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Tartarugas Até Lá Embaixo

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Tartarugas Até Lá Embaixo

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Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Assunto: Romance

Traduzido por: Ana Rodrigues

Páginas: 272

Ano de edição:

Peso: 280 g

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Bom
Marcio Mafra
20/01/2019 às 16:49
Brasília - DF
“Tartarugas Até La Embaixo” conta uma história onde a personagem principal, de nome Aza, que junto com sua inseparável amiga Daysi correm atrás de uma enorme recompensa financeira que era oferecida por informações que chegassem ao paradeiro do bilionário Ruusel Picket.
Um estranho réptil neozelandês também é personagem.
Um livro recheado de coisas boas e ruins, como é característica das outras histórias de John Green.
Amor, amizade, medos, capacidade de virada de vida, poesia, desencontros, coragem e interesses.
Davis, um dos filhos do magnata e que tinha sido coleguinha de escola de Daysi tem papel de destaque no livro, embora fosse tímido e problemático.
Ao final o leitor percebe que é muito raro encontrar quem veja o mesmo mundo que o seu.
Livro bom, sem dúvida.

Marcio Mafra
20/01/2019 às 00:00
Brasília - DF

A história de Aza Holmes adolescente de 15 anos que escrevia fan-fics com sua inseparável amiga Daysi,
Elas ficaram antenadas no desaparecimento de um bilionário e na fortuna que era a recompensa em quem fornecesse uma informação que levasse ao paradeiro do desaparecido.
O único contato com o assunto era Davis, um dos filhos do magnata, que fora colega de escola de Aza Holmes.
Elas não podiam saber que muitas surpresas – boas e amargas - as aguardavam pelo caminho para ganhar tal recompensa.

Marcio Mafra
20/01/2019 às 00:00
Brasília - DF

O autoproclamado lema de Daisy era “Parta corações, mas não quebre promessas”.

Ela vivia ameaçando tatuar a frase no tornozelo quando fizesse dezoito anos.

Daisy voltou a atenção para Mychal novamente, e eu, para os meus pensamentos.

Podia jurar que meu estômago estava roncando mais alto. Tive ânsia de vômito. Para alguém tão avessa a fluidos corporais, eu até que vomito bastante.

— Holmes, tá tudo bem? — perguntou Daisy.

Apenas acenei que sim.

Às vezes eu não entendia como Daisy gostava de mim, ou sequer me aguentava. Não entendia como alguém podia me aguentar. Até eu me achava irritante. Senti o suor brotando na testa; depois que eu começava a suar, não parava mais. Suava por horas, e não só no rosto e nas axilas. Meu pescoço suava. Meus peitos suavam. Minhas pernas suavam. Talvez eu estivesse, sim, com febre.

Por baixo da mesa, enfiei o band-aid usado no bolso, peguei um novo, abri sem nem precisar olhar e só então baixei os olhos para colocá-lo no dedo.

O tempo todo eu inspirava pelo nariz e expirava pela boca, do jeito que a dra. Karen Singh tinha aconselhado, sempre soltando o ar num ritmo “que faria a chama de uma vela tremer, mas não apagar”. “Imagine a chama da vela, Aza, oscilando por causa da sua respiração mas ainda acesa, sempre acesa.”

Tentei seguir a técnica, mas a espiral de pensamentos continuava a rodar e rodar, afunilando mais e mais.

Podia ouvir a dra. Singh me dizendo para não pegar o celular, não pesquisar as mesmas dúvidas mil vezes, mas peguei o aparelho assim mesmo e reli o artigo sobre “microbioma humano”.

A questão da espiral é que, se a seguimos, ela nunca termina. Só vai se afunilando, infinitamente.

Fechei o saco plástico com o último pedaço do meu sanduíche, me levantei da mesa e joguei numa lixeira já transbordando. Ouvi uma voz atrás de mim.

 — Devo ficar muito ou pouco preocupada por você não ter dito mais do que duas palavras seguidas o dia todo?

— Espiral — murmurei em resposta.

Daisy me conhecia desde os seis anos, tempo suficiente para entender o que eu queria dizer. — Imaginei. Que droga. Vamos sair hoje.

Uma garota chamada Molly passou por nós sorrindo.

— Ah, Daisy, só para avisar: o Ki-suco que você usou no cabelo manchou sua blusa. Daisy olhou para o ombro, e, realmente, a blusa dela estava rosa em algumas partes. Ela levou um susto, mas logo se recompôs.

— Faz parte do visual, Molly — respondeu ela.

— Camisa manchada é a última moda em Paris.

— E, dando as costas para a garota, voltou a se dirigir a mim:

— Muito bem, então a gente fica na sua casa vendo Star Wars: Rebels.

Daisy era uma grande fã de Star Wars, e não apenas dos filmes, mas também dos livros, das animações e do desenho infantil em que todos os personagens são de Lego. Tão fã que escrevia fanfics sobre a vida amorosa do Chewbacca.

— Vamos melhorar seu humor até você conseguir falar uma frase de três ou mesmo quatro palavras. Que tal?

— Legal.

— E depois você pode me levar para o trabalho. Desculpa, é que eu preciso de uma carona.

— Tudo bem.

Eu queria dizer mais, só que os pensamentos, inoportunos, indesejados, não paravam de invadir minha mente. Se eu fosse a autora da minha história, teria parado de pensar sobre o meu microbioma. Teria dito a Daisy que a ideia dela para o projeto de Mychal era incrível e teria contado que me lembrava, sim, de Davis Pickett; que me lembrava de quando eu tinha onze anos e vivia com um vago porém constante medo de tudo.

 

Ria contado que me lembrava daquela vez no acampamento, deitada ao lado dele no píer, as pernas pendendo da beirada, as costas coladas na madeira áspera, nós dois olhando para o céu limpo de verão. Teria contado que, mesmo na época, Davis e eu não conversávamos muito, sequer nos olhávamos muito, mas que isso não importava, porque estávamos observando juntos o mesmo céu, o que, para mim, talvez seja mais íntimo do que contato visual. Qualquer um pode olhar para você, mas é muito raro encontrar quem veja o mesmo mundo que o seu.


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Marcio Mafra
20/01/2019 às 00:00
Brasília - DF

Em outubro de 2017, John Green,autor dos mega sucessos “A Culpa é das Estrelas” e “Quem é Voce Alaska”  surgiu com “ Tartarugas Até Lá Embaixo”.

Levei um ano vendo a repercussão.

Em dezembro de 2018 comprei o Tartarugas.

Pelo barulho não parece um sucesso tão grande com os dois libros que mencionei.  

 


 

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