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Hebe A Biografia

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Hebe A Biografia

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Autor: Artur Xexéo

Editora: Best Seller

Assunto: Biografia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 264

Ano de edição: 2017

Peso: 400 g

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Bom
Marcio Mafra
13/08/2019 às 18:49
Brasília - DF
“Hebe a Biografia” é um livro muito bem escrito pelo jornalista Artur Xexéo.
Aliás, o livro parece mesmo uma reportagem, porque tem começo, meio e fim.
Pega do nascimento, infância, juventude, maturidade e morte. Assim como é a vida e o estilo do jornalista.
No entanto, qualquer leitor que tenha mais de 45 anos se lembrará do sucesso que foi Hebe Camargo: Uma verdadeira dama da sociedade, pessoa elegante, bonita e que falava a linguagem da classe média. Algumas passagens emocionam.
Recomendo a leitura e considero este um bom livro.

Marcio Mafra
13/08/2019 às 00:00
Brasília - DF

A história da vida de Hebe Camargo, nascida no interior de São Paulo.

Ela, como todo artista ou cantor, se apresentava em shows de calouros porque rendia um pouco mais de dinheiro do que se trabalhasse como doméstica, já que não possuía formação escolar adequada.

Porém, Hebe  veio a se tornar uma grande celebridade brasileira, sempre atuando nos meios de comunicação, sempre muito respeitada por seus colegas de profissão, pelos políticos, com uma incalculável legião de fãs.

Marcio Mafra
13/08/2019 às 00:00
Brasília - DF

"MEU SUCESSO CRESCIA A CADA DIA"

 

Com um elenco tão diversificado passando pelo seu sofá, seria natural que Hebe se saísse melhor num gênero de entrevistas do que em outro. Em seu livro, Tuta Carvalho fala disso: "Hebe sempre fazia bem as entrevistas, mas fazia melhor aquelas com entrevistados dos quais gostava mais. As entrevistas com Agnaldo Rayol, Chico Buarque, os cantores, seus colegas de ofício, duravam trinta, quarenta minutos. Às vezes, tínhamos certo trabalho para pôr-Ihes fim. Pois fazia todas as perguntas planejadas pela produção e ainda acrescentava as dela mesma. Mas, quando era um político, um militar, e naquele tempo era moda entrevistar militares, ela fazia a primeira, no máximo a segunda pergunta e ia logo avisando: 'Bem, vamos a nossa última pergunta.' E, sem mais, tratava de encerrar a conversa no sofá." O sucessão não significou unanimidade. O Brasil vivia momentos difíceis no ano em que o programa de Hebe estreou. O presidente era o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. Quatro meses depois, o governo foi transferido para o general Artur da Costa e Silva. A ditadura militar vivia seu apogeu. Nomes proibidos e políticos censurados faziam parte do cotidiano de um programa que dependia de convidados para ir ao ar. Quando já estava na Record havia um ano, Hebe revelou quais eram os entrevistados mais difíceis de levar ao programa: Juscelino, Jânio e Lacerda. Ela se referia aos ex-presidentes da República Juscelino Kubitschek e Jânio Quadros, que já estavam com os direitos políticos cassados pelo regime militar, e ao ex-governador do estado da Guanabara Carlos Lacerda, que seria cassado no ano seguinte. "O Jânio e o Juscelino são cassados, não podem vir", explicou Hebe. "O Lacerda poderia vir, mas ele só quer faiar de política, e eu, de rosas. E como falar de política não pode por causa da Censura..." Em 1968, Costa e Silva promulgou o Ato Institucional n" 5, que lhe dava poderes até para fechar o Congresso Nacional. Mas, no sofá de Hebe, o Brasil ainda era "uma gracinha". Ela entrevistava artistas que se destacavam pela resistência ao regime, como os compositores Chico Buarque e Geraldo Vandré e o dramaturgo Plínio Marcos. Mas, ao mesmo tempo, não se acanhava em dar declarações como a publicada pela revista O Cruzeiro, na edição de 27 de março de 1969. Costa e Silva tinha sofrido um derrames cerebral, e Hebe avaliava sua personalidade. "Ele chorou no dia da posse", disse ela. "Homem que tem a capacidade de chorar é porque é bom, não tem veneno na alma, pode compreender o problema dos outros. Que pena que ele esteja doentinho.” A simpatia pelo ditador e a presença frequente de autoridades no seu sofá ajudaram a alimentar as críticas ao programa.

