachorros. Todos os verões, a gerência do hotel organizava um pequeno torneio de tênis e havia uma festa ao anoitecer, quando os adultos dançavam foxtrotes em trajes a rigor, com as crianças dançando Sir Roger de Coverley* e ganhando balões de gás. Durante a guerra, o hotel foi transformado em hospital e se encheu de pobres rapazes feridos, envoltos em manta~ vermelhas; lá, bonitas auxiliares voluntárias ensinavam a eles como confeccionar cestas. Entretanto, quando falei a Danus para onde íamos, ele pareceu um pouco surpreso. Aparentemente, The Sands agora é muito caro e pomposo, acho que ele ficou preocupado, da maneira mais delicada possível, com a questão do dinheiro. Evidentemente, o que agora menos importa é o preço. É a primeira vez na vida que escrevo esta frase. Com isto, experimento a sensação mais extraordinária e tenho a impressão de que, repentinamente, me tornei uma pessoa diferente por completo. Aliás, tal coisa não me provoca a menor objeção, e estou excitada como uma criança. Ontem, eu e Antonia fomos de carro a Cheltenham e fizemos compras. Esta nova Penélope é quem manda agora, e você não teria reconhecido sua mãe, sempre tão econômica, mas creio que a teria aprovado. Foi como se houvéssemos enlouquecido. Comprei vestidos para Antonia, uma linda saia de cetim creme, jeans e pulôveres de algodão, bem como um impermeável amarelo e quatro pares de sapatos. Em seguida, ela desapareceu em um salão de beleza, para que lhe aparassem a franja, enquanto eu continuei sozinha a gastar dinheiro em coisas deliciosas e desnecessárias para as minhas férias. Um novo par de sapatilhas de lona, com cordéis amarrando no peito do pé, talco e um frasco enorme de perfume. Filmes fotográficos e cremes faciais, além de um pulôver de caxemira cor de violeta. Comprei uma garrafa térmica e uma toalha xadrez (para piqueniques), bem como uma pilha de livros de bolso para me distrair (incluindo O sol também se levanta - há anos não leio Hemingway). Comprei um livro sobre pássaros britânicos e um outro cheio de mapas, maravilhoso. Quando encerrei minha orgia de compras, cheguei até o banco, depois ofereci-me uma xícara de café, para então ir apanhar Antonia. Quando a vi, era uma pessoa inteiramente estranha e muito bonita. Não somente mandara aparar o cabelo, como tingira as pestanas. Tal medida modificou inteiramente sua aparência. A princípio, ficou um pouco constrangi da pela mudança, mas agora está acostumada à idéia, podendo ser observada lançando olhares admirativos ao espelho, de quando em quando. Há muitíssimo tempo não me sinto tão feliz. Quando vier amanhã, a Sra. Plackett limpará e trancará a casa, depois que partirmos. Voltaremos no dia vinte e cinco, quarta-feira. Falta apenas um coisa. Os catadores de conchas já se foi. Doei-o à Galeria de Arte de Porthkerris, em memória de meu pai, que ajudou em sua fundação. Curiosamente, não preciso mais dele e gosto de pensar que outros pessoas comuns - poderão partilhar o prazer e a delícia que ele sempre me proporcionou. O Sr. Brookner tomou providências para seu transporte até lá; um furgão chegou, como programado, e o levou. O vazio acima da lareira ficou bastante visível, mas um dia voltarei a preenchê-lo com alguma outra coisa. Nesse ínterim, anseio ter o quadro pendurado em seu novo lar, para que todos o vejam. Não escrevi a Nancy e nem a Noel. Eles acabarão sabendo tudo, mais cedo ou mais tarde; provavelmente, ficarão muito ressentidos e aborrecidos, mas nada posso fazer para remediar isso. Dei a eles tudo o que pude, mas estão sempre querendo mais. Talvez agora parem de importunar-me e cuidem de suas próprias vidas. Acredito que você, no entanto, compreenderá. Aceite o meu amor, como sempre, Mamma.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em fevereiro de 2008, depois de verificar que Rosamunde Pilcher andou pelas altas rodas literárias, ou seja, as listas dos mais vendidos em Nova York, decidi comprar Os Catadores de Conchas. Viva o sebo.


 

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