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Nossa Vida Engraçada

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Nossa Vida Engraçada

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: José Hamilton Santos

Editora: Não Consta Editora

Assunto: Contos

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 132

Ano de edição:

Peso: 180 g

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Bom
Marcio Mafra
26/01/2019 às 22:34
Brasília - DF
O autor José Hamilton Santos, a quem conheci pessoalmente, é culto, simpático e transpira talento de escritor.
”Nossa Vida Engraçada” é um livro de 13 contos.
Contos são como crônicas: quase sempre guardam a vivência ou arguta observação do autor.
Por vezes também são levemente autobiográficos.
No caso de contos do tipo “regionalizado” como “Brenhas” é muito bem compreendido pelo leitor da mesma região onde “aconteceu” o conto.
Um leitor da cidade de Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre ou São Paulo, poderá ler, entender mas certamente ficará sem “curtir” porque sua cultura não alcança os fatos, lugares e personagens da história..
Mesmo assim, os contos Zé Perequeté, O Motel e o Homofóbico são muito bons.

Marcio Mafra
26/01/2019 às 00:00
Brasília - DF

São 13 contos, cujos temas o autor José Hamilton Santos viveu, conviveu ou assistiu em Alagoinhas, cidade do interior da Bahia, onde nasceu e viveu sua infância e adolescência .

Marcio Mafra
26/01/2019 às 00:00
Brasília - DF

O  HOMOFÓBICO

Juarez era um sujeito que poderiamos chamar de um "grande garanhão"! O cara namorava todo tipo de mulher, índia, loira, mulata, asiática, enfim, mulher pra todos os gostos. Dizia que a razão para atrair
tantas namoradas estava em seu eharme irresístí veí, mas todos sabiam que o verdadeiro motivo era o bom emprego que ele tinha, o que lhe  garantia uma generosa conta bancária.

Saia pra balada e ganhava uma garota, depois de curtir a noite inteira ele a desprezava como se ela fosse um produto descartável. Sua fama o deixou meio desmoralizado com a mulherada porque todas tinham
a esperança de um dia poder laçar o parti dão e desfrutar com ele todo o  seu patrimônio. Mas o "pegador" não queria saber de casamento, se considerava um Brás Cubas da obra de Machado de Assis e não dava a
menor chance a nenhuma das aspirantes a ser sua esposa,.


Havia um assunto que incomodava o machão, a galera LGBT!


O cara tinha pavor só em ouvir falar desta parcela da sociedade e dizia a todos: -de veado e sapatão eu quero o máximo de distância! Tratava os homossexuais ou bi-sexuais como se fossem pessoas doentes, sem valor e
execráveis. 

Todos nós sabemos que toda ação provoca uma reação, Núbia  foi uma das mulheres iludidas pelo Juarez, mas mesmo assim acabou ficando perdidamente apaixonada pelo Brás Cubas da era moderna e a
exemplo de todas as outras também foi desprezada. Não conformada,  tratou de montar um plano para dar uma lição ao moço, ela descobriu que  ele detestava os gays e procurou a ajuda de uma amiga travesti que se
chamava Paloma.


Não sei se poderíamos chamar a Paloma de um travesti ou de uma linda mulher, o fato é que a moça tinha homens atirados aos seus momento em que falava com a Marilia ao telefone no dia anterior, era sutilmente escutado

por uma colega de trabalho, destas que adoram ver o "circo pegar fogo"! Não deu noutra, a alcagüete ligou para a Noélia e  anonimamente entregou o colega, dando todos os detalhes do que havia ouvido:

-Ele marcou com a vagabunda na saída do trabalho! Disse sem pestanejar a mexeriqueira.

Noélia colheu a informação tomada de raiva, já tinha certeza das traições do marido, mas era a primeira vez que teria a chance de armar um flagrante, pensou consigo: -vou dar uma lição naquele safado! No dia
e horário previstos ela se arrumou toda e seguiu com destino ao ponto de encontro do marido com a suposta amante. Antes de sair, a Noélia teve o cuidado de pegar o revólver calibre 38 cano curto que o casal tinha em
casa, checou o tambor e constatou que estava cheio! 


