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Amazônia...A Ira dos Poderosos

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Amazônia...A Ira dos Poderosos

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Autor: Ricardo Smith  

Editora: Veloso

Assunto: Romance Histórico

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 197

Ano de edição: 2016

Peso: 200 g

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Ótimo
Marcio Mafra
25/04/2020 às 20:37
Brasília - DF
Em “Amazônia...A Ira dos Poderosos” o talento de Ricardo Smith conta, em 19 capítulos, a história de fases bem significantes da época da extração da castanha, que começa com o seu Marçal, contando “causos” da região aos estudantes, filhos dos proprietários de terras, que vinham ali passar férias.
Passa pelo tempo da bala, onde os habitantes sofriam o terror da morte nas disputas de terra, como também pela impunidade dos mandantes e outras injustiças chegando até aos anos 70/80, com menções ao Incra, Sucam, abertura de estradas, invasões dos sem terra e sindicatos rurais.
Toda a narrativa é baseada em fatos reais, protagonizada por personagens criados pelo autor, os impagáveis Teônio, Marçal ou Quixabeira , que tem como ponto central o boteco de Teônio.
Enredo gostoso de se apreciar para conhecer um pouco da história da misteriosa amazônia.
Leitura fácil .
Ficção quase real.
Livro ótimo.

Marcio Mafra
25/04/2020 às 00:00
Brasília - DF
Ficção baseada em fatos reais, passada na época de ouro do extrativismo vegetal, com destaque para a castanha, em plena floresta amazônica até meados dos anos 60/70. Abrange o tempo da ditadura militar, da abertura de estradas, da reforma agrária, dos sindicatos rurais e das invasões dos sem terra. O movimento narrativo demonstra bem o poder dos poderosos donos das terra.
Marcio Mafra
25/04/2020 às 00:00
Brasília - DF
RODOVIA DO PESADELO Quase a mesma época em que o exército prendera e matara a maioria dos guerrilheiros do Araguaia, o presidente Emílio Garrastazu Médici, às margens do Rio Xingu, em plena selva amazônica, dà inicio a construção da Rodovia Transamazônica. Uma estrada que, partindo de duas cidades do Nordeste, Recife e João Pessoa, para se encontrarem na cidade de Picos no Piauí e terminando em Boqueirão da Esperança no Estado do Acre fronteira com o Peru, permitindo o escoamento de produtos brasileiros pelo Pacífico e com a intenção maior de integrar para não entregar, este o lema do governo da ditadura. Mais de quatro mil quilômetros de estrada na selva, num total de seis mil quilômetros incluindo o trecho do Nordeste. "Terra sem homens para homens sem terra" este outro slogan da ditadura brasileira. Esta estrada povoou regiões, fez surgir agrovilas, donde adensando cidades como Altamira e Itaituba. Famílias foram trazidas do Nordeste para ocupar as terras às margens da Rodovia. Entretanto o governo não conseguiu concluir seu projeto, e deixou milhares de famílias no meio da mata sem estrada, sem condições de sobreviver, e numa região totalmente desconhecida para os nordestinos não afeitos àquela realidade. Centenas deles morreram pela malária que . grassava na região, e eles totalmente indefesos coma grande maioria sem saber nem o que fazer ou que precauções tomar para evitar a tal doença. O chamariz do governo era suficientemente born para povoar toda aquela região com nordestinos. E foi o que aconteceu, mas estes homens foram deixados a sua própria sorte .. No boteco de Teônio, a conversa corria solta sobre o novo investimento que o governo estava fazendo; inclusive abrindo frentes de trabalho para quem quisesse se aventurar naquelas matas. Marçal, entusiasmado tratou logo de dar sua opinião: - Todos já sabem da novidade, será que alguém tem coragem de ir até lá pra ganhar esse dinheiro do governo? Mas tem que pensar no risco de voltar ou não. - Mas você me parece muito entusiasmado, será que vai querer ir até lá? - disse Quixabeira. . - É verdade, mas ouvi falar que muita gente está : morrendo por não saber lidar com motos serra. O fato é que não sabem pra que lado vail cair a árvore; e em função disso vários morrem com a queda das árvores, disse Marçal. - E você parece ter bem experiência disso - comentou Teõnio. Afinal você bem que derrubou muita árvore lá na sua terra.- - Só de imaginar as milhares de árvores que esses homens vão derrubar já fico preocupado com o futuro dessa região. Ainda bem que não estão utilizando o fogo pra destruir o que restar, falou Quixabeira. Não sei por que seu Quixabeira se preocupa tanto com as árvores que vão derrubar, afinal se não derrubarem como vão fazer a estrada? - Falou um dos que estavam no boteco bebericando.· Acho até que você tem razão, meu amigo, mas o que você não sabe é a conseqüência deste desmatamento daqui a alguns anos. - Abre caminho para que os que vivem de explorar a mata, retirando madeira, abrindo picadas, dando espaço para os exploradores de todo tipo e sem consciência, que entram apenas para destruir, levando apenas o que interessa a. eles, não se preocupando com o buraco que deixam. - Não sou contra o progresso, mas gostaria que as coisas fossem feitas respeitando a natureza. Afinal quem luta para defendê-ia? Já estou um pouco velho mas penso nos meus netos e nos seus netos, que poderão não ter a oportunidade de ver o que nós podemos ver hoje. O tempo passava e, aos poucos, a Rodovia foi se transformando num grande pesadelo para quem se aventurou a acreditar no governo. A estrada depois de aberta, apesar de todos os atropelos, contribuiu sobremaneira para a formação de várias vilas que hoje são cidades, dando uma esperança para algumas localidades que não tinham como se deslocar nem ter acesso à civilização se não fosse através de via fluvial. Com isso não poderiam produzir muito, pois o transporte fluvial não era suficiente para atender à necessidade de todos. No máximo, servia para levar pessoas e uma ou duas galinhas, ou uma saca de milho. Isso tudo tirava o incentivo daqueles que viviam da agricultura. Mas com a abertura da Rodovia Transamazônica, este pesadelo pareceu coisa do passado, porém o que não sabiam é que esta esperança iria virar um pesadelo ainda maior. No verão a estrada parecia dar conta do recado, porém quando começaram os dias chuvosos aí a coisa ficou bem pior do que antes. Caminhões ficavam semanas no meio da estrada sem condições de locomoção, e isto era insuportável. Mesmo assim os moradores da margem· da estrada não perdiam a esperança de um dia dar tudo certo.

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Marcio Mafra
25/04/2020 às 00:00
Brasília - DF
Em julho de 2016 estive em Macapá, capital do Amapá. Cidade bonita, calma, com uns 250 mil habitantes, banhada pelo rio Amazonas. Visitei a Universidade Federal do Amapá, estive no monumento da linha do equador, curti a vista da cidade, e andei por todo o forte São Jose. Em minha bagagem trouxe, também, meia dúzia de livros de autores locais.

 

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