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Pra Mim Chega A Biografia de Torquato Neto

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Pra Mim Chega A Biografia de Torquato Neto

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Autor: Toninho Vaz

Editora: Casa Amarela

Assunto: Biografia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 213

Ano de edição: 2005

Peso: 375 g

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Bom
Marcio Mafra
11/11/2009 às 10:41
Brasília - DF

O autor Toninho Vaz, que já escreveu sobre o poeta Leminski, com a biografia do Torquato Neto, tornou-se o ícone das biografias da contracultura nacional dos anos 60. Pra mim chega é um epíteto de vida. De vida complicada, angustiada, triste e contraditória até na contrariedade. Assim parece ter sido a vida curta do Torquato Neto. A antítese da vida é a morte. O poeta que incensou a carreira de quase todos os tropicalistas, abriu o gás. A leitura é curiosa, como toda biografia tem algumas passagens surpreendentes, gostosas e outras chatas, inconclusas ou incompletas. Pra mim Chega é livro recomendado para leitor que em meados dos anos 60 era - no mínimo - adolescente. Para leitores nascidos após o inicio dos anos 70 a leitura certamente será enfadonha, porque o livro não trata de sucesso ou insucesso, mas das relações entre valores e o mundo do trabalho. E trabalho se constroi com sucesso e fantasia. A vida do Torquato Neto foi de pouco sucesso e muita realidade crua e - muitas vezes - cruel.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A biografia de Torquato Neto, um dos principais personagens da revolução - na esteira dos revolucionários Beatles - que mudou os rumos da cultura brasileira, nos anos 60, junto com Glauber Rocha, Caetano Veloso, José Celso Martinez Corrês, Gilberto Gil, Rogério Duarte e outros da mesma estirpe.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A jovem atriz Maria Gladys, que tinha no currículo apenas urna peça de teatro e o filme Os Fuzis, de Ruy Guerra, lembra que Torquato era urn sujeito com muitas idéias e energia: - Eu o conheci no Teatro Jovem, mas estivemos juntos também em algumas festas na casa do Chico Buarque. Ele namorava a Ana e fez urna entrevista cornigo, urna reportagem, que foi publicada com o título "Maria Gladys perde a pinta mas não perde a fé". Eu tinha feito uma pequena cirurgia para retirar urna pinta do rosto. Olhando de fora, tudo parecia funcionar a perfeição, mas não; havia várias pedras no meio do carninho. Esta carta, escrita em seis pedaços de comandas do restaurante Frango Esperto, na noite de 11 de outubro de 1965, para o amigo Aderbal, perrnite avaliar o impresssionante estado de desânimo e angústia que abatia Torquato nesse dia: "não! não sou ingrato. sou atrapalhado. pouparei a voce a narração de rninhas desventuras. mas ouça: daqui a muitos anos, quando você estiver velho e gagá, há de levantar a cabeça para o alto e dizer: "pois não é que meu amigo torquato está ainda sem arrurnar a vida?' e eu - meu querido irmão e companheiro - estarei ainda na merda. esta a minha sina. a merda, definitiva, total, ululante e abjecta, como diria nelson rodrigues. te escrevo aqui da praça da bandeira, daquele 'frango esperto', onde tantas vezes nos encontramos. sou urn homem triste, meu aderbal querido. sinto que sou um homem destinado à latrina. sou a própria esperma da merda. sinto-me irremediavelmente triste e infeliz. veja você, meu príncipe do coração: tenho tudo para ser feliz e não sou. por que? meu irmão querido, veja: tudo o que quero e amo apodrece em rninhas mãos e eu vejo isso tudo, impassíve1, não alcanço nunca o instannte definitivo da reação. vou viajar, meu príncipe querido. ando triste dernais para suportar a solidão deste rio em que mesmo a rninha ana não consegue mais indicar-me a felicidade do riso. estarei fora daqui por uns tempos, vou a minas, pretendo estudar. viajo morrendo de sauudade. deixo rninha nega querida e vou em busca de outros pastos. sinto-me irremediavelmente infeliz. não sei a quem deva recorrer ou culpar. tenho (sinceramente, meu aderbal), tenho vontade de morrer. conto nos dedos: são poucas as coisas que me prendem nesta vida imbeci! só que são fortes demais e pesam muito. não sou ingrato com você, meu querido príncipe: sou atrapalhado, azarento, pobre, triste, cansado, infeliz. não me culpe. neste 'frango esperto' (lembra? o menoles - o zé - essa corja?) aqui sinto imensa saudade de você, imensa vontade de estar com você. se a vida não fosse tão complicada ... não me escreva: espere mais urna carta rninha. nao estarei no rio esses meses. viajo depois de amanhã. te escrevo de lá, meu príncipe, adoro você. tenho saudade de você e fico mais triste ainda. te escrevo de minas. Estou atrapalhado, minha vida não se conserta. Vivo para morrer de triste. Me sinto muito só, meu querido. Ah se você pudesse vir aqui, mas, sei, não pode.espere carta minha de minas. Ou telegrama. Estou bem com ana, graças a deus - com letra minúscula. O castello breanco é um bronco. A "revolução" começa a michar de uma vez, este país caminha para o resurgimento, elegemos o canalha do negrão - imangine! É o fim. Abaixo a vida dos cretinos podres de ricos. Acima o povo. Fogo na classe média.estou louco. Torquato


