carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Sermões Tomo 7

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Sermões Tomo 7

Livro Bom - 1 comentário

  • Leram
    1
  • Vão ler
    0
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    0

Autor: Padre Antônio Vieira  

Editora: Lello & Irmão

Assunto: Discurso

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 446

Ano de edição: 1959

Peso: 515 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Bom
Marcio Mafra
31/08/2002 às 22:22
Brasília - DF

A obra "Sermões", em quinze volumes, foi publicada em 1908, na cidade do Porto e é considerado um monumento da literatura barroca e política.

Dessa monumentalidade toda, basta ao leitor conhecer uns sete ou oito volumes de todos os Sermões, para entender a obra, a filosofia e os costumes do autor.

Claro, em 1908 ainda não se praticava uma boa comunicação - no sentido midiático - daí porque os títulos e os capítulos dos 15 volumes são repetitivos. Mas isso acontece apenas nos títulos, vez que o conteúdo é novo ou inédito a cada sermão.

Mesmo assim, o monumento – embora, riquíssimo, como literatura ou como estilo - é uma leitura bastante pesada. É verdade, porém, que nem tudo que é leve, ou ligth, seja bom. Aliás, ligth quer significar leveza ou quase "sem gosto".

Em todos os Sermões, as idéias do Padre Vieira, estão contidas em períodos muito longos, entremeadas por uma linguagem casta, erudita e canônica. Por vezes é difícil de entender o objetivo.

Natural que assim fosse, porquanto era através da pregação, através dos sermões dominicais que se podia fazer sentir aos governantes e membros da realeza, o andamento e a linha política da crítica ou do apoio, aos negócios governamentais.

Os discursos e sermões feitos nas poucas solenidades civis e nas muitas solenidades religiosas davam o tom da satisfação que a elite - e também o povo - tinham das leis e ordenações dos governos. Nos sermões se reivindicavam, se impunham se demarcavam territórios e se expressavam interesses.

Evidentemente que o sermão tinha a uma linguagem própria, sempre atrelada ao rito e forma da liturgia canônica.

Igual tom era utilizado para expressar a insatisfação, o protesto e o não apoio aos interesses contrariados pela realeza, pelos militares e pelos negociantes da época.

