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Ciranda de Pedra

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Ciranda de Pedra

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Autor: Lygia Fagundes Telles

Editora: Rocco

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 190

Ano de edição: 1998

Peso: 240 g

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Bom
Marcio Mafra
31/10/2004 às 21:10
Brasília - DF

Lygia Fagundes Telles, imortal da Academia Brasileira de Letras é uma escritora de respeito. Ciranda de Pedra, segundo a revista Veja publicou em agosto de 2002, ocupava o quarto lugar na classificação, entre os livros mais vendidos dos imortais brasileiros:


1º Paulo Coelho - O Alquimista - vendeu 11 milhões de exemplares


2º João Ubaldo Ribeiro - Viva o Povo Brasileiro - vendeu 800 mil


3º Zelia Gattai - Anarquistas Graças a Deus - vendeu 170 mil


4º Lygia Fagundes Telles - Ciranda de Pedra - vendeu 150 mil


5º Carlos Heitor Conny - Quase Memória - vendeu 105 mil


6º Rachel de Queiroz - O Quinze - vendeu 100 mil Josué Montelo -


7º Os tambores de São Luis - vendeu 30 mil


8º Nelida Pinõn - A Republica dos Sonhos - vendeu 25 mil


A história da Virgínia, personagem principal do livro, que é fruto da infidelidade da mãe tem uma vida abarrotada de problemas, angústias e depressões, em face da tragédia que envolve a sua "verdadeira" família. Mesmo assim, ela tenta merecer e ganhar o afeto da "outra" família, que lhe é hostil. O livro vendeu muito. Sabe-se - por óbvio - que um conto, texto, caso, processo, crônica ou livro do qual se faça uma novela de televisão, ou um filme de cinema é porque é bom. Salvo por uma raríssima "ação entre amigos", isso é verdade quase indiscutível. Por isso, não há o que contestar nesse livro da Dona Lygia. Ela escreve muito bem, usa uma linguagem simples, sem complicações retóricas ou estilísticas. O argumento do livro também é simples e inteligível. Porém o texto ficou muito esticado. Com isso a história fica "demorada" e seu desfecho é mais ou menos previsível.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História de Virgínia, que após a separação dos pais, continua morando com a mãe, que vai enlouquecendo aos poucos, amparada pelo seu marido que é lúcido, mas tímido nesse clima de vida furtiva.

História de Virgínia, que após a separação dos pais, continua morando com a mãe, que vai enlouquecendo aos poucos, amparada pelo seu marido que é lúcido, mas tímido nesse clima de vida furtiva.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O botão de rosa desabrochava dentro do copo d’água. "Roubou de algum jardim" - concluiu Virgínia ao se lembrar das mãos morenas de Luciana mergulhando a haste dentro do copo. "Sempre traz uma flor pra mesa dele." Percorreu com olhar atento o pequeno comedor que era o escritório de Daniel. Tudo continuava exatamente igual ao dia em que entrara ali pela primeira vez. No entanto, nos móveis, no tapete puído, nos livros, parecia haver uma poeira muito fina, quase imperceptível de tão fina, mas suficiente para dar a tudo uma embaçada atmosfera de abandono. Desde que Laura piorara ele não saía quase do quarto e há muito não o via estirar-se naquela velha poltrona, como sempre fizera depois do jantar, e ali ficar ouvindo música. Deixava a porta aberta para atender a enferma caso ela chamasse. Mas nesse tempo ela dormia cedo, disciplinada como uma colegial. E ele se punha a ler pela noite adentro, a música em surdina na vitrola. Os discos que punha para tocar eram sempre os mesmos e tinham um som um pouco gasto, como se estivessem esgotados. Mas ele os repetia dez, vinte vezes sem parar. Da cama, Virgínia habituara-se àquela música remota e contudo nítida. A princípio, achara-a sem sentido. Mas certa noite, na escuridão do quarto, ao ouvir os discos que já sabia fazerem parte do álbum de Beethoven, recebera-os com um obscuro sentimento de cumplicidade. A música tinha um enredo e desfiava esse enredo como uma pessoa amiga que entrava para uma visita, uma pessoa muito amiga, mas muito estranha, que ora chorava, ora ria, repetindo de vez em quando o começo da historinha: "Sabe, Virgínia, eu vou contar, era uma vez ... " As histórias começavam bem, mas de repente tomavam um rumo imprevisto e vinha um assunto que nada tinha a ver com o início, ramificavam-se. Eram queixas, protestos, ela já os conhecia de cor, "Agora vem a raiva, mas já vai passar." E de fato, logo após vinham sons brandos, lentos, como que cansados devido ao acesso. E a história recomeçava numa obsessão, "Sabe Virgínia, mas eu estava contando" ... Era um amigo difícil, triste, por isso mesmo era preciso ter paciência com ele. Virgínia deslizou a mão pelo álbum de discos. Contornou com as pontas dos dedos, uma por uma, as letras douradas: Beethoven. Assobiou baixinho o começo daquela história que ele nunca conseguia terminar: "Parece a mãe falando. Vai ver que era louco também


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei este livro, porque já vendeu 150 mil exemplares, constituindo-se no maior best seller da autora, embora a crítica o considere um romance menor.


 

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