  • Um Novo Desafio ao Coro dos Contentes

    Autor: Maria Helena Passos

    Veículo: Blog

    Fonte:

     "Você tem idéia quem escreveu a letra de “Louvação”? Ou talvez se recorde daquela dolorida interpretação de Elis Regina em “Pra dizer Adeus”... Quem mesmo teria concebido versos tão pungentes? E aqueles de “Geléia Geral”, o hino do movimento musical mais revolucionário que o Brasil já produziu, o Tropicalismo, entoado pelo então futuro ministro Gilberto Gil? Quem, invocando Manuel Bandeira, perpetrou “o poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia”  para terminar registrando “voz do morro, pilão de concreto, tropicália bananas ao vento”?

    É bem possível que você tenha pensado em nomes distintos para a autoria disso tudo, mas em todos esses casos – e muitos mais – o poeta em questão é um só. E em geral, são poucos os que sabem disso. Maldito, relegado ao segundo plano na fama e na memória do tempo singular em que viveu, Torquato Pereira de Araújo Neto nasceu em 1944 para suicidar-se no dia em que fez 28 anos, depois de produzir uma obra crucial em um dos períodos mais férteis da cultura brasileira e sem que, nem mesmo, sua origem fosse respeitada por muitos entre aqueles que o conheceram.
    Nascido em Teresina, no Piauí, foi tido como mais um dos baianos da música popular nos anos 60/70 – e entre estes, visto, muitas vezes, do mesmo modo como baianos são tidos tradicionalmente nas ruas do sudeste paulista. Assim, sem a projeção devida, sua produção antecedeu e foi além da Tropicália, mas sua trajetória profissional e pessoal só agora é contada. Chegou hoje às livrarias de Rio e São Paulo, “Pra mim, chega!”, a biografia de Torquato Neto, escrita pelo jornalista paranaense Toninho Vaz, 57 anos de idade, 20 de jornalismo e três de escritor de livros-reportagem.
    Assim, 33 anos após sua morte, Torquato Neto tem na biografia o resgate mais que merecido de sua importância. Mas, como em vida, ele parece mesmo eternamente destinado “a desafinar o coro dos contentes”, para citar um verso de sua própria autoria. É que o livro vem à luz sob a maldição prévia de ameaça de censura. Uma censura que paira, tal e qual pairavam tantos perigos às liberdades nos tempos em que o poeta viveu, aqueles da ditadura militar brasileira. Ela não é uma ameaça estatal, como a de outrora, mas privada. Ana, artista gráfica, baiana, viúva e mãe do único filho do  artista, Tiago,  resistiu bravamente à publicação do texto durante oito meses, período em que os originais estiveram contratados pela Record, uma das maiores editoras do país.
    A diretora da editora, Luciana Villas Boas, tentou em vão negociá-lo com Ana. Acabou concordando em liberar o autor para que procurasse outro editor. O paciente Vaz, que gastara dois anos produzindo o texto – mais de um, só para a pesquisa e 72 entrevistas, algumas repetidas, para traçar o perfil de alguém que ele não conhecera –, ainda tentou publicar os originais pela Geração Editorial. Mas as condições contratuais não agradaram ao autor.
    Quem topou encarar o risco de um processo judicial em nome de fazer jus ao bom jornalismo e ao poeta Torquato Neto foi a tão valente quanto  pequena editora paulista Casa Amarela, que publica a revista Caros Amigos.