Assim como os sermões da época serviam para repercutir, reivindicar e discutir os interesses sócios econômicos e culturais dos governos e dos líderes de então, algumas igrejas faziam o papel das estações de TV, Rádio e Jornal de hoje. Em outras palavras, elas eram “as mídias” de hoje. Muito bom.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os escritos do Padre Antônio Vieira são considerados verdadeiros monumentos da literatura barroca e da ciência política. Neste livro de numero 7 termos o Sermão da Santa Cruz, de Santo Antônio, de São João Batista, de S.Pedro, da Rainha Santa Izabel e de Santo Inácio.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Trecho Semão de Santo Inácio - 31 de julho. Tomo 7, pagina 413 ...."Admirável é Deus em seus santos; mas no santo que hoje celebra a Igreja singularmente admirável. A todos os santos manda Cristo neste Evangelho, que sejam semelhantes a homens: Et vos similes hominibus 2 : mas assim como há grande diferença de homens a homens, assim vai muito de semelhanças a semelhanças. Aos outros santos manda Cristo que sejam semelhantes aos homens, que servem aos senhores da Terra: Hominibus expectantibus Dominum Suum: a Santo Inácio manda-lhe Cristo, que seja semelhante aos homens que serviram ao Senhor do Céu. Quanto vai do Céu à Terra, tanto vai de semelhança a semelhança. Aos outros santos meteu-lhes Cristo na mão este Evangelho, e disse-lhes: servi-me assim como os homens servem aos homens: a Sa,nto Inácio mete-lhe na mão um livro das vidas de todos os santos, e diz-lhe: serve-me assim como estes homens me serviram a mim. Foi o caso. Jazia Santo Inácio (não digo bem). Jazia Dom Inácio de Loiola malferido de uma bala francesa no sítio de Pamplona; e picado como valente de. ter perdido um castelo, fabricava no pensamento outros castelos maiores, pelas medidas de seus espíritos. Já lhe parecia pouca defensa Navarra, pouca muralha os Pirenéus, e pouca conquista França. Oonsiderava-se capitão, e espanhol, e rendido; e a dor lhe trazia à memória, como Roma em Oipião, e Oartago em Ànibal, foram despojos de Espanha: os Cids, os Pelaios, os Viriatos, os Lusos, os Geriões, os Hércules, eram os homens com cujas semelhanças heróicas o animava e inquietava a fama: mais ferido da reputação da pátria que das suas próprias feridas. Cansado de lutar com pensamentos tão vastos, pediu um livro de cavalarias para passar o tempo; mas, oh Providência Divina! Um livro que só se achou, era das vidas dos santos. Bem pagou depois Santo Inácio em livros o que deveu a este. Mas vede quanto importa a lição dos bonslivros. Se o livro fora de cavalarias, sairia Inácio um grande cavaleiro: foi um livro de vidas de Santos. saiu um grande santo.Se lera cavalarias, sairia Inacio um cavaleiro da ardente espada: leu vidas de santo, saiu santo de ardente tocha. Torna Inácio o livro nas mãos, lê-o, a principio com dissabor, pouco depois sem fastio, últimamente com gosto, e dali por diante com fome, com ânsia, com cuidado, com desengano, com devoção, com lágrimas. Estava atónito Inácio do que lia, e de ver que havia no mundo outra milícia para ele tão nova e tão ignorada, por que os que seguem as leis do apetite, como se rendem sem batalha, não têm conhecimento da guerra. Já lhe pareciam maiores aqueles combates, mais fortes aquelas resistências, mais ilustres aquelas façanhas, mais gloriosas aquelas vitórias, e mais para apetecer aqueles triunfos. Resolve-se a trocar as armas e alistar-se debaixo das bandeiras de Cristo; e a espada de que tanto se prezava foi o primeiro despojo que ofereceu a Deus e a sua Mãe nos altares de Monserrate. Aceitai, Senhora, essa espada, que, como se hão-de rebelar contra Vós tantos inimigos, tempo virá em que seja bem necessária para a defesa de vossos atributos. Lia Inácio as vidas dos confessores; e começando como eles, pelo desprezo da vaidade, tira o colete, despe as galas, e assim como se ia despindo o corpo, se ia armando o espírito. Lia as vidas dos anacoretas, e já suspirava pelos desertos, e por se ver metido em uma cova de Manresa, onde sepultado acabasse de morrer ao mundo, e começasse a viver, ou a ressuscitar a si mesmo. Lia as vidas dos doutores e pontífices e (ainda que o não afeiçoaram as mitras, nem as tiaras) delibera-se a aprender para ensinar, e a começar os rudimentos da gramática entre os meninos, conhecendo que em trinta e tres anos de corte e guerra, ainda não começara a ser homem.Lia as vidas, ou as mortes valerosas dos mártires, e com sede de derramar o sangue próprio, quem tinha derramado tanto alheio, sacrifica-se a ir buscar o martírio a Jerusalém, oferecendo as mãos desarmadas às algemas, os pés aos grilhões, o corpo às masmorras, e o pescoço aos alfanges turquescos. Lia finalmente as vidas e as perseguições dos Apóstolos, e soando-lhe melhor que tudo aos ouvidos as trombetas do Evangelho, toma por empresa a conquista de todo o mundo, para dilatar a Fé, para o sujeitar à Igreja, e para levantar novo edifício sobre os alicerces e ruínas do que eles tinham fundado. Isto era o que Inácio ia lendo; e isto o que juntamente ia trasladando em si e imprimindo dentro na alma. Mas quem lhe dissera então ao novo soldado de Cristo, que notasse naquele livro o dia de trinta e um de Julho; que advertisse bem, que aquele lugar estava vago, e que soubesse que a vida de santo, que ali faltava, havia de ser a sua, e que este dia feriado e sem nome havia de ser o dia de Santo Inácio de Loiola, fundador e patriarca da Companhia de Jesus! Tais são os segredos da Providência, tão grandes os poderes da graça, e tanta a capacidade da nossa natureza! Para satisfazer às obrigações de tamanho dia, nem quero mais matéria, que o caso que propus, nem mais livros, que o mesmo livro, nem mais texto que as mesmas palavras: Et vos similes hominibus. Veremos em dous discursos: Inacio semelhante a homens, e Inácio homem sem semelhante. Mais breve ainda: o semelhante sem semelhante. Este será o assunto. Peçamos a graça. Ave Maria.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Adquiri os Sermões, no segundo semestre de 1961, quando já tinha salário do meu primeiro emprego, o Banco Inco. Não me recordo das razões da escolha do autor, provavelmente foi a habilidade do vendedor que me levou ao Pe. Antonio Vieira.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2020
Todos os direitos reservados.