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Getulio Vargas e Seu Tempo

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Getulio Vargas e Seu Tempo

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Fernando Jorge

Editora: Taq

Assunto: História

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 490

Ano de edição: 1985

Peso: 665 g

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Ótimo
Marcio Mafra
19/10/2004 às 18:32
Brasília - DF

Getúlio Vargas viveu de 1883 à 1954. Foram 71 anos de demonstração da força política de um líder idolatrado e ao mesmo tempo odiado por muitos brasileiros. Fernando Jorge é jornalista de fama e nomeada. Neste livro ele disseca a vida do Getúlio até o ano de 1930, marco da queda da velha oligarquia que dominava a política brasileira. O autor utiliza a metade do livro para fazer uma introdução ao tema. Depois narra a origem dos Vargas até a Revolução Federalista, passando pela Guerra do Paraguai e terminando com o crime de Ouro Preto, em Minas Gerais, onde aconteceu a morte de um estudante, crime em que os Vargas estiveram envolvidos, naturalmente sem nenhuma conseqüência O próprio autor diz que "não existe sobre Vargas uma obra imparcial, serena e equilibrada." Nem esta. Vale a pena a leitura para ter noção de "como tudo começou". Porque um gaúcho provinciano da fronteira com o Uruguai, dominou o Brasil e todo o cenário político por mais de 70 anos. Não é uma obra-prima. É retrato com alguma luz e muita sombra. Mas é uma excelente obra de história.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História da vida de Getúlio Vargas, no período de 1883 até 1900. A origem dos Vargas e de sua região. A Guerra do Paraguai. A revolução federalista, terminando com o crime de Ouro Preto - um assassinato do tempo de estudante - no qual havia indícios do envolvimento de Getúlio

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Vargas era dúplice, um individuo de sentimentos contrastantes, ambivalentes? Narra Walfrido Moraes, no livro jagunços e heróis, que Horácio de Matos, o líder sertanejo das lavras diamantinas da Bahia, ao empossar-se em alto cargo legislativo, exibiu um fraque novo e uma linda bengala de bambu polido, na qual reluzia, no castão, um fulguroso brilhante. Entretanto, se alguém desatarraxava esta bengala, descobria, no seu bojo, um punhal de meio metro ... Talvez Getúlio se assemelhasse a este objeto do indômito caudilho: exteriormente também parecia polido, na outra acepção de tal adjetivo, mas interiormente ocultava, quem sabe, nos subterrâneos da sua psique, uma arma de lâmina cortante e assassina ... Segundo alguns autores, como Lombroso e o fisiologista húngaro Moritz Benedikt, uma das principais características dos criminosos e a insensibilidade a dor, uma especie de couraça às investidas do sofrimento. O delinqüente, na opinião deles, resiste mais as contusões, as feridas, aos traumas. Ambos enxergam neste fenômeno uma das causas da ferocidade e da falta de compaixão dos criminosos. Lembrei-me disso porque o sr. J. º de Meira Penna escreveu o seguinte, a respeito de Getúlio: "Privado de sensibilidade, conta-se que, em 1933, quando sofreu aquele acidente na rodovia de Petrópolis - uma pedra que se desprendeu, matou o ajudante de ordens, feriu gravemente a esposa e lhe atingiu a própria perna - dez minutos depois de socorrido, já o médico encontrou seu pulso absolutamente normal." Caso Getúlio tenha assassinado dois índios, ele não foi o único Chefe de Estado ou vulto da Historia a cometer um crime. Se não quisermos falar de Hitler e Stalin, é suficiente evocar Alexandre o Grande e Napoleão Bonaparte. Alias, na opinião de Milovan Djilas, conforme já vimos, Stalin tornou-se "o maior criminoso de todos os tempos". No transcorrer de enorme banquete, Alexandre, esquentado pelo vinho, em momento de fúria, varou com um dardo o general Clito, porque este colocou as proezas de Filipe de Macedônia acima das vitorias do vencedor da batalha de Arbelos. Clito, um amigo de infância, salvou-lhe a vida na passagem do rio Granico, quando Alexandre aniquilou os exércitos de Dário e se converteu no senhor de todo o oeste da Asia Menor. Ao cair em si, ao dar conta do seu gesto, o insigne guerreiro ficou consternado, chorou desesperadamente. Extraiu o dardo do corpo de Clito e o aproximou da sua própria garganta, a fim de corta-la. Mas um dos guardas, de modo rápido, conseguiu tirar-lhe a arma, e outros o levaram para o seu quarto, onde ai permaneceu durante horas e horas, alimentando a ideia de se matar. Foi o filósofo Anaxarco, da escola de Demócrito, que o convenceu a continuar a viver. Provando-se - é uma suposição - que Getúlio liquidou os dois índios, alguém talvez objete que ele certamente assim procedeu por fatalidade, devido a uma irrevogável determinação do destino, a mesma determinação que impeliu Alexandre, o Grande, a cravar, num amigo leal, o dardo pontiagudo.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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