    O livro sai alguns meses depois que a viúva do poeta disse à revista Istoé que Vaz escreveu um livro ruim e sensacionalista, além de acusá-lo de desconhecer a obra de Torquato. Nada disso é verdade, como podem comprovar facilmente os leitores. Uma das revelações da biografia – e são muitas – é a de que Torquato era bissexual – um “entendido”, como se dizia nos anos 60/70, o tempo do “desbunde”, tribo da qual o artista fez parte.  A apaixonada letra de “P’ra dizer Adeus”, por exemplo, teria sido escrita, para um conhecido seu da terra natal, de acordo com amigos piauienses.
    Relatos de Nana Caymmi atestam que existiu um caso passional entre o poeta e Caetano  Veloso, ao comentar uma tentativa de suicídio do marido de Ana, cuja internação hospitalar foi custeada por Gilberto Gil.
    Fora isso, o amigo Adherbal, com quem Torquato alugou seu primeiro apartamento no Rio, mais exatamente na Tijuca, declara tê-lo surpreendido com Caetano na cama. E que, por decisão de Dedé, então mulher do compositor baiano, o caso terminou.
    Ocupa pouco mais de uma das 260 páginas do livro a menção ao homossexualismo de Torquato – incluído aí o parágrafo em que Caetano, dos poucos amigos do meio musical tropicalista que toparam falar sobre o poeta, diz que não sabe se ele o amava, porém nega peremptoriamente qualquer paixão de sua parte ou, mesmo, a existência de um  caso amoroso entre os dois.
    As quase duas páginas incluem ainda a interpretação de Vaz para o mencionado relacionamento sexual de ambos: “A liberdade sexual pregada pela geração dos 60, estava sendo conduzida por eles da tese para a prática dos sentimentos, ainda que de forma velada”.
    Valores burgueses, como o machismo, não tinham vez na ideologia dos jovens que desafiavam, no Brasil inclusive, com comportamentos dissonantes, o que tentavam deixar para trás –  inclusive a censura. Mesmo que mais sobre esse tema estivesse descrito em “Pra mim, chega”, poder-se-ia argumentar com razão que, sobre a geração dos brasileiros dos anos 60 e 70,  tem-se escrito nos últimos anos. É fato porém que muito pouco tem sido contado sobre a vida daqueles jovens que não militaram em organizações políticas e contestaram o “status quo” procurando não se submeter a regras explícitas e rígidas disciplinas, experimentando não só drogas mas o que quer que lhes parecesse valer a pena conhecer.
    O livro de Vaz traz uma preocupação nítida, bem mais forte do que retratar usos e costumes. Trata-se de situar a vida de Torquato, passo a passo, no momento histórico, político e cultural. Assim como é instigante imaginar o poeta, recém-chegado ao  Rio, dormindo em um sofá na sala da sede da União Nacional dos Estudantes, na Praia do Flamengo, enquanto o golpe militar de 1964 eclodia, é de uma concretude paradoxal enxergá-lo na av. Sete de Setembro, em pleno Carnaval de Salvador em 1972, olhos e boca vermelha, cabelos em chama, como descreve outro poeta, Chacal, atrás do trio elétrico, em viagem lisérgica total.
    É delicioso saber que, amante da obra de cordel, Torquato colecionava essa típica produção nordestina com amor e adorava repetir uma de suas tiradas: “não me acompanhe que eu não sou novela”.  Dos amigos que acompanharam seus 28 anos de vida, muitos se recusaram a falar ao autor sobre o poeta. Foi o caso de Maria Bethânia, Gilberto Gil, Gal Costa, Dedé Veloso (que se casou com Caetano em 1968 portanto um turbante rosa cujo arranjo foi feito por Ana, a viúva).
