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Proezas do Menino Jesus

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Título: Proezas do Menino Jesus Autor: Luis Jardim Editora: José Olympio Assunto: Crianças Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil Páginas: 120 Ano de edição: 1982 Peso: 195 g
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  • Péssimo Rafael Mafra
    23/12/2005 às 13:11 Brasília - DF

    Nao dá pra entender nem porque o editor aceitou o livro. Nem porque ele teve 18 edições. Nem porque ele ganhou um prêmio da academia brasileira de letras. Ou melhor, dá pra entender sim. É porque todo mundo não passa de um bando de carola querendo achar bonito um treco sem graça, insípido e bestinha só porque fala de jesus. Para se ter uma idéia, não há qualquer referência às origens judaicas de jesus, porque é pra ser um livrinho mongol, não pra confrontar o estranho anti-semitismo católico. O autor faz várias frases invertidas, descrições enormes e faz uma correlação boboca entre o estado de espírito e a paisagem: jesus feliz, passarinhos felizes, árvores verdes, céu azul (do azul que nem existe, que ninguém nunca viu, que faz inveja ao azul mais azul que a azuleza pode azulejar e por aí vai). Jesus triste, minhocas se retorcendo, grama morta, capim seco, de uma tristeza que só de pensar dá vontade de chorar, bla, bla, bla. Só não dá mesmo pra entender porque meu pai me recomendeu ler este lixo. Aliás, dá sim. Foi pra me sacanear.

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  • Excelente Marcio Mafra
    30/10/2004 às 13:07 Brasília - DF

    O Jesus do Luis Jardim, toma café com banana amassada, que Dona Maria lhe preparou, brinca de palhaço em circo improvisado, conversa com as pitangueiras e goiabeiras. A goiabeira, em tempo de fruta, aparece toda engoiabada. Finalmente um livro de contos infantis cuja escrita não parece coisa de debilóide. Mais que excelente. "Cum laudae"

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  • Contos infantis:

    A casa do Menino Jesus,

    Ardeu no Ardor da Feira,

    Castigo Igual Para Todos,

    Musica do Céu Com Pistão de Pau,

    O Canário Azul,

    Lábias do Menino Esqueleto,

    O Ladrão que Sorria e o Ladrão que Não.

    Um sonho dentro de um sonho,

    A confusão dos doutores,

    O caçador foi caçado,

    O piquenique de despedida,

    O caminho da Cruz.

  • O Caçador foi Caçado. O dia oito de dezembro amanheceu glorioso. E era domingo. Por isso o Brejo das Flores usou tudo novo, do chão cá embaixo ao céu lá em cima. Urna chuvazinha branda de propósito lavou tudo antes de o sol aparecer. Os matos sem flores, de banho tornado, cheiravam. Pelo ar subia o perfume dos matos que tinham flores. Abelhas em cada flor beijavam, sugando me!. E beija-flores sugavam mel, em cada flor beijando. De galho em galho, cantando, pulavam passarinhos. Vinham ver o dia glorioso. E nesse dia o ar fininho era bom de respirar. Qualquer caminho, que o vento varrendo tornou branco e limpo, era bem bom para nele se andar. E a água que do céu caiu, mais pura e mais alva, para beber não há via igual!. Bichos miúdos e grandes, insetos de todo o feitio, todos afinal com pés ou sem eles, mas que correm, se arrastam ou voam - tudinho nesse dia apareceu para glória do dia que era. E era o dia oito de dezembro de gloriosa manhã. Nada se diga das cores. Melhor é deixá-las colorir: de azul, o céu; de verde, as folhas; de vário matiz, as flores; de anil, a água; de branco, a areia. E o resto das cores, sem conta na multiplicação? Espalhadas em tudo que não tinha cor, misturadas a tudo onde cor já havia, inventando novos tons. Apenas se diga que nesse dia oito de dezembro todas as cores não eram como as cores são. Eram outras que o sol por capricho criou, efeito de luz nova derramada no Brejo das Flores. Agora o sol ia subindo. E meninos iam chegando. O primeiro a chegar foi o menino Jesus. Depois veio Mateus. Em seguida Tiago. E Bartolomeu logo veio. Daí a pouco chegaram Tadeu e Judas, a quem Filipe acompanhou. Não tardaram Tomé e Simão, André e Tiá. Mais dois chegaram, depois: primeiro, o menino Pedro; e o derradeiro foi João Juntos, não disseram uma palavra, somente viam. Se um desse bom dia ao outro, o bom era pouco para aquele dia. Viam, viam, e era como se não vissem, porque o que era de ver na vista não cabia. E assim ficaram por muito tempo, olhando e vendo, até que o menino Jesus falou: - Como é bonita a festa de cada dia! Vida, sol e cores. E chovendo também é bonita. Quem fez o mundo fez bem, e só Deus assim faria . - Olha, pessoal, que bonita borboleta voando! - exclamou Pedro, vendo a borboleta no ar. Mas não voava. Bailava, ao som de um sabiá. E outros pássaros cantavam, e mais borboletas bailavam, voando. As folhas se remexiam, os ramos se entrelaçavam e pedras brilhavam no chão. -Está tudo em festa, Tiago! - disse André a Tiá. E estava. Até uma cobrinha coral, vestida de fantasia, mostrava catita as cores que tinha. De longe o vento trazia os sons perdidos nos matos. Eram cantigas de bichos, contentes, felizes naquele dia. De repente Filipe pôs a mão sobre os olhos, fazendo sombra para ver melhor. E viu. Viu urn homem ainda longe, trazendo a morte na mão.

  • Marcio Mafra
    18/01/2013 às 19:17 Brasília - DF

    Consta na folha de rosto: Flávia e Fernanda d'Aquino Mafra.