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A Luz da Estrela Morta

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A Luz da Estrela Morta

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Autor: Josué Montello

Editora: José Olympio

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 213

Ano de edição: 1981

Peso: 230 g

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Bom
Marcio Mafra
07/05/2005 às 16:21
Brasília - DF

O velho relógio de Bronze, de Eduardo, é um conto monótono e cansativo. Ainda que o autor se esforce para ocultar o seu final, o enredo é completamente previsível.




Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Eduardo e a maldição do seu relógio de pêndulo...

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A previsão pânica, longe de ser a profecia de um vidente, estava baseada em cálculos científicos: dentro de alguns dias, um cometa se chocaria com a Terra, e o mundo rolaria pelo espaço, num trambolhão fatal. Eduardo se lembrava de ter lido a notícia em mais de um jornal. Ouvira-a também pelo rádio. Mas debalde buscou, nos jornais que tinha ao alcance da mão, no porta-jornais da sala, a notícia que antecipava a catástrofe. Por sinal que não lhe havia atribuído maior importância. Não era a primeira vez que se vaticinava o fim do mundo. Ele próprio, no início de sua vida litérária, tinha escrito uma novela baseada nesse desfecho - a que dera um remate cômico, com o vidente a interrogar, sobre os escombros do planeta: "Viram como eu acertei?" Agora, entretanto, a sua reação era diferente. Parecia-lhe que a previsão, apoiada em dados científicos, não poderia deixar de ser verdadeira. Tanto que havia sido transmitida de Londres para o resto do mundo. - Se fosse falsa, não a teriam divulgado. Sendo assim, como seria a catástrofe? Pela água, com os oceanos invadindo as cidades? Ou pelo fogo, com as labaredas ateadas pela cauda do cometa? Nada disso: a Terra se fragmentaria, transformada em várias luas, que terminariam por vagar no espaço em busca de nova órbita. E se os cientistas se houvessem equivocado quanto à data? Nesse caso, quem sabe se a destruição não ocorreria à noite, exatamente às nove e vinte? Uma sensação de alívio envolveu a consciência de Eduardo. Foi à mesa, apanhou um cigarro, e ficou a fumá-lo, de alma nova, caminhando entre a sala e o quarto, sob as vistas do relógio. A morte coletiva não o atemorizava. Estava certo de que, ao trambolhão dos astros, ninguém escaparia, e esse fim geral vinha-lhe mesmo a calhar, quase como uma graça divina. Até mesmo o bendizia, como um desfecho necessário. Sodoma e Gomorra não tinham sido destruídas pela cólera do Senhor? Uma ira igual estaria prestes a cair agora sobre a humanidade inteira, como remate aos desconcertos deste mundo. Por que escravos e senhores? E uns explorando outros? Povos ricos e fortes subjugavam os pequenos e não os deixavam prosperar, e havia guerras e ódios, e tráfico de armas, e cientistas a inventar instrumentos de destruição, e sacerdotes enganando a humanidade em nome dos céus, e seres como Tibério e como Abdias, e populações inteiras morrendo de fome. Era direito? Não, não era. Então que viesse com urgência a cauda do cometa, como uma vassourada de Deus! Veio-lhe mesmo o impulso de chegar à janela e gritar para a rua: - Hoje, vamos todos morrer! Mas sustou o passo no limiar da sala, voltado para o relógio. Não, aquele momento da morte não era para todos, mas só para ele. Só para ele fora dado o aviso fatal, com a imobilidade dos ponteiros do relógio. O cometa passaria ao largo da Terra, no seu caminho errante pelo espaço infinito, e a humanidade continuaria a viver neste planeta. - Só eu morrerei, e às nove e vinte! Voltou a sentir um vazio no estômago, a boca seca, um princípio de náusea e tonteira, e logo se recordou de que durante todo o dia sua alimentação não passara de pão, queijo e o copo de café na leiteria. Abriu a geladeira: ali havia uns restos de fruta, geléia, um vidro de compota, um pouco de presunto. Achou ainda um pedaço de maçã. E ali mesmo tratou de distrair a fome, enervado com o silêncio do apartamento. Voltando à sala, apanhou de cima da secretária o jornal da manhã e mais a carta por abrir, e veio sentar-se ao pé da janela. Deixou-se ficar largo tempo parado, de pernas esticadas, depois de correr os olhos pelo jornal, sem nada encontrar sobre o propalado fim do mundo. Chegou a cochilar, com a cabeça no recosto da poltrona, sem ânimo para distrair-se na leitura de um romance ou de uma peça de teatro. Parecia-lhe agora que todo o corpo lhe doía, com. os nervos esticados, a boca amarga, um ardor nos olhos. Depois, despertando, já com o sol rente à janela, rasgou o envelope, com a intuição instantânea de que ia aborrecer-se. Chegou a amarfanhar o envelope, disposto a lançá-lo fora, sem ler o que continha, mas mudou de idéia, e rasgou-o de lado, tirando dali um recorte de jornal dobrado ao meio. Num golpe de vista, reconheceu: - Outra miséria contra mim. Obra do mesmo canalha. E atirou envelope e recorte pela janela. De pé, olhando para a rua, viu os dois papéis descerem, oscilando devagar, até que uma rajada repentina os atirou longe, por trás do edifício.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Durante viagem de férias à S.Luis do Maranhão, por volta de 86, levei o livro Os Tambores de São Luis.Foi pura coincidência lê-lo na cidade que serviu de pano de fundo para a história do livro. Naquela ocasião, pude ver, conhecer e sentir diversos dos ambientes descritos na história do romance, incluindo os nomes de algumas ruas e logradouros do atual centro histórico da cidade. Esta coincidência, além de um acontecimento inédito, foi uma experiência muito curiosa porque se somaram à indiscutível qualidade do romance, os cenários da "vida" dos personagens do livro. Anos depois, comentava a coincidência da leitura e da viagem de férias com o Rafael, quando constatamos que o livro havia desaparecido de nossa casa. Depois, no ano de 1999, no dia do aniversário do Rafa, passávamos por uma livraria e lá encontramos esta coletânea. Compramos a coletânea por não encontrar "Os tambores.." Assim, numa tacada só, mataram-se oito coelhos com uma só cajadada. Daí a dedicatória: "Para o Rafael no seu aniversário de 99. Marcio." Em setembro de 2008, quando fazia uma revisão geral nos registros da bibliomafrateca para colocá-la na internet, constatei a falta do volume que possuia os oito romances enfeixados num só livro. A solução foi voltar a comprar cada um dos livros, por isso A Luz da Estrela Morta está aqui. Viva o sebo.


 

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