    Ana concedeu entrevista para o livro, mas colaborou pouco para o perfil de Torquato. O empenho do repórter Vaz foi capaz de levantar o diagnóstico de esquizofrenia conferido ao artista por uma instituição psiquiátrica – experiência que, de quebra, renderia um denso testemunho literário em Diários do Engenho de Dentro, escritos pelo poeta. Mas é visível a ausência de elementos que forjem um perfil  jornalístico mais consistente de alguém que o autor de “Pra mim, chega!”, não conheceu pessoalmente. O silêncio de tantas fontes que participaram da vida do biografado, de certo, contribuiu para isso.
    Para Vaz, foi um desafio – o de contar a história de sua geração através da biografia dos seus poetas malditos. Em 2001, ele fez isso com um amigo, a quem conhecia muito bem: o poeta paranaense Paulo Leminski e publicou “O bandido que sabia latim”, pela Record, cuja segunda edição acaba de sair. “No caso de Torquato, com quem nunca conversei antes, havia uma aproximação espiritual e profissional, apenas”, afirma o jornalista. “Neste livro, o ponto de vista é o da resistência poética, uma das qualificações maiores do Torquato, o inconformado”.
    Da biografia de Torquato, emerge um ser torturado e sensível, cuja inteligência abriga e revela tanto o humor, quanto a depressão. Sua eterna irreverência e inconformismo, oscilava entre a ironia fina, e por vezes, mordaz, em letras de música, poemas, cartas e crônicas garimpadas por Vaz, inclusive nos jornais, onde, jornalista para ganhar a vida, o poeta assinou colunas culturais no Rio.
    A biografia permite, por exemplo, entender a origem de uma das mais conhecidas letras de Torquato, a de “Mamãe, Coragem”, sucesso na voz de Gal Costa. Dona Saló, mãe do biografado e a quem Vaz não entrevistou pois ela já falecera, era uma senhora carola e chorona, que gostava de ler os livros citados na letra.
    “Não adianta, eu tenho um beijo preso na garganta, eu tenho um jeito de quem não se espanta, (braço de ouro vale dez milhões), eu tenho corações fora do peito, mamãe não chore, não tem jeito”, um precioso verso de Torquato, exibe na canção toda a alegria, desassombro e insolência do autor e de uma geração que, como ele, sabia que o caminho de sua insatisfação e de seu caráter libertário ia muito além de Teresina.
    Para a capital piauiense, em 2002, viajou Heli Nunes, pai do artista, onde concedeu três horas de entrevista a Vaz. Na colaboração, valiosa para o autor, “ele deixou claro as dificuldades que teve com o filho poeta que, por ser único, consumiu-lhe as energias”.
    Torquato migrou para Salvador para continuar os estudos secundários – e foi aí que conheceu os baianos Caetano Veloso e Glauber Rocha que marcariam sua existência. Chegou à cidade exatamente quando ela fervia culturalmente, em pleno auge. O Rio seria sua próxima e última escala. De universitário a jornalista, os dissabores dos anos de chumbo ainda lhe imporiam um exílio por conta própria em Londres e Paris, pouco antes de ser pai.
    Na vasculha de textos inéditos, o autor do livro descobriu até mesmo uma canção inédita, composta com Luis Carlos Sá, com quem Torquato trabalhou em redação de jornal. Integrante do chamado cinema marginal – chegou a protagonizar o longa em super 8 Nosferato nas calçadas de Copacabana – , que abominava a Embrafilme e o INC, ele teve , por exemplo, a ocasião de rebater, em sua coluna – Geléia Geral, publicada no Jornal dos Sports– aos ataques da jornalista Martha Alencar, no semanário Domingo Ilustrado, que era fã do Cinema Novo.
