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Chatô O Rei do Brasil

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Chatô O Rei do Brasil

Livro Excelente - 2 comentários

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Autor: Fernando Morais

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Biografia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 732

Ano de edição: 1994

Peso: 1.230 g

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Excelente
Karina Ferreira
24/04/2018 às 16:48
Brasília - DF
Mais uma obra do grande jornalista e escritor Fernando Morais.
Fácil leitura. Uma viagem no tempo.
Assis Chateaubriand com uma personalidade intrigante.

Excelente
Marcio Mafra
11/12/2004 às 12:14
Brasília - DF


Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, paraibano, nasceu em 1891 e morreu em 1968 aos 77 anos de idade. Jornalista de gestos imprevisíveis, deixou testamento transformando 22 de seus empregados em herdeiros do império, "Diários e Emissoras Associados". Claro que este gesto não foi aceito por alguns dos legítimos herdeiros e rendeu processos na justiça durante outros trinta anos. Chateaubriand possuía a maior rede de comunicação - rádios, jornais, televisões, revistas - e a usou para o bem e para o mau. Quem se opunha aos seus desejos era implacavelmente esmagado, vilipendiado, roubado sem nenhuma cerimônia, nem dores morais. Por outro lado, seus amigos, subordinados e asseclas assomavam ao paraíso num estalar de dedos. Corrupção em todas as formas e níveis era sua especialidade. Era também um grande realizador, um invejado empreendedor. Criou o MASP porque se considerava culto e o próprio mecenas. Um rei, que dominou com mão de ferro a imprensa, o rádio e a televisão especialmente durante os anos em que o ditador Getúlio Vargas ocupou a Presidência da Republica. Esta personalidade marcante e exótica chegou a ser o embaixador do país em Londres, posição que obteve em troca do apoio à Juscelino em sua campanha presidencial. Seu império começou a ruir quando um AVC o deixou incapaz de realizar seus métodos de chantagens, manipulações e tráfico de influência, que praticou nas décadas anteriores. A leitura é empolgante. O autor, Fernando Morais é um craque de primeira grandeza.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A vida de Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados e rei do Brasil.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A firme convicção de que havia tesouros na Europa a espera de quem tivesse dinheiro na mão nascera da observação do cotidiano de franceses e ingleses, um ano antes. Chateaubriand fizera uma viagem de poucos dias a Alemanha, França e Inglaterra e voltara impressionado com o estrago e a penúria produzidos pela Segunda Guerra Mundial. Quando desceu do trem em Paris, vindo da Alemanha, não havia táxis nas ruas para levá-lo ate o elegante hotel Plaza Athenee e, para não carregar as malas, teve de se contentar em atravessar a cidade a bordo de um velho fiacre puxado por um cavalo magro. Quando perguntou ao cocheiro se não havia mais táxis em Paris, o homem respondeu: - Táxis há muitos. O que não há é gasolina. E nem vai haver enquanto não for votado o Plano Marshall. Ele se referia ao plano ainda em discussão no Congresso norte-americano, por meio do qual os Estados Unidos destinariam 13 bilhões de dólares de salvadora ajuda econômica a Europa arrasada pela guerra (que em 1994 equivaleriam a 90 bilhões de dólares). Em sua primeira manhã em Londres, dias depois, pediu no restaurante do refinado hotel Claridge's um prato de ovos com bacon. O garçom riu: - Ovos nós temos. Bacon, não. O jornalista estrilou: - Como não tem bacon? Esta aqui no cardápio. A porção está cara, sete pence, mas eu pago. O funcionário deu uma resposta muito parecida com a do cocheiro parisiense: - Há bacon no cardápio, mas não na cozinha. O senhor não lê jornais? A estrela de Hollywood Loretta Young encerrou sua viagem de turismo a Inglaterra porque não tínhamos ovos com bacon para servi-la. Se não havia para a atriz de Ramona, por que haveria para o senhor? O quilo de bacon importado da Dinamarca esta custando quinze libras. A esse preço, só vamos ver bacon depois do Plano Marshall. Se Paris não tinha táxis para transportar turistas e se não havia