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Invenção e Memória

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Invenção e Memória

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Autor: Lygia Fagundes Telles

Editora: Rocco

Assunto: Contos

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 125

Ano de edição: 2000

Peso: 170 g

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Ótimo
Marcio Mafra
27/09/2005 às 18:45
Brasília - DF

Invenção e memória é um pequeno livro de grandes contos da Dona Lygia. Ela é uma premiadíssima escritora, imortal, sendo que um de seus livros vendeu mais de 150 mil exemplares. Aqui são doze ou treze contos, todos bons. Os melhores são Chave na Porta, e Que Numero Faz Favor. Estilo leve.




Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Invenção e memória é o título de 15 contos da Lygia Fagundes Telles, que narrou os sentimentos e comportamento que a vida provoca nas pessoas. Permeiam os textos, os conflitos humanos, a observação e a memória. A autora usa como temas os melhores momentos da sua infância, da adolescência e maturidade.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Quando entrei no pequeno restaurante da praia os dois já estavam sentados, 0 velho e o menino. Manhã de um azul flamante. Fiquei olhando o mar que não via ha algum tempo e era o mesmo mar de antes, um mar que se repetia e era irrepetível. Misterioso e sem mistério nas ondas estourando naquelas espumas flutuantes (bom-dia, Castro Alves!) tão efêmeras e eternas, nascendo e morrendo ali na areia. O garçom um simpático alemão corado, me reconheceu logo. Franz? eu perguntei e ele fez uma continência, baixou a bandeja e deixou na minha frente o copo de chope. Pedi um sanduíche. Pão preto?, ele lembrou e foi em seguida até a mesa do velho que pediu outra garrafa de água de Vichy. Fixei o olhar na mesa ocupada pelos dois, agora o velho dizia alguma coisa que fez o menino rir, um avô com o neto. E não era um avô com o neto, tão nítidas as tais diferenças de classe no contraste entre o homem vestido com simplicidade mas num estilo rebuscado e o menino encardido, um moleque de alguma escola pobre, a mochila de livros toda esbagaçada no espaldar da cadeira. Deixei baixar a espuma do chope mas não olhava o copo, com o olhar suplente (sem direção e direcionado) olhava o menino que mostrava ao velho as pontas dos dedos sujas de tinta, treze, catorze anos?


  • Ansiedade é o maior perigo para um escritor

    Autor: Editoria

    Veículo: Folha de São Paulo, Ilustrada, Sabado 23 de abril de 2011

    Fonte:

    Autora de 19 livros de contos e quatro romances, Lygia Fagundes Telles cismou que seria escritora ainda menina. Diz, hoje, que a teimosia juvenil não rendeu boa escrita.

    "Para escrever, é preciso, antes, ler muito, criar parámetros. A pressa faz muito mal ao escritor", afirma, refeerindo-se a si, mas também aos jovens autores contemmporâneos.

    Folha - Por que a senhora modificou "A Disciplina do Amor", de 1980?

    Lygia Fagundes Telles - Porque, ao receber a última edição, que tinha sido dedicada a ele, meu filho fez duas observações sobre o livro. Ele me perguntou por que eu coolocava tantas datas, sendo as datas fictícias, e também por que eu não punha os nomes dos personagens, e sim apenas as iniciais.

    Percebi que ele tinha razão. Nesta nova edição, saíram quase todas as datas e, no lugar de letras como HH ou PE, aparecem os nomes de Hilda Hilst e Paulo Emílio.

    A senhora costumava submeter seus escritos a seu filho?

    Sim, ele e o Paulo Emílio Salles Gomes foram os meus grandes leitores.
    Liam tudo e davam muita opinião.

    A senhora às vezes ficava dessconfortável com a opinião deles?

    Nunca. Mas às vezes concordava e às vezes não. O Paulo teve grande influência sobre minha obra.

    Com ideias inclusive, não?

    Sim, tem um conto, o "Relga", que nasceu de uma hisstória que ele me contou. Ele me ligou de Paris para dizer que tinha lido no jornal uma notícia pequenina sobre um homem, filho de pai brasileiro e mãe alemã, que, durante a Segunda Guerra, foi para Düsseldorf e se casou com uma moça que não tinha uma perna.

    Na noite de núpcias, ele roubou a perna mecânica dela. Eu pedia mais detalhes e ele dizia: "Cuco, não tenho detalhes. Sente e escreva". Ele me chamava de Cuco.

    Sem as conversas com o Goffredo e o Paulo ficou mais dificil escrever?

    Muito mais. Mas foi preciso continuar.

    A senhora começou a escrever ainda menina. Qual a impressão que tem dos jovens escritores de hoje?

    Eles me parecem ainda mais ansiosos do que nós éramos. Ansiosos por escrever e por aparecer. E a ansiedade é o maior perigo para um escritor.

    A senhora foi ansiosa no início?

    Muito. Tanto que os meus primeiros livros desapareceram.

    A senhora tem lido os jovens autores brasileiros?

    Recebo muito livro de jovens escritores e também muita coisa que chega via Academia [Brasileira de Letras]. Mas, se eu fosse ler tudo isso, eu não faria outra coisa que não ler. E, bem, já não tenho muitos anos pela frente. Tenho que aproveitá-los ...

    Como a senhora procura aproveitá-los?

    Trabalhando nos meus textos, lendo, estando com os amigos. Também gostava muito de fazer caminhadas, mas não posso mais. Fui esportista, sabia?

    A senhora fez educação fisica,não?

    Sim! Veja este dedo torto: quebrei jogando vôlei. Também era rápida na corrida. Na faculdade, fui medalhissta nos 400 metros rasos.

    E a senhora fazia grande sucesso entre os rapazes do Largo São Francisco

    (risos) Eu era bonitinha.

    Mas quando meu amigo Ives Gandra falou, no outro dia, que eu era a mais bonita da faculdade, tive que lembrá-la de que éramos só umas sete ou oito mulheres. Convenhamos: não era uma vantagem tão grande assim!

    "Segundo o critico Antonio Candido, minha obra começa com "Ciranda de
    Pedra". Quando era jovenzinha, eu escrevia feito louca e meu pai e minha mãe, que achavam tudo ótimo, pagavam para que eu publicasse. Mas,
    antes de "Ciranda", é tudo "silencio en la noche", como no tango de Carlos Gardel. A ansiedade é o maior perigo para um escritor.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nada a registrar. Comprei o livro numa passada qualquer de livraria. Nada específico.


 

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