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O Splen de Natal

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O Splen de Natal

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Autor: Franklin Jorge

Editora: Edufrn

Assunto: Crônica

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 298

Ano de edição: 2001

Peso: 475 g

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Ótimo
Franklin Jorge
19/10/2012 às 00:00
Ceará-Mirim - DF
O ESCRITOR DE UMA CIDADE Renard Pérez Um belíssimo livro, a começar pelo titulo [e subtítulo] magnificamente adequado. Franklin Jorge nos dá um retrato tão expressivo da capital do Rio Grande do Norte, um retrato tão sensível. Seu microcosmo, sua atmosfera. “O Spleen de Natal” [--Romance de uma Cidade, vol. I, Edições Amarela, 1ª edição, 1996] tem um tom a bem dizer proustiano nessa sucessão de depoimentos de vidas de figuras deste ou daquele meio e situação social – sobretudo artistas, escritores de outras gerações, gente simples do povo, tipos pitorescos, através dos quais a cidade vais e entremostrando, se apresentando. A “compreensão” de Natal. E a forma em que o livro é vazado: os diversificados blocos de entrevistas sem os títulos que seriam de esperar e que dão à leitura uma continuidade [assim como uma nova técnica] de romance. E que começando em Palmira e sua temática e terminando por Jorge Fernandes traz, de certo modo, sua linha e seu nível. Não há dúvida de que era Franklin Jorge, repórter experimentado, a pessoa indicada para fazê-lo. O entrevistado, seja ele qual for, é apresentado em suas características, seu “espírito” – a linguagem captada, o detalhe do gesto, do traje. O mesmo feito em relação aos ambientes – local, interiores --, torna a obra, por este lado, altamente visual. Depoimentos que se lêem com um sorriso, uma emoção [os desses moradores das Rocas, favela do Maruim], Redinha e outros bairros, cada figura e local escolhidos sabiamente. E a palavra certa, uma poesia contida, que sensibiliza. Tipos e assuntos que se vão sucedendo e se superpondo, e que, através do material tratado, a Natal de hoje se une a de ontem [no depoimento de veteranos, conhecedores ou participantes desse passado, com ênfase no campo cultural], dando em seu conjunto a história, a alma da cidade. Uma Natal intemporal. É o livro a que ela fazia jus. Nada parece ser esquecido. A cidade com o seu sol, seu rio, seu mar, seu mistério. Seu folclore. Os comentários dos visitantes, ou dos que a escolheram como lugar de adoção. A mais diversificada humanidade. A presença latente de Câmara Cascudo. Pequenas jóias de humor, de filosofia, pinçadas nos respectivos meios, do cultural ao bas fond. A cidade a nu. A nata e a escória, a beleza e a sordidez apanhadas no próprio ambiente. Em realce, os bastidores do meio artístico, da juventude de ontem e de hoje. De pintores e fotógrafos a compositores, cantores de rádio, atores. Seus depoimentos. A frase que vale uma vida: “Desde criança eu era louca para morar na cidade grande”; “Teatro é uma coisa do meu próprio eu” [Águeda Ferreira]; “Político tem sempre interesse escondido” [Raimundo Rabelo, presidente da Colônia de Maruim]; “É o meu traje a rigor que incomoda eles” [os policiais], Blecaute, 27 anos, poeta e artista plástico ambulante, suspeito por sua aparência {“produções”, como ele prefere dizer}; “Conheci Cascudo dormindo e não perdi tempo: roubei um bom livro de sua biblioteca. Afinal, eram tantos...” [Odosvaldo Portugal Neiva, jornalista e andarilho]. As admirações numa bizarra onomástica filial {de Marcelus Bob, pintor, 39 anos, potiguar]: Radharani, Augusto Cézanne, Narayama, estes bisnetos de Isabel da Transfiguração do Senhor [nome Do dia da folhinha]. Um microcosmo que extrapolando de uma cidade em si, alcança uma dimensão mágica. O Romance de uma Cidade. O sentimento de que, em termos não ficcionais, seu autor encontrou a forma ideal para fazê-lo. E a nossa alegria de ver que esse autor é Franklin Jorge.

Bom
Marcio Mafra
27/09/2009 às 21:33
Brasília - DF

Splen de Natal é um livro típico de jornalista. Jornalista de cidade pequena fica escrevendo crônica que é publicada em jornal local, só para preencher a falta de matéria. Geralmente são colaboradores não profissionais, que conferem prestígio ao jornal, pelas suas posições políticas, sociais ou econômicas. Invariavelmente as crônicas falam de personagens ou coisas muito típicas da cidade. Decorrido algum tempo é feita uma seleção das crônicas e elas viram livro. Splen de Natal não foi diferente, embora as crônicas do livro tenham um viés histórico. Então para os leitores não nascidos ou que não tenham vivido no Rio Grande do Norte, o livro não tem muita graça. Não tem "liga", porque o sotaque local perpassa cada uma das crônicas.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Crônicas sobre a cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Segunda-feira, às dez horas, seguimos Kip e eu para Pirangi, onde Madé curte o veraneio. Saímos da velha rodoviária da Ribeira, suja e mal cheirosa, num ônibus superlotado. Atento as mutações da paisagem que se descortina através da janela, Kip pede-me informações sobre as praias de Pipa e Genipabu, que pretende conhecer. Freqüentemente ele consulta um pequeno e manuseadíssimo dicionario de bolso Inglês/Português No último sábado fomos a uma festa no Vice- Versa, um lugar freqüentado por homossexuais, lésbicas e simpatizantes. Muito assediado, durante toda a noite Kip recebeu galanteios e cantadas com elegância e naturalidade. Um artista plástico, conhecido por sua afetação, arrojou-se aos seus pés, prometendo-lhe amor eterno. Kip ajudou-o a levantar-se. Foi resgatado por Jorge Antônio que o conduziu até a sua mesa, num ângulo da sala, onde já os esperavam o poeta Jarbas Martins, sua namorada e o pintor Diniz Grilo. O ônibus para em toda a parte, para pegar novos passageiros. Sentado à janela, Kip admira a paisagem e encanta-se com as dunas recobertas de arbustos verdíssimos. Sorri para a paisagem cheia de luminosidade. Bonitas colinas! Bonitas colinas! Uma mulher falastrona, mal dissimulando o seu interesse pelo artista, interrompe a conversa, dificultada pela barreira da língua O que era Natal há vinte anos, diz, em sua tentativa de puxar conversa. Kip tenta acompanhar suas palavras, consultando a cada momento o dicionário.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Tomei contato com Franklin Jorge através do www.franklinjorge.com Ele é um dos raros brasileiros que não é professor de literatura e pode ser considerado crítico do poeta e dramaturgo Willian Shakespeare. Franklin Jorge escreve e fala com conhecimento, alma e estilo. Em março de 2009 transcrevi um de seus comentários sobre o livro Rei Lear, que começa assim: "Ingrato é todo aquele que não reconhece a graça e cospe no prato em que comeu." Escrevi para ele, que respondeu autorizando a transcrição e dizendo-me que me enviaria o seu livro Splen de Natal. Disse-lhe que a bibliomafrateca já possuia um exemplar do Splen de Natal. De fato a bibliomafrateca já tinha um exemplar do Splen desde 2007, sem que eu saiba como o livro veio parar na prateleira.


 

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