carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Sermões Tomo 1

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Sermões Tomo 1

Livro Bom - 1 comentário

  • Leram
    1
  • Vão ler
    0
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    0

Autor: Padre Antônio Vieira  

Editora: Lello & Irmão

Assunto: Discurso

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 342

Ano de edição: 1959

Peso: 480 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Bom
Marcio Mafra
31/08/2002 às 21:44
Brasília - DF

A obra "Sermões", em quinze volumes, foi publicada em 1908, na cidade do Porto e é considerado um monumento da literatura barroca e política.

Dessa monumentalidade toda, basta ao leitor conhecer uns sete ou oito volumes de todos os Sermões, para entender a obra, a filosofia e os costumes do autor.

Claro, em 1908 ainda não se praticava uma boa comunicação - no sentido midiático - daí porque os títulos e os capítulos dos 15 volumes são repetitivos. Mas isso acontece apenas nos títulos, vez que o conteúdo é novo ou inédito a cada sermão.

Mesmo assim, o monumento – embora, riquíssimo, como literatura ou como estilo - é uma leitura bastante pesada. É verdade, porém, que nem tudo que é leve, ou ligth, seja bom. Aliás, ligth quer significar leveza ou quase "sem gosto".

Em todos os Sermões, as idéias do Padre Vieira, estão contidas em períodos muito longos, entremeadas por uma linguagem casta, erudita e canônica. Por vezes é difícil de entender o objetivo.

Natural que assim fosse, porquanto era através da pregação, através dos sermões dominicais que se podia fazer sentir aos governantes e membros da realeza, o andamento e a linha política da crítica ou do apoio, aos negócios governamentais.

Os discursos e sermões feitos nas poucas solenidades civis e nas muitas solenidades religiosas davam o tom da satisfação que a elite - e também o povo - tinham das leis e ordenações dos governos. Nos sermões se reivindicavam, se impunham se demarcavam territórios e se expressavam interesses.

Evidentemente que o sermão tinha a uma linguagem própria, sempre atrelada ao rito e forma da liturgia canônica.

Igual tom era utilizado para expressar a insatisfação, o protesto e o não apoio aos interesses contrariados pela realeza, pelos militares e pelos negociantes da época.

Assim como os sermões da época serviam para repercutir, reivindicar e discutir os interesses sócios econômicos e culturais dos governos e dos líderes de então, algumas igrejas faziam o papel das estações de TV, Rádio e Jornal de hoje. Em outras palavras, elas eram “as mídias” de hoje. Muito bom.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os escritos do Padre Antônio Vieira são considerados verdadeiros monumentos da literatura barroca e da ciência política. Neste volume: Sermão da Sexagésima, proferido na Capela Real em 1655, quando retornava do Maranhão. Mais o sermão da Primeira, Segunda, Terceira e Quarta Dominga do Advento. Sermão do Nascimento do Menino Deus. Sermão da Véspera da Circuncisão do Senhor. Sermão dos Bons Anos.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Sermão Primeira Dominga do Advento: Tomo 1, pagina 42 ....."Homens humildes e desprezados do povo, boa nova! Se a natureza ou a fortuna foi escassa convosco no nascimento, sabei que ainda haveis de nascer outra vez, e tão honradamente como quiserdes; então emendareis a natureza, então vos vingareis da fortuna. Que maior vingança da fortuna que as mudanças tão notáveis, que se verão naquele dia! Virão naquele dia as almas do grande e do pequeno buscar seus corpos à sepultura, e talvez à mesma Igreja: e que sucederá pela maior parte? O pequeno achará seus ossos em um adro sem pedra nem letreiro, e ressuscitará tão ilustre como as estrelas. O grande, pelo contrário, achará seu corpo embalsamado em caixas de pórfiro, aos ombros de leões, ou elefantes de mármore, com soberbos e magníficos epitáfios, e ressuscitará mais vil que a mesma vileza. Oh que metamorfose tão triste, mas que verdadeira! Vede se há-de dar Deus boa satisfação aos homens da desigualdade com que hoje nascem. O ser bem nascido, que é uma vaidade que se acaba com a vida, é verdade que o não pôs Deus na nossa mão; mas o ser bem ressuscitado, que é aquela nobreza que há-de durar por toda a eternidade, essa deixou Deus no alvedrio de cada um. No nascimento somos filhos de nossos pais, na ressurreição seremos filhos de nossas obras. E que seja mal ressuscitado por culpa sua quem foi bem nascido sem merecimento seu! Lástima grande. Ressuscitar bem sobre haver nascido mal, é emendar a fortuna; ressuscitar mal sobre haver nascido bem, é pior que degenerar da natureza. Que ressuscite bem David sobre nascer de Jessé, grande glória do filho de um pastor; mas que ressuscite mal Absalão sobre nascer de David, grande afronta do filho de um rei! Se os homens se prezam tanto de ser bem nascidos, como fazem tão pouco caso de ser bem ressuscitados? Nenhuma cousa trazem na boca os grandes mais ordinàriamente, que as obrigações com que nasceram. E aposto eu que mui poucos sabem quais são estas obrígações. Nascer bem é obrigacão de ressuscitar melhor. Estas são as obrigações com que nascestes.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Adquiri os Sermões, no segundo semestre de 1961, quando já tinha salário do meu primeiro emprego, o Banco Inco. Não me recordo das razões da escolha do autor, provavelmente foi a habilidade do vendedor que me levou ao Pe. Antonio Vieira.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2020
Todos os direitos reservados.