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Mad Maria

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Mad Maria

Livro Excelente - 1 comentário

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Autor: Marcio Souza

Editora: Civilização Brasileira

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 344

Ano de edição: 1983

Peso: 395 g

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Excelente
Marcio Mafra
05/12/2004 às 11:57
Brasília - DF


"Mad Maria" é a história da construção de uma ferrovia, que está ligada ao surgimento, por volta de 1903 do Estado do Acre, território que foi tomado dos bolivianos, por um ato de safadeza do governo brasileiro, capitaneado pelo não tão ético, Barão do Rio Branco. Essa ferrovia deveria sair de um ponto do Rio Madeira, até Guajará Mirim, no rio Mamoré e daí o traçado seguiria até uma cidadezinha da Bolívia.

No seu espetacular romance, Márcio de Souza conta as aventuras e desventuras dos operários e dirigentes da construtora que trabalharam na construção da ferrovia. Os personagens estrangeiros - todos chefes - surgem com muita força na história, entre eles: o médico inglês, Richard Finnegan, que lutava contra os escorpiões que apareciam após cada uma das chuvas que diariamente caem na região. O engenheiro Collier, profissional durão, que encarava com naturalidade a rotina das mortes dos operários, atingidos pela malária. Cabia-lhe, também, "resolver" as violentíssimas brigas e conflitos surgidos entre os operários. Tem o caso de um seqüestro de engenheiro e o castigo imposto a um índio, que teve as mãos amputadas pelo roubo de insignificantes objetos pessoais, além das insatisfações gerais dos engenheiros, que assim como os operários, também recebiam um salário miserável pelo seu trabalho.

A leitura é muito gostosa. O ritmo da narração é coisa de muito talento. A história é muito interessante. O livro é muito mais que bom é excelente.

 



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História da construção da ferrovia Madeira - Mamoré, na selva amazônica, em 1911.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Adams, internado no hospital com fraturas de costelas, nos braços e clavícula esquerda, era um homem liquidado para Farquhar. Ele não concebia como alguém pudesse permitir se deixar surpreender daquela maneira. Adams revelara-se uma especie de imprudente, era um homem incapaz de reconhecer a complexidade do jogo no qual se encontrava, conseqüentemente, jamais poderia ter se resguardado dos imprevistos. Ao decidir desafiar 0 Ministro Seabra, Farquhar estava consciente desde o início quanto aos perigos de seu plano. Ele estudara um complexo conjunto de informações sobre o político nordestino, sabia que Seabra era um homem no estilo violento, podia ordenar uma agressão, ate mesmo um assassinato, com a mesma expressão benevolente com que participava nos freqüentes batizados e crismas onde ampliava a sua clientela. Na tarde em que decidiu deslanchar o plano, o Coronel Agostinho lhe telefonara, as notícias não eram muito graves, Seabra tinha acabado de estar com o presidente mas por algum motivo nada comunicara a respeito do cancelamento das concessões para a Southern Brazil Lumber and Colonization Company. Seabra estava em dúvida, hesitava, ou talvez simplesmente estivesse menosprezando todos eles. De qualquer modo, era um bom momento para começar. Farquhar estava irritado com os resultados, tudo estava saindo não exatamente como ele planejara. Adams, ferido no hospital, não estava no programa. A amante de Seabra, quebrando as expectativas, recusara-se a colaborar, não era a putinha interesseira e profissional que ele imaginava, isto e, não inteiramente. Ele foi obrigado a tomar a mulher a força, a raptá-la. Alguma coisa naquela mulher lhe impedia de trair o amante, era como se fosse melhor negócio para ele ficar ao lado de Seabra. A Putinha estava escondida, sob guarda, num camarote de um cargueiro ancorado no Cais Pharoux, de bandeira panamenha, e que transportava equipamentos para um de seus negócios.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Logo no início da bibliomafrateca, em junho de 2002, se constatou a falta "dos melhores livros" de muitos autores. Coisa absolutamente óbvia - assim como inteligente e justa - eis que livro bom, vai e não volta. Como não adianta nada correr atrás daquilo que não se sabe onde se encontra, providenciamos a reaquisição:
1) O memorável "O Lobo da Estepe". Disparado, é o mais conhecido e melhor livro do alemão Hermann Hesse.
2) O inigualável "O Nome da Rosa". Livro estrela do Umberto Eco.
3) O fantástico "O Velho e o Mar". A melhor história "de pescador" de todos os tempos, contada pelo Hemingway.
4) "Olga". Só o talento do Fernando Morais conseguiria despir Getúlio Vargas da aura de Pai dos Pobres e expor as crueldades praticadas contra os brasileiros nos porões de sua nojenta ditadura.
5) O inesquecível "Meu Pé de Laranja Lima". O melhor livro de José Mauro de Vasconcelos
6) O Nobel de Literatura de 1958 "O Doutor Jivago" de Boris Pasternak.
7) O premiadíssimo "Mad Maria" do acreano Márcio de Souza.
8) O melhor do boliviano Gabriel Garcia Marquez "Cem anos de solidão".
9) "Romeu e Julieta" do magistral Willian Shakespeare.
10) O best seller "Chatô o Rei do Brasil" do Fernando Morais


 

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