Hebe, que queria ser apolítica, ficou com fama de direitista. Ela já começava a construir também a imagem de mulher glamorosa, com vestidos de alta-costura, jóias extravagantes (agora compradas por ela mesma) e idas quase diárias ao cabeleireiro. A futilidade passou a ser associada às suas perguntas. Alguns entrevistados começaram a dar sinais de não se sentirem à vontade no programa da apresentadora. Aceitavam ir como se fosse obrigação, já que Hebe era o principal veículo para lançar filmes, livros ou discos. Foi o que aconteceu com o cineasta Lima Barreto. Ele esteve no programa para divulgar o lançamento do filme Quelé do Pajeúj de Anselmo Duarte, cujo roteiro tinha escrito. Fez questão de ser antipático. A certa altura da entrevista, distraída, Hebe olhou o relógio. Ele imediatamente comentou: "Aproveite e diga que seu relógio é uma gracinha." Hebe foi em frente. Ele deu mostras de que iria mostrar um livro para ela, mas recuou: "Ah...você não sabe ler." No meio de uma história sobre a ideia de um filme que lhe perseguiu a vida inteira, O sertanejo, mas que nunca conseguiu realizar, ele percebeu que Hebe se sensibilizava e tratou de cortar-lhe a emoção: "Chore! Agora é hora de chorar. As duas únicas coisas que você sabe fazer são rir e chorar." Hebe foi humilhada. A entrevista nunca foi ao ar. Nos oito anos em que a Record exibiu seu programa, essa foi uma das duas únicas entrevistas gravadas que não foram exibidas. A outra foi com o jornalista Maneco Müller, também conhecido pelo pseudônimo Jacinto de Thormes. A explicação de Hebe para o fato de o programa com Müller não ter ido ao ar era sucinta: "Ele foi inconveniente." O jornalista já tinha sido entrevistado por ela, sem problemas, no O Mundo É das Mulheres da Tupi carioca. A fama de entrevistadora fútil começou a deixar possíveis entrevistados na defensiva. Ela se magoava com as críticas. Chorava. O fato de ter cursado somente a escola primária a fazia se sentir diminuída, despreparada para comandar o programa e não merecedora do prestígio que conquistou. Os críticos não percebiam o valor de Hebe, mas os entrevistados, mesmo os que chegavam desconfiados ao palco do Teatro Record, logo sucumbiam a qualidades que ela tinha de sobra: verve, simpatia e carisma. Um bom exemplo é o do jornalista José Hamilton Ribeiro. Ele é dos poucos brasileiros que podem ser chamados de profissional da imprensa e herói de guerra. Repórter da revista mensal Realidade, uma das mais importantes publicações brasileiras da década de 1960, foi escalado para cobrir a Guerra do Vietnã. Voltou de lá com um livro e sem uma perna. O livro, O gosto da guerra, ele escreveu com o material não aproveitado pela revista; a perna, ele perdeu pisando numa mina terrestre enquanto estava trabalhando. Ao voltar ao Brasil, foi chamado para dar entrevistas a vários programas de televisão. E também para o de Hebe Camargo. Ele era o personagem ideal para o sofá: teria boas histórias, um depoimento dramático, enfim, era o tipo de entrevistado que a produção do programa procurava. Alguns amigos recomendaram que ele não aceitasse o convite. "Ela vai acabar dizendo que a sua perna é imia gracinha", ponderou um deles. Mas o pessoal da Realidade foi favorável à ideia, e ele acabou aceitando. Mas foi com o único pé atrás e a disposição de revidar diante da primeira provocação. Ele seria o segundo entrevistado da noite. Entraria em cena logo depois de Aymoré Moreira, então técnico da seleção brasileira de futebol, e antes de Dener, o costureiro da elite paulista. A entrevista de Aymoré acabara, a plateia aplaudia, o técnico saía de cena, quando Hamilton Ribeiro ouviu um coordenador da produção gritar atrás dele: "Agora, aquele cara que quase morreu no Vietnã. Ficha seis." Ele se preparou para o pior e, alguns meses depois, em reportagem para a Realidade sobre a própria Hebe, descreveu o que sentiu quando se dirigiu ao palco: "Sigo para o palco com a impressão de que chegou ao fim a minha dignidade humana. Para divertir o auditório, vou ser transformado em alvo do espetáculo, vão usar-me como se eu fosse um macaquinho de circo. Estou desconfiado, na defensiva. Caminho de cabeça baixa e, quando já no meio do palco, ergo o olhar, tenho um choque: está na minha frente uma figura luminosa, que irradia calor. Hebe olha-me nos olhos como se quisesse ver através deles a minha alma e toda a minha história. Apanha a minha mão direita e a fica apertando, como se há muito a quisesse apertar assim. Sempre com o olhar direto e firme me diz: 'Zé Hamilton, você não sabe a honra que eu sinto por poder apertar a sua mão. Este é um grande momento da minha vida.* Imediatamente minhas desconfianças desaparecem. Sinto-me outra vez digno, forte e seguro."


