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Introdução ao Brasil I

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Introdução ao Brasil I

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Autor: Lourenço Dantas Mota

Editora: Senac

Assunto: História

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 420

Ano de edição: 2001

Peso: 720 g

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Bom
Marcio Mafra
31/10/2004 às 13:04
Brasília - DF

Via de regra coletânea de qualquer coisa - romance, teatro, história, humor, poesia ou política - não resulta num bom livro. Certamente existem exceções, mas Introdução ao Brasil - Um Banquete no Tropico, não o é. Não espere o leitor banquetear-se com este livro, porque ele tem a maldição das coletâneas, embora os seus autores ou resenhistas sejam estrelas brilhantes e de primeira grandeza. O livro busca uma linha da identidade brasileira, seu povo, sua economia, suas instituições, na forma de resenhas feitas por especialistas, tomando como base um conjunto de obras clássicas, entre elas: Sermões do Padre Vieira, Revolução Burguesa de Florestan Fernandes, Os sertões de Euclydes da Cunha, Casa Grande e Senzala de Gilberto Freire, Raízes do Brasil de Sérgio Buarque, Formação do Brasil Contemporâneo de Caio Prado Júnior, Formação Econômica do Brasil de Celso Furtado. Não há como negar que o objetivo foi atingido. Ao longo da leitura se percebe mesmo uma significativa linha de brasilidade no bojo das obras mencionadas. Mas se já é difícil escrever sobre fatos históricos, talvez porque não tem muito jeito de colocar emoção naquilo que - pressupostamente - já é do conhecimento geral, mais difícil ainda é fazer resenha de livros e concatená-las de tal maneira que fique visível e palpável, uma linha de nacionalidade e ainda que reflita a economia e os costumes de um povo...arre é quase impossível... A leitura fica cansativa, repetitiva e monótona, embora escrito por autores brilhantes que resumem clássicos, também escritos por outros autores, talvez mais brilhantes que eles próprios.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do Brasil, suas instituições, economia e cultura, na visão de dezenove especialistas:

1) João Adolfo Hansen, resume Os Sermões do Padre Antônio Vieira;

2) Janice Theodoro da Silva, resume Cultura e Opulência do Brasil, de André João Antonil;

3) Carlos Guilherme Mota, resume Projetos Para o Brasil do José Bonifácio;

4) Jorge Caldeira, resume Autobiografia de Visconde de Mauá;

5) Luiz Felipe de Alencastro, resume Joaquim Nabuco em Um Estadista do Império;

6) Lucia Lippi Oliveira, resume A Ilusão Americana de Eduardo Prado;

7) Walnice Nogueira Galvão, resume Os Sertões do Euclides da Cunha;

8) Ronaldo Vainfas, resume Capítulos da Historia Colonial de Capistrano de Abreu;

9) Marco Aurélio Nogueira, resume Retrato do Brasil de Paulo Prado;

10) Elide Rugai Bastos, resume Casa Grande & Senzala do Gilberto Freire;

11) Brasílio Sallum Junior, resume Raízes do Brasil do Sérgio Buarque de Holanda;

12) José Roberto do Amaral Lapa, resume Formação do Brasil Contemporâneo do Caio Prado Júnior;

13) Bolivar Lamounier, resume Coronelismo, Enxada e voto do Vitor Nunes Leal;

14) Maria Hermínia Tavares de Almeida, resume Instituições Politicas Brasileiras do Oliveira Vianna;

15) Francisco de Oliveira, resume Formação Econômica do Brasil, do Celso Furtado;

16) Laura de Mello e Souza, resume Os Donos do Poder do Raymundo Faoro;

17) Benjamin Abdala Júnior, resume Fundação da Literatura Brasileira de Antônio Candido;

18) Alberto da Costa e Silva, resume Conciliação e Reforma do Brasil do José Honorio Rodrigues; e

