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21 Lições Para o Século 21

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21 Lições Para o Século 21

Livro Excelente - 1 comentário

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Autor: Yuval Noah Harari

Editora: Companhia das Letras

Assunto: História

Traduzido por: Paulo Geiger

Páginas: 441

Ano de edição: 2018

Peso: 550 g

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Excelente
Marcio Mafra
13/04/2019 às 10:28
Brasília - DF
Livro excelente. Espetacular. Sensacional. Maravilhoso. Talvez o melhor livro de não ficção editado no Brasil.
Yuval Noah Harari, autor dos fantásticos “Homo Sapiens” e “Homo Deus”, para fechar a trilogia, editou aqui no Brasil em 2018, o igualmente extraordinário “21 Lições para o Século 21” .
Trata-se de uma abordagem de temas como desafios tecnológicos , desespero, esperança, verdade e resiliência, e os seus desdobramentos, dos quais podemos citar exemplos: trabalho,
liberdade, igualdade, religião, imigração, terrorismo, justiça, educação e meditação.
Mediante exposições de cada tópico que faz parte da obra, e sempre com argumentações convincentes, Harari tenta responder a questões que preocupam o mundo atual ,
como as soluções para o problema do aquecimento global, o surgimento da era Trump e a existência ou não de Deus.

Este comentário, de autoria de Arnaldo Niskier (membro da Academia de Letras e presidente do CIFE-Rio) foi extraído do artigo intitulado
“ O Outro Lado de Hahari” e publicado no jornal Correio Braziliense, edição de 13/4/2019)

Marcio Mafra
13/04/2019 às 00:00
Brasília - DF

21 lições para oi século 21 é uma viagem fascinante pelas enormes mudanças que acontecem na atualidade. As questões que vão desde o equilíbrio mental, a compaixão e capacidade de adaptação  do homem no século 21.

Como podemos nos proteger de guerras nucleares, cataclismos ambientais e crises tecnológicas?

O que fazer sobre a epidemia de fake news ou a ameaça do terrorismo?

O que devemos ensinar aos nossos filhos? Seríamos ainda capazes de entender o mundo que criamos?

Marcio Mafra
13/04/2019 às 00:00
Brasília - DF

PROBLEMAS POLÍTICOS: ECONOMIA MUÇULMANA

Enquanto a ciência nos fornece respostas claras a questões técnicas, por exemplo, como curar o sarampo, há entre os cientistas considerável desacordo em questões políticas. Quase todos os cientistas concordam que o aquecimento global é um fato, mas não há consenso no que concerne a qual é a melhor reação econômica a essa ameaça. Isso não significa, no entanto, que as religiões tradicionais podem nos ajudar a resolver a questão. As antigas escrituras simplesmente não são um bom guia para a economia moderna, e as principais clivagens - por exemplo, entre capitalistas e socialistas - não correspondem às divisões tradicionais entre religiões.

 

É verdade que em países como Israel e Irã rabinos e aiatolás se manifestam diretamente sobre a política econômica, e até mesmo em países mais seculares, como os Estados Unidos e o Brasil, líderes religiosos influenciam a opinião pública em questões que vão desde impostos até regulamentação ambiental. Mas um olhar mais acurado revela que, na maioria desses casos, religiões tradicionais na realidade acompanham e ecoam teorias científicas modernas. Quando o aiatolá Khamenei precisa tomar uma decisão crucial para a economia iraniana, ele simplesmente não é capaz de encontrar a resposta necessária no Corão, porque os árabes do século VII sabiam muito pouco sobre os problemas e as oportunidades das economias industriais modernas e dos mercados financeiros globais. Assim, ele ou seus assessores têm de se voltar para Karl Marx, Milton Friedman, Friedrich Hayek e a moderna ciência da economia para obter respostas. Uma vez tendo decidido elevar taxas de juro, ou reduzir impostos, ou privatizar monopólios do governo, ou assinar um acordo tarifário internacional, Khamenei pode então usar seu conhecimento religioso e sua autoridade para embalar a resposta científica no formato deste ou daquele versículo do Corão, e apresentá-lo às massas como a vontade de Alá. Mas o formato tem pouca importância. Quando se comparam as políticas econômicas do Irã xiita, da Arábia Saudita sunita, do Israel judaico, da Índia hinduísta e da América cristã, não se vê muita diferença.

Durante os séculos XIX e xx, pensadores muçulmanos, judeus, indus e cristãos investiram contra o materialismo moderno, contra o capitalismo impiedoso e contra a burocracia excessiva do Estado prometeram que se apenas lhes dessem uma oportunidade, resolveriam todos os males da modernidade e estabeleceriam um sistema socioeconômico completamente diferente, baseado nos eternos valores espirituais de seu credo. Bem, foram-lhes dadas algumas oportunidades e a única mudança visível que implementaram no edifício das economias modernas foi refazer a pintura e colocar o crescente, a cruz, a estrela de David ou o Om no telhado.

Como no caso dos rituais para fazer chover, quando se trata de economia, é a longamente aprimorada expertise de interpretação de textos dos eruditos religiosos que faz a religião ser irrelevante. Não importa qual seja a política econômica escolhida por Khamenei, ele sempre poderá encaixá-la no Corão. Com isso, o Corão é rebaixado de fonte do verdadeiro conhecimento para fonte de mera autoridade. Quando enfrenta um difícil dilema econômico, você lê Marx e Hayek atentamente, e eles ajudam a compreender melhor o sistema econômico, a ver as coisas de um novo ângulo e a pensar em soluções possíveis. Depois de formular uma resposta, você se volta para o Corão e o lê atentamente em busca de uma sura que, se interpretada criativamente, é capaz de justificar a decisão que você foi buscar em Hayek ou em Marx.

Não importa qual solução encontrou lá, se você é um bom estudioso do Corão, sempre será capaz de justificá-la.

O mesmo vale para o cristianismo. Para um cristão é tão fácil ser capitalista como socialista, e mesmo que algumas coisas que Jesus disse soem totalmente a comunismo, durante a Guerra Fria bons capitalistas americanos liam o Sermão da Montanha sem prestar muita atenção nisso. Não existe "economia cristã", "economia muçulmana" ou "economia hindu" Não que não haja nenhuma ideia econômica na Bíblia, no Corão ou nos Vedas - elas apenas não estão atualizadas. A leitura que o Mahatma Gandhi fez dos Vedas o permitiu imaginar uma Índia independente como uma coleção de comunidades agrárias autossuficientes, cada uma tecendo suas próprias roupas khadi, exportando pouco e importando ainda menos. A mais famosa fotografia dele o mostra tecendo algodão com as próprias mãos, e ele fez da humilde roca o símbolo do movimento nacionalista indiano. Mas essa visão arcadiana era simplesmente incompatível com a realidade da economia moderna, e por isso não restou muito dela, salvo a radiante efígie de Gandhi em bilhões de cédulas de rúpia.


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Marcio Mafra
13/04/2019 às 00:00
Brasília - DF

Carolina Farnese em dezembro de 2018 me presenteou com este “21 lições para o século 21” dizendo que sabia de minha admiração por Yuval Noah Harari, autor de Sapiens e Homo Deus, grandes sucessos internacionais.


 

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