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Marcio Mafra
13/08/2019 às 00:00
Brasília - DF

O  Suplemento do jornal Valor Econômico, Eu & Fim de Semana, edição de 17 de maio de 2019, o jornalista Jacinto Saraiva assina uma reportagem “Livros sob demanda movimentam editoras”.

A matéria trata de livros encomendados às editoras, em 2017, “anno horribilis” para editoras, como também para quase todas as atividades econômicas do Brasil, devido a crise econômica provocada pela crise política de 2016 com o impedimento da Presidente Dilma Roussef em agosto daquele ano.

Então cada uma das editoras, através de seus proprietários declararam quais livros eles encomendaram aos escritores na tentativa de “fazer dinheiro” para os caixas debilitados de suas empresas publicadoras de livros.

A solução foi apelar para temas populares: biografias de celebridades, livros populares de auto ajuda, de criminalidade, de finanças pessoal, auto estima e o tema que discute gênero.

Assim, a editora Moderna lançou: “A Droga da Obediência” de Pedro Bandeira e vendeu 2 milhões de exemplares.

A Sextante, lançou “Mauricio: a História que não está no Gibi” sobre o cartunista infantil Mauricio de Souza também vendeu milhares de livros. Lançou, mais: “Ganhar, Gastar, Investir” autoria de Denise Damiani e “Celular, Doce Celular” da jornalista Rosana Hermann.

A Editora Todavia, lançou: “A Guerra: A Ascensão do PCC e o crime no Brasil” De Bruno Paes Manso e Camila Nunes Dias. 

Já a Best Seller lançou a biografia de Hebe Camargo, famosa apresentadora popular de TV, que morreu recentemente, este livro entrou na lista dos mais vendidos. Lançou também “ A Monja e o Professor” da Monja Cohen e Clóvis de Barros Filho.

A Record, lançou “Pare de se Odiar Porque Amar o Próprio Corpo é um Ato Revolucionário”, da ativista do You-Tube Alexandra Gurgel.

Mais ainda, a editora Rosa dos Tempos, encomendou o livro “Feminismo em Comum para Todas, Todes e Todos”.

Nós da Livronautas percebemos que não podíamos ficar de fora desses “sucessos” tão úteis às editoras e tão prestigiados pelos leitores.

Compramos todos os livros mencionados em maio de 2019, na Amazon.  


 

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