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Gabriela Cravo e Canela

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Gabriela Cravo e Canela

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Jorge Amado

Editora: Martins

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 453

Ano de edição: 1961

Peso: 735 g

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Bom
Marcio Mafra
30/09/2004 às 12:11
Brasília - DF

A história do turco Nacib, Mundinho e Falcão. Mundinho é um carioca que se instalou em Ilhéus e enriqueceu como exportador, pretende melhorar os portos e derrubar Bastos, o mais incompetente dos governantes da região. Nacib, dono do bar Vesúvio, que se vê em meio a uma grande tragédia pessoal: ficou sem cozinheira quando surge Gabriela, uma retirante que pretende ser doméstica, ou cozinheira. Depois, Glória, amante de um outro coronel foge após um escândalo. Na política, a disputa por votos coloca o coronel Bastos contra Mundinho. Mas Mundinho ganha terreno com a chegada do engenheiro para dragar o porto de Ilhéus. O coronel Ramiro Bastos perde o apoio de Itabuna e manda matar, sem sucesso, seu ex-aliado. O coronel assassino é condenado à prisão. No fundo crítica à sociedade cacauicultora. Embora escrito em 51, Gabriela é uma história envolvente e até moderna. Por outro lado, pareceu um xerox de tudo quanto o autor já escrevera sobre cacau, sua gente, sua fama e sua vida. Mesmo em se tratando do Mestre Jorge, não é um livro brilhante.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Gabriela é a volta ao mundo dos coronéis, jagunços, prostitutas e trambiqueiros de todo tipo, que formam a sociedade cacaueira, na rica cidade de Ilhéus, em 1925. É o movimento da noite, entre bares e bordéis. É uma explosão, uma alegoria de luz, cor, som, sexo, dinheiro, prazer e muita vida no submundo da prostituição da elite, tolerada pelos seus melhores representantes.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Enfiou a chave na fechadura, arfando da subida, a sala estava iluminada. Seria ladrão? Ou bem a nova empregada esquecera de fechar a luz? Entrou de mansinho e a viu dormida numa cadeira, os cabelos longos espalhados nos ombros. Depois de lavados e penteados tinham se transformado em cabeleira solta, negra, encaracolada. Vestia trapos, mas limpos, certamente os da trouxa. Um rasgão na saia mostrava um pedaço de coxa cor de canela, os seios subiam e desciam levemente ao ritmo do sono, o rosto sorridente. - Meu Deus! - Nacib ficou parado sem acreditar. A espiá-la, num espanto sem limites, como tanta boniteza se escondera sob a poeira dos caminhos? Caído o braço roliço, o rosto moreno sorrindo no sono, ali, adormecida na cadeira, parecia um quadro. Quantos anos teria? Corpo de mulher jovem, feições de menina. - Meu Deus, que coisa! - murmurou o árabe quase devotamente. Ao som de sua voz, ela despertou amedrontada mas logo sorriu e toda a sala pareceu sorrir com ela. Pôs-se de pé, as mãos ajeitando os trapos que vestia, humilde e risonha, coberta pelo luar. - Por que não deitou, não foi dormir? - foi tudo que Nacib acertou dizer. - O moço não disse nada… - Que moço? - O senhor… Já lavei roupa, arrumei a casa. Depois fiquei esperando, peguei no sono - uma voz cantada de nordestina. Dela vinha um perfume de cravo, dos cabelos talvez, quem sabe do cangote. - Você sabe mesmo cozinhar? Luz e sombra em seu cabelo, os olhos baixos, o pé direito alisando o assoalho como se fosse sair a dançar. - Sei, sim senhor. Trabalhei em casa de gente rica, me ensinaram. Até gosto de cozinhar… - sorriu e tudo sorriu com ela, até o árabe Nacib deixando-se cair numa cadeira. - Se você sabe mesmo cozinhar, lhe faço um ordenadão. Cinqüenta mil-réis por mês. Aqui pagam vinte, trinta é o mais. Se o serviço lhe parecer pesado, pode arranjar uma menina para lhe ajudar. A velha Filomena não queria nenhuma, nunca aceitou. Dizia que não estava morrendo para precisar ajudante. - Também não preciso. - E o ordenado? Que me diz? - O que o moço quiser pagar tá bom pra mim… - Vamos ver a comida amanhã. Na hora do almoço mando o moleque buscar… Como mesmo no bar. Agora… Ela estava esperando, o sorriso nos lábios, a réstia de luar nos seus cabelos e aquele cheiro de cravo. - …agora vá dormir que já é tarde. Ela foi saindo, ele espiou-lhe as pernas, o balanço do corpo no andar, o pedaço de coxa cor de canela. Ela voltou o rosto: - Pois boa noite, seu moço…


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em 1961, aos 17 anos eu trabalhava no Banco Industria e Comercio de Santa Catarina, Banco Inco, na agência da Avenida W-3 Sul, Quadra 507, Bloco B. Naquela ocasião as editoras, mantinham serviço de venda domiciliar, através de "vendedores de livros". Eram profissionais bem treinados e insistentes. De um deles, comprei as obras de Eça de Queiroz, Pe. Antônio Vieira, Jorge Amado, Machado de Assis, entre outros. De Jorge Amado eram os seguintes livros: 1) O País do Carnaval - Cacau - Suor 2) Jubiabá 3) Mar Morto 4) Capitães da Areia 5) ABC de Castro Alves 6) Terras do Sem Fim 7) São Jorge dos Ilhéus 8) Bahia de Todos os Santos 9) O Amor do Soldado 10) Seara Vermelha 11) Os Subterrâneos da Liberdade, em 3 volumes 12) Gabriela, Cravo e Canela e 13) Os velhos Marinheiros. Decorridos 43 anos, apenas três deles desapareceram: Capitães da Areia, Bahia de Todos os Santos e Ásperos Tempos. Foram devidamente substituídos, mercê dos bons preços e serviços dos sebos abrigados no site estantevirtual.com.br.


 

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