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Incesto em 2º Grau

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Incesto em 2º Grau

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Laurita Mourão

Editora: Record

Assunto: Erotismo

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 145

Ano de edição: 1983

Peso: 210 g

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Ruim
Marcio Mafra
20/06/2003 às 13:02
Brasília - DF

A autora é uma das filhas do General Mourão Filho. Ele morreu em 1972 e foi um personagem importante, porém desastrado na história do Brasil. Na revolução "comunista" de 1937, quando Mourão ainda era tenente, consta que ele teria sido o autor do "plano cohen". Tratava-se de um falso plano, urdido pelo alto comando militar, para a tomada do poder pelos comunistas. Com o plano os militares pretendiam intimidar e depor o ditador Getúlio Vargas. O segundo ato impulsivo e não menos desastrado do General Mourão aconteceu em março de 1964, quando ele assistia, em Belo Horizonte, numa transmissão da TV Tupi, ao discurso do então presidente Jango Goulart. Era o dia 30 de março, segunda-feira, após o Domingo de Páscoa. O discurso, proferido num comício para quase mil sargentos e subtenentes da Policia Militar, era uma demonstração de força do Presidente Goulart junto aos escalões menores das Forças Armadas. Ao término do discurso, Mourão mandou mobilizar suas tropas e marchar para o Rio de Janeiro. Assim foi deflagrado o golpe de estado em 31 de março de 1964, que resultou numa ditadura militar, que durou 21 anos, até 1985. Laurita, filha de Mourão, também era impulsiva e decidida. Notadamente em assunto sexual: gostasse de alguém, ia até o cara e o trazia para sua cama. Teve seis ou sete filhos, e criou outros tantos, órfãos de sua irmã. O fez com dignidade, mas com todo o atrevimento, audácia e coragem típicos de seu DNA. Há quem diga que Amanda, a personagem principal do Incesto em 2º, foi baseada num fato semelhante acontecido na vida da Laurita. A narrativa é menos chatinha que o "Á Mesa do Jantar". Embora o tema do livro seja socialmente chocante, falta a emoção que só escritores com talento conseguem transmitir, quer seja um choque, um susto, um drama ou uma comédia. Não se vê - ao longo do texto - nenhuma expressão, frase ou capítulo que marque a leitura. Não há como não dizer que o livro é ruim.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Amanda, 53, que tem um caso com seu neto de 19.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Vidinha aceitara passar um mês em Búzios porque dona Amanda tinha oferecido bom dinheiro e as exigências eram poucas: arrumar a casa pela manhã, fazer uma comida simples, e lavar a louça. Não precisava lavar a roupa e podia sair quando as suas obrigações estivessem terminadas. Assim, aproveitou para levar a bicicleta e só ficava em casa para fazer o serviço combinado. Só tinha mesmo aceito o emprego porque sua mãe lhe explicara que, não podendo ela aceitar, seria uma boa trazer aquele dinheiro para a família, num momento em que Vidinha estava também de férias. Nos seus dezenove anos, Vidinha era bonita, bem feita de corpo, uma verdadeira cabrocha carioca que podia bem terminar num show do tipo do Sargentelli. O que ela queria mesmo era não levar a vida de sua mãe e virar empregada doméstica. Só estava fazendo isto agora porque era uma emergência, e ela queria ajudar a pagar uma dívida. . Como Búzios era uma praia que ela não conhecia ainda, pensou que sempre haveria a possibilidade de divertir-se. Sorte foi ter conhecido o Aécio no mesmo dia da chegada! Garoto lindo, de boa família, e Vidinha não o estava propriamente enganando: ele estava crente que ela era veranista como ele, só que ela lhe disse morar no interior de São Paulo e ter vindo para ali com os tios, que eram exigentes com os horários para as refeições e não podia nem pensar em passar uma noite fora de casa. Como Aécio tinha um carrinho, depois do jantar ele vinha buscá-la na base do rochedo e a trazia de volta à noite, mas durante o dia Vidinha se sentia mais livre usando sua bicicleta. Tudo estava dando certo e dona Amanda não enchia o saco. Na verdade, ela estava cumprindo o que tinha tratado e isto era bem raro, pois as patroas geralmente diziam uma coisa e depois era outra. Imagine se ela quisesse me chatear, o que que eu podia fazer? Nada vezes nada, agüentar, e calar a boca, pois era só ela telefonar pra minha mãe lá no Rio e eu estava ferrada. Mas não, graças a Deus ela até me deu um dinheirinho extra e também os amigos do Marcelo, e assim estou podendo me