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Juliano Pavollini

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Juliano Pavollini

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Cristovão Tezza

Editora: Rocco

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 213

Ano de edição: 2002

Peso: 265 g

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Ótimo
Marcio Mafra
05/11/2009 às 16:12
Brasília - DF

Juliano Pavollini é um romance que começa na cela de uma cadeia, onde o prisioneiro relata sua história à psicóloga que o visita uma vez por mês. Da infância até o cometimento do crime que o levou à prisão é o espaço de tempo relatado pelo personagem principal do Cristovão Tezza neste livro. Pavollini tinha fugido de casa, quando tinha apenas 16 anos, logo após a morte de seu pai, que o oprimia e reprimia. A história se desenrola nos anos 60. O personagem é um grande mentiroso e age assim, movido por como um instinto de defesa, cuja imaginação ele expõe para a psicóloga que o visita e o acompanha na prisão. Depois tem todo o desenrolar do afaire com a dona do prostíbulo, a Isabel, que também usa Juliano para compensar as suas próprias fantasias. Ele vai relatando sua vida sem perceber que, antes da prisão, se dividia entre a marginalidade com seus pequenos crimes e os valores da vida classe-média que ele se julgava merecedor. O romance utiliza o processo de entrecruzamento de linguagens, onde o personagem em retrospectiva recria o passado de sua infância e adolescência. Mais uma performance do craque Cristovão Tezza.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Juliano Pavollini, que morava numa cidadezinha no interior do Paraná, logo após a morte do pai, foge de casa. Ele tinha 16 anos. Vai parar em Curitiba e passa a viver com Isabela, dona de um prostíbulo. Enquanto mora com Isabela ele se apaixona por Doroti, uma colegial, filha de um advogado...

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

De cuecas, corpo inteiro peludo - é um gorila, um gorila simpático -, Rude sentou-se na cama. Não estava ainda completamente acordado; era como se nunca estivesse na vida completamente acordado, como se vivesse sempre na modorra confusa que se resolvia ou no silêncio ou na brutalidade, mas se resolvia. Um homem satisfeito. Conferiu as horas - dez e quinze - e pensou, sem saber ainda exatamente o que. Isabela, nua sob as cobertas, via uma faixa de sol nas suas costas peludas. Um bom homem aquele: feio, insosso e de algum modo doce. Um homem útil, além de tudo. Relógio à mão, ele falou: - Esse menino é mesmo teu sobrinho? - É claro que é. A troco de que seria outra coisa? Você não acha ele bonzinho? - Meio retardado. Esse guri vai te dar problemas. - Não sei por que. Coitadinho. O pai morreu ainda ontem. - E você traz ele prá cá. - A própria mãe me pediu. - Ela sabe o que você é? Rude gostava de agredi-la assim, em alfinetadas que ele supunha inteligentes. Isabela sorriu: - Sou uma mulher rica, muito rica. E ainda vou ter o rabo cheio de dinheiro para te contratar como motorista. Vou comprar um Itamaraty branco e comprar uma mansão no Batel, daquelas, com colunas na freme. Vou ser sócia do Curitibano e sair nos jornais. Vou ter colar de diamantes e criadagem. Vou ter uma rede de hotéis. Vou ser amada.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Cristóvão Tezza era um dos convidados da Flip 2009. Eu já conhecia o autor quando do livro O Filho Eterno e, pouco antes da Flip comprei diversos livros dele. O eu profundo e outros eus, era o nome da mesa de Mário Bellatin e Cristóvão Tezza que se apresentaram na sexta-feira, dia 3 de julho. Professor de uma escola de escritores no México, Mario Bellatin admite tudo – menos que o candidato a ficcionista inspire-se na própria vida para criar sua história. Um dos mais premiados autores brasileiros dos últimos anos, Cristovão Tezza fez exatamente isso em seu Filho Eterno, e ninguém ousará dizer que não foi bem-sucedido. Qual, enfim, o papel da experiência pessoal na literatura? Eis o mote para a discussão entre os dois autores que não falaram nada de Juliano Pavollini


 

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