19) Gabriel Cohn, resume a Revolução Burguesa no Brasil do Florestan Fernandes.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Um libelo apaixonado. Retrato do Brasil encontrou grande receptividade junto à crítica da época Não foram poucos os que destacaram seu texto elegante, sua prosa bem composta e saborosa, seu andamento dramático envolvente, pontos que faziam do livro uma importante contribuição para o estudo da formação histórica brasileira, a despeito de certos deslizes e exageros. Quase todos se assustaram com o que se consagraria como o "pessimismo" do livro. Tudo somado, ficaria a imagem de que Paulo Prado havia posto à luz um libelo carregado de paixão e estilo, ao qual se filiaria toda uma tradição de pesquisa e reflexão dedicada a revolver as raízes coloniais de nossa constituição. Um libelo apaixonado mas nem sempre rigoroso. Bem ponderadas as coisas, as teses centrais do livro não eram consistentes. Podiam funcionar como expediente para denunciar a falta de arrojo da Primeira Republica, mas não se sustentavam no plano analítico Estavam, alem do mais, manchadas de um certo "preconceito" contra atributos tidos como típicos do brasileiro (a preguiça, a luxuria, a cobiça, o romantismo), perspectiva que havia colorido muitas paginas escritas por viajantes estrangeiros. Não foi por outro motivo que o historiador Nelson Wemeck Sodré associou o livro de Paulo Prado (que considerava o "retrato de uma classe", não do Brasil) a "ideologia do colonialismo" ou ao processo da "transplantação cultural". Para ele, o pessimismo inerente ao livro refletia uma visão negativa do povo, "inferiorizado pelas suas origens", e traduzia "o desespero burguês ante a falta de perspectiva histórica para a sua classe". Os contemporâneos também não deixariam de perceber a incongruência do livro. Oswald de Andrade, por exemplo, diria que o Retrato era um verdadeiro "glossário histórico de Macunaíma" mas cometia um erro "extraordinariamente grave" nas partes dedicadas a luxúria e a cobiça, que são "a repetição de todas as monstruosidades de julgamento do mundo ocidental sobre a América descoberta". E arremataria: "Não posso compreender que um homem a la page [isto é, na ultima moda escreva sobre o Brasil um livro pré-freudiano" e não perceba que "a luxuria brasileira não pode ser julgada pela moral dos conventos inacianos". Alguns anos depois, em uma resenha elogiosa, elegante e muito hábil nas ponderações, escrita por ocasião do lançamento da quinta edição do livro, o também modernista Sérgio Milliet insistiria no lado mais problemático da analise de Paulo Prado: "essa tristeza doentia que brota da conjugação da vontade de poder somada a luxúria e a cobiça se há de afigurar aos estudiosos da psicologia social extremamente imaginosa e bem pouco objetiva. No diagnóstico apressado e brilhante de Paulo Prado não entram nem os fatores econômicos nem as condições biológicas. Romântico e fácil é o pensamento que veste uma forma clássica e trabalhada. " E concluiria propondo a desativação do pessimismo contido no livro: "podemos hoje mostrar-nos mais otimistas, não apenas como diz o autor, porque o futuro não pode ser pior que o passado, mas porque o presente já permite alguma confiança". A verdade é que Retrato do Brasil ignorou toda a mudança efetiva que sacudia o país - ora lentamente, ora de modo mais acelerado - desde o final do seculo passado. Concentrou-se em apresentar o Brasil como uma extensão passiva da colônia, um país que ainda dormia o "sono colonial". Paulo Prado, no entanto, parecia querer carregar nas cores da sua figuração colonial tanto por respeito a Capistrano de Abreu e a historiografia tradicional, quanto por "cálculo", ou seja, para denunciar o absurdo que consistia num país rico, em pleno seculo XX, viver amarrado a sua infância, sem conseguir deslanchar.


  • A Falta Que Faz uma Capital

    Autor: Gilberto de Mello Kujawski

    Veículo: Jornal da Tarde, edição de 21/1/2000

    Fonte:

     "Tema subjacente no livro Um Banquete no Trópico, organizado por Lourenço Dantas Mota, é o da identidade nacional brasileira. No estudo dedicado ao pensamento político de José Bonifácio, o historiador Carlos Guilherme Mota destaca: “Para se formar uma nação, sabia ele, requer-se um povo, uma identidade nacional, com certa homogeneidade étnica e cultural”.