    Em “Capitão Nosferato Contra a Cultura Brasileira”, texto que se propunha a “denunciar a irresponsabilidade do pessoal udigrudi”, o poeta era chamado de Toudequatro Neto. Ao que ele próprio revidou, alcunhando o atual presidente da  Ancine de Gustavo Dah e elegendo-o o cineasta “do desenvolvimento” ,m pleno governo Médici.  Por trás da polêmica, estava uma discussão estética que colocava em pólos financeiros opostos as duas turmas.
    Quase sempre vivendo com pouco dinheiro, um Torquato mais alegre é encontrado páginas depois em Paris, onde as dificuldades de sobrevivência inequivocamente tinham algo de instigante. Por lá, ele já estava distante dos amigos – rompido com quase tudo que construíra no Rio, nos tempos da Tropicália. Volta ao Brasil com sua mulher grávida, em 1970, um ingrediente a mais para seus conflitos, segundo Vaz. Comemorou seu aniversário em 9 de novembro de 1972 com amigos em um bar, foi para casa e abriu o gás.
    O suicídio de Torquato – um poeta que saíra de um encontro regado a haxixe com Jimi Hendrix em Londres exclamando que o guitarrista era muito louco – foi por muito tempo comparado ao da poetisa Ana Cristina César, autora de “A teus pés”. Para um público que tinha que ler notícias nas entrelinhas e buscava, com sofreguidão, arte e informações de seus artistas em uma imprensa que, de tão alternativa, ganhou o apelido de nanica, até que tudo isso era muito coerente.
    Tão coerente quanto ler no livro de Vaz o que produziria o mesmo Torquato que, ainda menino, versejava com qualidade impressionante ao chorar a morte da empregada de sua infância. Jovem letrista, ele explodiria de alegria ao lado de Gil em “Vento de Maio”:
    "desapeie dessa tristeza
     que eu lhe dou de garantia
     a certeza mais segura
     que mais dia menos dia
     no peito de todo mundo
     vai bater a alegria"
    E, já perto de sua morte, no poema Cogito, que resiste em um canto particular da memória de Vaz , publicado em “Os últimos dias de Paupéria”, o único livro de Torquato:
    "Eu sou como eu sou
     Pronome
     Pessoal e intransferível
     Do homem que iniciei
     Na medida do impossível...
     ...eu sou como eu sou
     Vidente
     E vivo tranqüilamente
     Todas as horas do fim."  
Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Sempre que li qualquer coisa mais biográfica de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Glauber Rocha e outros próceres da bossa nova, do tropicalismo ou do cinema novo - dos anos 60 - encontrei o nome de Torquato Neto, uma espécie de poeta, guru e compositor com influência ou afluência sobre todos os bons da época. Tinha a informação de que ele havia morrido, como muitos na época, de overdose de haxixe, LSD ou cocaína. Recentemente ouvi que o Toninho Vaz, biográfo do Paulo Leminsk, escrevera um livro sobre o Torquato. Durante um tempão procurei o livro nas livrarias tradicionais. Depois falei com o Gustavo que o obteve em São Paulo e me enviou, com o seguinte cartâo: " De Gustavo para Márcio. Não siga o exemplo do rapaz. Não se suicide. "


 

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