um pedaço de toucinho defumado na Inglaterra nem para Loretta Young, refletia Chateaubriand em voz alta com Bardi, então quem chegasse a Europa com dinheiro no bolso "produziria uma devastação nas coleções das famílias quebradas pela guerra". Mas, tanto o cocheiro francês quanto o garçom londrino tinham razão: era preciso correr, porque depois que o Plano Marshall fosse implantado a situação sem duvida seria outra. Sim, Bardi concordava, mas de onde tirar tanto dinheiro? - Do café, seu Bardi, do café paulista. Por isso e que decidi fazer nossa galeria aqui em São Paulo, terra do café e do dinheiro. Eu obriguei essa burguesada a doar quase mil aviões para formar pilotos. O senhor verá do que, juntos, seremos capazes em nome da arte. Bardi nem bem se instalara direito em São Paulo, semanas depois, e Chateaubriand voava com destino a Roma para a primeira surtida. Orientado pelo italiano sobre onde e como fazer as primeiras aquisições ("associei-me a um aventureiro italiano que e mais louco do que eu", alardeava o jornalista), conseguiu arrancar 3 milhões de cruzeiros da fazendeira Sinhá Junqueira, de Ribeirão Preto, do cafeicultor Geremia Lunardelli (de quem se dizia ser "0 maior plantador de café do mundo") e do industrial Francisco "Baby" Pignatari, e não teve dificuldades para obter do presidente Dutra autorização para trocar os cruzeiros por dólares - quase 160 mil dólares (equivalentes a 1,1 milhão de dólares de 1994). Quinze dias depois, em fervilhante festa a rigor no casarão da família Jafet, na avenida Brasil, ele "apresentava a sociedade paulista" 0 produto das primeiras doações para a galeria - que agora já era chamada por todos de Museu de Arte de São Paulo: dois Tintoretto, um Botticelli, um Murillo, um Francesco Francia e um Magnasco adquiridos em Roma. A "burguesada" que se preparasse, que aquilo não ia ter fim. No meio da festa Iolanda Penteado disse a Chateaubriand que queria apresentar-lhe um amigo - um homem risonho, de meia-idade, que estendeu a mão cordialmente ao jornalista: - Dottore, o senhor não vai ficar impressionado de estar apertando a mão de uma alma penada? Diante do espanto de Chateaubriand, o homem respondeu bem-humorado: - Porque durante a guerra o senhor me matou por linchamento em plena praça do Duomo, em Milão. Eu sou Andrea Hippólito, o morto. Chateaubriand deu uma gargalhada: - Ah, as noticias. Elas vão até as nuvens, e quando voltam a terra ninguém as entende direito. Mas não se ofenda, seu Andrea. Saiba que, como o senhor, eu também fui um grande admirador de Mussolini e da doutrina fascista. Nos anos que se seguiram, a alta sociedade do Rio e de São Paulo iria se cansar de freqüentar as requintadas festas de Chateaubriand - mas ia pagar caro. Para montar o MASP ele começou usando métodos quase iguais aos adotados para a campanha dos aviões: primeiro era preciso caçar um milionário (ou um grupo deles) para doar o dinheiro que pagaria uma determinada obra de arte a ser adquirida na Europa.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Logo no início da bibliomafrateca, em junho de 2002, se constatou a falta "dos melhores livros" de muitos autores. Coisa absolutamente óbvia - assim como inteligente e justa - eis que livro bom, vai e não volta. Como não adianta nada correr atrás daquilo que não se sabe onde se encontra, providenciamos a reaquisição: 1) O memorável "O Lobo da Estepe". Disparado, é o mais conhecido e melhor livro do alemão Hermann Hesse. 2) O inigualável "O Nome da Rosa". Livro estrela do Umberto Eco. 3) O fantástico "O Velho e o Mar". A melhor história "de pescador" de todos os tempos, contada pelo Hemingway. 4) "Olga". Só o talento do Fernando Morais conseguiria despir Getúlio Vargas da aura de Pai dos Pobres e expor as crueldades praticadas contra os brasileiros nos porões de sua nojenta ditadura. 5) O inesquecível "Meu Pé de Laranja Lima". O melhor livro de José Mauro de Vasconcelos 6) O Nobel de Literatura de 1958 "O Doutor Jivago" de Boris Pasternak. 7) O premiadíssimo "Mad Maria" do acreano Márcio de Souza. 8) O melhor do boliviano Gabriel Garcia Marquez "Cem anos de solidão". 9) "Romeu e Julieta" do magistral Willian Shakespeare. 10) O best seller "Chatô o Rei do Brasil" do Fernando Morais


 

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