Amarildo nem desconfiou de que havia outra pessoa à sua espera na saída do trabalho, se encontrou com a Marilia e seguiu para um  bar. Noélia estava a espreita, em um local próximo à empresa, ela
manteve uma certa distância para ver o encontro entre o marido e a amante sem ser percebida. Sentiu uma pontada de angústia quando avistou o Amarildo beijando o rosto de outra mulher com carinho e
ternura, fazia muito tempo que ela não era tratada daquela forma pelo marido, ponderou se a culpada por aquela situação não seria ela mesma.
Saiu do seu devaneio e voltou o seu foco para aquele encontro, seguiu o marido sorrateiramente, se esgueirando entre muros e postes, parecia até uma agente do FBl em ação! Viu o casal entrar em um bar e como não
queria ficar exposta no meio da rua, chamou um táxi, entrou e esperou pacientemente os dois saírem. Logo que saiu do bar, Amarildo deu um beijo na mulher que estava com ele e todo radiante seguiu em
direção ao local onde havia estacionado o seu CatTO, embarcou a moça no veículo e partiu em disparada.

Imediatamente a Noélia disse ao motorista do táxi:
-Siga aquele Carro.

Repente? A Paloma!

-Amiga, há quanto tempo não nos vemos? Trocaram beijos. 
O Juarez, ao ver a imagem daquela linda mulher ficou descompensado. Paloma se despediu e foi para uma mesa onde outra pessoa a aguardava. Tão logo ela se afastou o Juarez fez a pergunta que a
Núbia já esperava:

-Quem é essa sua amiga???
Juarez mordeu a isca, Núbia fingiu ciúmes, mas informou a ele o contato da Paloma. Eles terminaram o jantar, ele deu uma carona para ela até a sua casa e assim que a Núbia desembarcou do carro e se
despediu ele sacou o telefone e digitou o número da Paloma.


-Alô, quem é?
-Aqui é a pessoa que estava com a sua amiga, a Núbia, em um restaurante agora há pouco!
-Ah sim, me lembro, mas como conseguiu número do meu telefone?!
-Sua amiga me deu! Por favor, não fique aborrecida com ela, é que ela percebeu o quanto eu fiquei impressionado com você!
-Ah tá, desse jeito você me deixa sem graça!
-Que tal marcarmos um jantar?
-Um jantar, não seiiii ... quando?
-Poderia ser amanhã?
-Vou ver se posso, me liga amanhã!
- Tá, eu te ligo!
-Tchau.
-Até logo!
Ele disse até logo, sentindo uma vontade completar a frase com a palavra "princesa".
Juarez passou o dia inquieto, ansioso, não tirava a imagem de Paloma da cabeça. Final de tarde ele ligou:

-Alô?
-Alô, aqui é o Juarez!
-Juarez? -Que Juarez?
-O amigo da Núbia, liguei pra você ontem à noite, lembra?
-Ah sim, me lembro.
-E então, aceita o meu convite pra sair hoje? Ele teve palpitações antes da resposta.
-Sim, podemos!
-Onde posso te pegar?
Ela deu o endereço e na hora marcada ele apareceu ao local, mas a moça não estava lá. Passou quase uma hora até que a Paloma surgisse em um táxi, Juarez já estava a ponto de ter um colapso nervoso
de tanta ansiedade. Quando ela desceu do táxi ele a contemplou e pensou consigo: -que bela mulher, com essa eu até casaria!

Ela entrou no carro, pediu desculpas pelo atraso e os dois se foram rumo a um bar. Beberam alguns drinques, conversaram e até dançaram. Ele se mostrava cada vez mais atraído por aquela mulher que
parecia ser de outro planeta. Em certo momento, ele ficou intrigado ao observar que o pescoço da moça tinha uma saliência que não era comum de ser encontrada nas mulheres, porém, estava tão encantado com ela que
pensou: -ela deve ter problemas com a tireóide. Rápido no gatilho, o Juarez propôs:
-Que tal irmos à um lugar mais íntimo e aconchegante? Ela fingiu levar um susto e falou:

-Nossa, quanta pressa! Relaxe, não sei se estou preparada para ter intimidades com alguém como você, que acabo de conhecer!
Juarez colocou em prática todas as suas armas de sedução para convencer a Paloma a ir com ele ao seu apartamento, até que ela aceitou.
Chegando lá, ele ofereceu mais um drinque e ela disse: 
-Só se você me acompanhar!
Ele preparou duas doses de Dry Martini e quando a serviu tentou beija-Ia, ela aceitou o beijo e os dois começaram a trocar carícias cada vez mais intensas e excitantes.

