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Sermões Tomo 11

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Sermões Tomo 11

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Autor: Padre Antônio Vieira

Editora: Lello & Irmão

Assunto: Discurso

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 422

Ano de edição: 1959

Peso: 495 g

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Bom
Marcio Mafra
31/08/2002 às 22:43
Brasília - DF

A obra "Sermões", em quinze volumes, foi publicada em 1908, na cidade do Porto e é considerado um monumento da literatura barroca e política. Dessa monumentalidade toda, basta ao leitor conhecer uns sete ou oito volumes de todos os Sermões, para entender a obra, a filosofia e os costumes do autor. Claro, em 1908 ainda não se praticava uma boa comunicação - no sentido midiático - daí porque os títulos e os capítulos dos 15 volumes são repetitivos. Mas isso acontece apenas nos títulos, vez que o conteúdo é novo ou inédito a cada sermão. Mesmo assim, o monumento – embora, riquíssimo, como literatura ou como estilo - é uma leitura bastante pesada. É verdade, porém, que nem tudo que é leve, ou ligth, seja bom. Aliás, ligth quer significar leveza ou quase "sem gosto". Em todos os Sermões, as idéias do Padre Vieira, estão contidas em períodos muito longos, entremeadas por uma linguagem casta, erudita e canônica. Por vezes é difícil de entender o objetivo. Natural que assim fosse, porquanto era através da pregação, através dos sermões dominicais que se podia fazer sentir aos governantes e membros da realeza, o andamento e a linha política da crítica ou do apoio, aos negócios governamentais. Os discursos e sermões feitos nas poucas solenidades civis e nas muitas solenidades religiosas davam o tom da satisfação que a elite - e também o povo - tinham das leis e ordenações dos governos. Nos sermões se reivindicavam, se impunham se demarcavam territórios e se expressavam interesses. Evidentemente que o sermão tinha a uma linguagem própria, sempre atrelada ao rito e forma da liturgia canônica. Igual tom era utilizado para expressar a insatisfação, o protesto e o não apoio aos interesses contrariados pela realeza, pelos militares e pelos negociantes da época. Assim como os sermões da época serviam para repercutir, reivindicar e discutir os interesses sócios econômicos e culturais dos governos e dos líderes de então, algumas igrejas faziam o papel das estações de TV, Rádio e Jornal de hoje. Em outras palavras, elas eram “as mídias” de hoje. Muito bom.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os escritos do Padre Antônio Vieira são considerados verdadeiros monumentos da literatura barroca e da ciência política. No volume 11 estão os sermões Sexto, Sétimo, Oitavo, Nono, Décimo até o Décimo Sétimo. São sermões que foram pronunciados em datas não comemorativas, como aliás é típico da Igreja, que possui em seu calendário litúrgico, alguns hiatos, que ela preenche com datas genéricas, tipo, dia de todos os santos.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Sermões Tomo 11 Sermão Décimo Terceiro ..."Não é cousa nova, posto que grande e singular, que o Evangelista S. João receba em sua casa a Virgem Mãe de Deus e Mãe sua. Nem é coisa nova que as festas do mesmo S. João as honre e autorize a Virgem Santíssima com a majestade e favores de sua presença. Nem é coisa nova, finalmente, que o que havia de ser panegírico do Evangelista seja sermão do Rosário. Tudo isto, que já foi em diferentes dias, temos junto e concordado hoje no concurso da presente solenidade. Não é coisa nova que o evangelista S. João receba em sua casa a que é Mãe de Deus e sua, porque naquele grande dia, em que lhe coube por legado no testamento do Redentor do mundo, não com menor título que de Mãe, a que era Mãe do mesmo Cristo: Ecce Mater tua(2)- logo então, e desde a mesma hora recebeu S. João a Senhora em sua casa, para nela assistir e servir, como fez por toda a vida: Et ex illa hora accepit eam discipulus in sua(3). - E isto é o que torna a fazer hoje o mesmo evangelista, porque chamando-se em frase dos sagrados ritos casa própria de cada um dos santos aquele dia que a Igreja dedicou à sua celebridade, neste dia e nesta casa recebe hoje S. João a Senhora, dando-lhe nela o lugar devido, que é o primeiro e principal. Nem é coisa nova que as festas de S. João as honre e autorize a Virgem Santíssima, com a majestade e favores de sua presença, porque nas bodas de Caná de Galiléia o ser S. João o esposo foi a razão de se achar ali a Senhora: Et erat Mater Jesu ibi(4). - E se foi favor da sua piedade e assistência a conversão de água em vinho, não foi menor graça ou milagre da Virgem das Virgens que S. João, por imitar sua virginal pureza, renunciasse então o matrimônio, e o convertesse em celibato. Finalmente, não é coisa nova que o que havia de ser panegírico do Evangelista seja sermão do Rosário, porque, como se refere nas histórias dominicanas, indo o patriarca S. Domingos para pregar de S. João em tal dia como hoje, ao tempo que recolhido a uma capela da mesma igreja se estava encomendando a Deus, lhe apareceu a Virgem Maria, e lhe mandou que deixasse o sermão que tinha meditado de S. João, e pregasse o seu Rosário. Fê-lo assim o grande Patriarca dos Pregadores, e o fruto do sermão que, pelo zelo e eficácia do pregador sempre costumava ser grande, pela graça e virtude de quem o mandou pregar foi naquela ocasião muito maior e mais patente com igual proveito e admiração dos ouvintes. Mas, que fará cercado das mesmas obrigações, tantas e tão grandes, quem não só falto de semelhante espírito, mas novo ou noviço no exercício e na arte, é esta a primeira vez que, subido indignamente a tão sagrado lugar, há de falar dele em público (5)? Vós, soberana Rainha dos anjos e dos homens, e Mãe da Sabedoria incriada - a quem humildemente dedico as primícias daquelas ignorâncias que ainda se não podem chamar estudos, como única protetora deles - pois o dia e assunto é, Senhora, de vossos maiores mistérios, vos dignais de me assistir com a luz ou sombra da graça, com que a virtude do Altíssimo, no primeiro de todos, vos fez fecunda: Ave Maria


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Adquiri os Sermões, no segundo semestre de 1961, quando já tinha salário do meu primeiro emprego, o Banco Inco. Não me recordo das razões da escolha do autor, provavelmente foi a habilidade do vendedor que me levou ao Pe. Antonio Vieira.


 

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