carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Lava Jato - O Juiz Sergio Moro

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Lava Jato - O Juiz Sergio Moro

Livro Bom - 1 comentário

  • Leram
    1
  • Vão ler
    0
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    0

Autor: Vladimir Netto  

Editora: Primeira Pessoa

Assunto: Processos Judiciais Historicos

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 383

Ano de edição: 2016

Peso: 750 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Bom
Marcio Mafra
02/05/2020 às 21:45
Brasília - DF
“Lava Jato” é o livro de estréia de Vladimir Netto e virou um sucesso editorial porque conta em detalhes - bem ordenados - a maior operação policial já feita no Brasil, à semelhança da operação “mãos limpas” que aconteceu na Itália nos anos 90.
Em cada um dos 12 capítulos, o autor vai narrando com o talento de jornalista investigativo um inacreditável emaranhado de corrupção que ligava as grandes construtoras aos principais partidos políticos brasileiros.
O personagem principal de todo o livro é o Juiz Sérgio Moro, que processou quase duas centenas de líderes políticos e empresários de alto coturno, entre eles executivos famosos, diretores importantes, milionários e bilionários donos de empresas privadas, como também gente do alto escalão da Petrobras e suas subsidiárias.
Também são citadas as grandes - e também milionárias - bancas de advocacia que fizeram a defesa dessa nata de clientes bem sucedidos socialmente, financeiramente e politicamente.
O poder judiciário reconheceu a legitimidade, competência e lisura de Sergio Moro, que venceu quase todos os processos, condenando os réus a penas inacreditavelmente duras.
Livro bom. Um “processo judicial” que fará história no Brasil.Leitura empolgante.