De repente, ela pede para ir ao banheiro e ele, já bastante excitado, diz: 

-É ali, mais vá rapidinho! Ela se foi, deixando o cara esfregando as mãozinhas e imaginando a noite de amor que teria com aquela deusa.

Foi ouvido um estouro, Juarez correu até o banheiro e chegando lá viu que era apenas um vidro de perfume que a Paloma deixou cair no chão. Ela pediu desculpas e tentou limpar a sujeira, ele então se apressou
em pegar um pano e ela foi para a sala deixando o Juarez no banheiro. Ao voltar ele não se conteve, agarrou a moça e eles começaram a se acariciar, entretanto, ao apalpar as partes íntimas da Paloma o Juarez
sentiu um volume que achou estranho, quase rasgou a calcinha dela e quando pode ver o que era tomou um grande susto.

 

Ele se afastou para trás e perguntou:
-O que é isso?! Paloma respondeu com calma:
-Não esta reconhecendo? -Você tem um bem parecido!
Nervoso, Juarez gritou:

-Você é veado!!! - Eu detesto veados! -Cai fora do meu apartamento!
Disse isto aos berros, sentindo ímpetos de socar a beldade à sua frente.
Paloma se vestiu tranquilamente, soltou um beiiinho em direção ao descomposto rapaz, pegou a sua bolsa e se foi. Juarez ficou atordoado, não se conformava de ter sido tão ingênuo, mas o que ele não sabia era
que o pior ainda estava por vir, ou seja, a gravação! !!

 

As cenas de beijos e abraços, até o momento em que o órgão sexual da Paloma apareceu foram registradas em uma câmera que estava na bolsa dela. Ao voltar do banheiro, o travesti rapidamente abriu a bolsa, regulou a câmera e deixou uma abertura que permitia que o aparelho fizesse o seu trabalho sem ser percebido.

No dia seguínte, ao chegar no escritório, Juarez sentiu um clima sinistro no ar, as pessoas o olhavam e pareciam rir por dentro. 


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
26/01/2019 às 00:00
Brasília - DF

Em janeiro de 2018 Marcelo Soares, eu e mais alguns parentes baianos  estávamos passando alguns dias de verão na praia Farol da Barra, em Salvador, BA.

Trata-se de uma praia urbana freqüentada por alguns turistas, muitos nativos e famílias residentes em Salvador. A impressionante aglomeração de pessoas na faixa da areia e também do mar – cristalino e quase sem ondas - atrai centenas de vendedores de  acarajé, cigarro, cervejas, refrigerantes, água mineral, queijo assado, picolé, churrasquinho, pastel, camarões, ostras, comidas prontas e pratos da cozinha regional, empadas, kibes, algodão doce, amendoim, batidas de frutas, drinks diversos.

È grande a oferta de protetores solar, bronzeadores, acessórios para smartphones,  chapéus, miçangas, colares, brincos, cangas, biquínis, vestidos, saídas de praia, brinquedos.

Alugadores de cadeiras, guarda-sol, pranchas, caiaques e jet sky oferecem a comodidade (?)  à todos que chegam à praia.

O trânsito de centenas de catadores de latas de cerveja vazias é impressionante.

O ambiente é sempre embalado por uma mixórdia de aparelhos de som ligados em volumes máximos.

Também são freqüentes massagistas, divulgadores de serviços sociais do tipo “casas de recuperação de drogados”, divulgadores de eventos musicais, culturais e – pasmem – vendedores de livros.

Naquela ocasião fomos abordados pelo vendedor e escritor José Hamilton Santos. Para apoiá-lo comprei os três exemplares de sua autoria: “Nossa Vida Engraçada”, “Divina” e “Verbo.”


 

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