virar na hora do sorvete, do cinema e da entrada na boate. O Aécio tem boa pinta, tem carro e tudo, mas a gente vê que ele também não tem lá muita grana no bolso. É assim mesmo, e como ele é legal comigo, nem me importo de ajudar nos gastos. O bom mesmo é que a gente tá numa transa legal, e quando ele me beija e me aperta eu acho um barato e sinto umas coisas que ainda nem tinha sentido com o meu namorado lá do Rio. Sei lá, acho que ele é meio babaca. Estou achando que um dia deste vou dar pro Aécio. Desde que a Lourdinha me ensinou o negócio das pírulas que ando tomando, é só ter coragem, porque ela me garantiu que a gente não pega filho se tomar todos os dias. Não sei muito bem, mas já tou até acostumando com a idéia, o que não posso é com dezenove anos voltar das férias em Búzios e não ter nada de novo pra contar. Será que não há mesmo perigo de pegar filho? Seria um horror pra mamãe se eu aparecesse com este problema... Acho que hoje vou mesmo dar pro Aécio. As moças da nossa turma lá na cidade dizem que nenhuma é mais moça, todas já conhecem homem. É isso aí, se guardar pra quem? O caminho é esse, o que eu vejo por aí nos grã-finos é tudo botando corno um no outro, tudo se mandando de casa com mentiras e é só encontros daqui e dali, como no outro dia que eu vi com estes olhos que a terra há de comer o seu Ignacio de braço com aquela garota, moça bonita, e eles iam bem apaixonados um olhando pra cara do outro e nem estavam aí e ele nem pensando na dona Gabriela em casa, ou vai que ela tem outro também. E o Marcelo comendo a prima Zeca, filha da minha tia cozinheira da dona Amanda, e ela me disse que o velho, o Dr. Jeff, tá a fim de comê ela também. Ela já disse que pode ser que dê pra ele, mas que ele vai ter de largar uma grana firme. Agora que a dona Amanda anda por aqui e a Zeca fica em casa sozinha quando a tia tem que sair pra outros lavados, vai ver que ele vai conseguir. Ela também já tá nessa há muito tempo e não tem medo, toma a tal pastilha todo dia, eu sim que sou antiquada e ainda ando numa de não saber se dou ou não pro Aécio. Mas é assim mesmo. Agora o Marcelo anda aqui gamado pela Mônica, mas ela é legal mesmo, me trata como se eu fosse da classe dela. Será que ela é rica ou o caso dela é como eu e o Aécio, que ele nem adivinha que eu sou filha de empregada doméstica e que estou aqui fazendo o serviço da casa? Graças a Deus que o Aécio não é amigo desta gente aqui de casa e não tem jeito de ficar sabendo. Terminado o verão não quero nem saber, lá no Rio tenho o meu curso de datilografia, o meu namorado e o meu emprego no consultório do Dr. Walter. Como tem gente precisando de dentista, virgem! E cada mulher e cada homem elegante que vão lá pra pôr dentadura, pra tirar dente e pra tratar de cárie. O Dr. Walter não atende crianças e isso é uma boa porque não tem nem choros nem gritos e tudo é na anestesia. Eu até penso por que que com gente pobre tudo tem que ser com dor, suado, com trabalho e trabalho pesado. Vejo o meu pai, no cais do porto, levantando caixotes e mais caixotes e nunca vai ganhar o que ganham o seu Ignacio e o Dr. Jeff e eles parece que não fazem nada. Dizem que trabalham muito para ganhar dinheiro nas fábricas e nas fazendas, deve ser trabalho com a cabeça. Nunca entendi por que o mundo é assim virado. .. Pensando bem, eu até estou achando que a dona Amanda está ficando uma beleza queimadinha do sol, fica o dia inteiro na praia, agora nem sequer almoça mais, toma o café da manhã, se manda, o Marcelo vai embora e eu fico livre da silva. Acho gozado ela me pedir a bicicleta emprestada enquanto estou fazendo a arrumação da casa. Agora com ela é livro, praia, bicicleta, radinho de pilha e sabe lá o que passa por dentro da cabeça dela. Mulher assim o dia inteiro sem fazer nada, já dizia a minha avó, não dá em coisa boa. Enfim, tem sido uma sorte, eu que estava pensando que este verão ia ser uma merda, qual nada, está até ficando "quente" porque, acho que vou mesmo é dar pro Aécio e talvez seja hoje de noite, depois da tal festinha que vão dar aqui. Só de pensar que ele mete a mão dele lá dentro de mim já fico toda molhada, puxa! Que coisa mais gozada! Hoje vou demorar mais e já pedi a ele para não vir me buscar porque assim ele vai ver a casa iluminada e cheia de gente e pode até querer entrar, Nossa! Seria uma coisa horrível, descobrir tudo!


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Por causa de uma entrevista com a autora na revista Piaui, logo no inicio de 2009 comprei Incesto de 3º Grau e à Mesa do Jantar.


 

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