Marcio Mafra
02/05/2020 às 00:00
Brasília - DF
A história que começou com o doleiro Alberto Youssef , cujo escritório de falcatruas funcionava num posto de gasolina, instalado no SHN Setor Hoteleiro Norte de Brasília, chamado Posto da Torre, que ainda existe no mesmo endereço. Daí o nome adotado para a operação da Polícia Federal que abalou o Brasil. A “lava jato” deixou o país em transe como se estivesse acompanhando uma série de televisão ambientada na podridão dos bastidores do poder governamental. São 12 capítulos que trazem cada uma das etapas da investigação sob a direção do Juiz Federal Sérgio Fernando Moro, que em 1º janeiro de 2019 deixou a magistratura e tornou-se Ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro.
Marcio Mafra
02/05/2020 às 00:00
Brasília - DF
No dia 17 de abril de 2016, o Brasil parou para assistir à longa sessão em que a Câmara dos Deputados autorizou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Famílias inteiras se reuniram naquele domingo para acompanhar a decisão, em clima de final de campeonato. Depois da sucessão de discursos que chamou a atenção também pelo grotesco, o placar, de 367 votos a favor e 137 contra, indicava que as forças do governo se esvaíam. A crise continuava a crescer. O Senado instalou uma comissão e começou a analisar o processo. A velocidade dos acontecimentos era tão grande que, às vezes, o país não sabia mais em que prestar atenção. Na primeira semana de maio, enquanto o processo de afastamento da presidente avançava rápido no Senado, a Lava Jato se aproximava de Dilma, por causa da suspeita de que ela tentara interferir na operação. Decisivo na abertura do processo de impeachment, o deputado Eduardo Cunha teve o seu mandato suspenso por ordem do ministro Teori Zavascki, entre outros motivos, por atrapalhar as investigações contra ele. Os ministros do STF, reunidos em plenário, confirmaram a decisão de Teori por unanimidade. Nos quatro meses que se passaram entre o pedido da PGR e a decisão do Supremo, as razões para o afastamento de Cunha se agravaram. Ele enfrentava processo no Conselho de Ética, que andava devagar por manobras de aliados, e já era réu pelas suspeitas de que se beneficiara dos desvios da Petrobras. Agora estava suspenso da Câmara e afastado da presidência da Casa. O presidente do Senado, Renan Calheiros, respondia a mais de dez inquéritos e, assim como muitos outros políticos, teria de enfrentar as acusações do Ministério Público Federal. Até maio de 2016, o procurador-geral já havia apresentado dez denúncias ao Supremo contra políticos no âmbito da Lava Jato. Outras estavam em elaboração. A perspectiva era de muitos meses de investigação pela frente. Brasília nunca tinha visto uma crise política de tamanha proporção. Na manhã da segunda-feira, 9 de maio, o país ficou novamente em estado de choque. O senador Antonio Anastasia se preparava para apresentar seu relatório pró-impeachment no plenário do Senado, quando o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, tomou uma decisão mais do que polêmica. Com uma canetada, ele anulou as sessões que admitiram o impeachment e pediu que o Senado devolvesse o processo para a Câmara. Foram horas de confusão em Brasília e no mercado financeiro, até que Renan Calheiros decidiu ignorar a tentativa desesperada dos governistas de ganhar tempo e deu seguimento ao impeachment. "Aceitar essa brincadeira com a democracia seria ficar pessoalmente comprometido com o atraso do processo': disse Renan. No fim do dia, acuado, Maranhão revogou seu próprio ato. Dois dias depois, começou a maratona de discursos dos senadores sobre o afastamento da presidente. O número dos favoráveis ao impeachment era claramente maior, mas o grupo contrário reagia com falas longas e inflamadas. Diante das críticas de que o governo estava obstruindo a votação, o senador Jorge Viana do PT reagiu: "Se eles querem pressa, que façam discursos mais curtos, porque nós governistas somos poucos:' Amanhecia na quinta-feira 12 de maio, quando o resultado foi exibido no painel eletrônico do Senado: 55 votos pelo afastamento da presidente, 22 contra. Muitos em Brasília acordaram ao som de fogos de artifício. O placar parecia definir a sorte de Dilma. Naquele dia o Palácio do Planalto viveu dois tempos. De manhã, o PT fez sua despedida. No discurso final, Dilma se disse injustiçada, vítima de traição e de uma condenação sem culpa. Vários erros a haviam levado a ficar sem condições de governabilidade, mas o pano de fundo era o terremoto provocado pela Lava Jato. Na saída do Planalto, ela falou de novo aos militantes que cercavam o palácio para apoiá-Ia. Ainda estava combativa, mas Lula, em silêncio ao lado dela, era o retrato do desânimo e do cansaço. Dilma se recolheu ao Palácio da Alvorada. Coube ao Senado definir que benefícios ela preservaria, e Renan disse aos senadores que daria à presidente afastada um "tratamento humanitário". Ela poderia ficar na residência oficial, com direito a usar aviões da FAB e ter assessores pagos pelo governo federal. Dilma avisou que resistiria e continuaria lutando para voltar ao governo. De tarde, o Palácio do Planalto era outro. O PMDB assumia o poder. Na entrada, enquanto um pequeno grupo de abnegados militantes petistas continuava xingando, os aliados chegavam sorridentes para a posse coletiva dos ministros do presidente interino Michel Temer, todos homens. O clima era de festa. Em seu discurso, Temer defendeu a Lava Jato. Mas a contradição é que seu ministério dava abrigo para investigados e citados na operação e isso traria problemas para ele logo nos primeiros dias de governo.

Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
02/05/2020 às 00:00
Brasília - DF

"Lava Jato - O Juiz Sergio Moro e os Bastidores da Operação que Abalou o Brasil ".
Um livro sensacional, classificado na Livronautas como  "processos judiciais históricos", me foi presenteado no aniversário de 2019, por um amigo que escreveu na página de rosto:
"Feliz Aniversário Marcio. Alegre e Divertido. Parabéns. 07/10;2019"
Como a pessoa que fez a gentileza de me presentear deixou de assinar, minha memória não ajuda e me faz - novamente - cometer a indelicadeza com esse amigo de não mencionar seu nome.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2020
Todos os direitos reservados.