    Poucas questões são tão enganosas quanto esta da identidade nacional. Será que os povos e as nações possuem identidade na mesma acepção dos entes da natureza, uma pedra, uma planta, um animal? O Pão de Açúcar, uma palmeira, um búfalo, ou um bicho-preguiça já nascem definidos em sua espécie, e jamais perdem sua classe, seu tipo. Já com o homem é diferente. Como diz Ortega, um tigre não pode jamais destigrar-se, ao passo que o homem pode desumanizar-se facilmente, como tem ocorrido no curso da História. A chamada “natureza humana” não passa de uma utopia, um rumo a ser seguido, um norte; em suma, um projeto, não uma realidade dada desde sempre e para sempre. O homem se humaniza a duras penas e pode perder a condição humana, bestializar-se de uma hora para outra, tanto no plano individual quanto no coletivo. 
    Com os povos e as nações dá-se o mesmo. Carlos Guilherme Mota menciona, como requisito da identidade nacional, “certa homogeneidade étnica e cultural”. Seria equivocado pensar que tal homogeneidade é dada desde o início. Na sua origem, todos os povos, sem exceção, todas as nações são multirraciais e multiculturais. Em países novos, como o Brasil, fica fácil perceber isso. Mas outro tanto sucedeu na Grécia, em Roma e nos países da Velha Europa, que, na Idade Média, eram verdadeiros “melting pots”, cadinhos raciais e culturais dos quais se originaram os povos europeus modernos, o francês, o inglês, o italiano, o espanhol, o português. Não há como negar: na origem, somos todos “mulatos”. 
    A relativa integração étnica e cultural consolidou-se por obra dos grandes Estados nacionais, na medida em que promoveram e facilitaram a vida em comum dos grupos de diversas etnias e condições. A chamada “identidade nacional” é sempre uma construção, social na base e política na cúpula. Sem a participação do Estado não haveria língua comum, direito e economia comuns, usos e religião comuns. 
    Certamente, um dos principais órgãos de nacionalização num país é sua capital, palavra derivada de “cabeça” (caput). A capital não é só nem principalmente a sede do governo, e sim a principal matriz social e cultural do país. Durante boa parte de nossa História, a capital do Brasil foi o Rio de Janeiro. Coube a esta cidade a função de nacionalizar manifestações de nossa vida social que, sem a passagem pelo Rio, não seriam mais que ocorrências provincianas. Pense-se no Carnaval e no futebol. Só se transformaram nas principais festividades nacionais depois de celebradas repetidamente no Rio de Janeiro. Poetas como Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira não passariam de vates regionais sem sua transferência para o Rio, sem a conversa carioca, os interlocutores e a perspectiva nacional do Rio de Janeiro. O mesmo se diga de prosadores como Guimarães Rosa, Pedro Nava, pintores, cineastas e artistas em geral. O Rio era a matriz de idéias, das artes, do gosto e da moda que dominavam o Brasil do Império aos meados da Segunda República. 
    Depois da transferência do DF para Brasília e o conseqüente esvaziamento do Rio, o Brasil ficou sem uma verdadeira capital. Brasília pode ser nossa capital política e burocrática, mas está longe de emanar normas sociais e culturais como tem de ser a verdadeira capital. O Brasil é, hoje, um corpo imenso, mas sem cabeça, acéfalo, o que lhe confere um talhe monstruoso. Sem uma capital com sua função nacionalizadora, nosso Brasil mergulha cada vez mais no provincianismo barato, no regionalismo sufocante, no particularismo e no corporativismo.
Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Após a leitura de uma nota do Senac em dezembro de 2001, procurei este livro com interesse, embora a maioria das obras editadas pelo Senac contenham um certo ar de publicação "chapa branca", ou publicação "ação entre amigos".


 

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