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Antes Que Os Pássaros Acordem

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Antes Que Os Pássaros Acordem

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Josué Montello

Editora: Nova Fronteira

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 200

Ano de edição: 1987

Peso: 250 g

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Bom
Marcio Mafra
07/05/2005 às 16:36
Brasília - DF

História chatinha e muito monótona do Gerard, do David Cohen e Isabelle, que se passa durante a invasão alemã à França. Um triângulo amoroso sem a menor graça, sem qualquer tesão. Um final sem sal nem pimenta.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Gerad, David Cohen e Izabele, contam a suas vidas em Paris, no tempo da ocupação dos nazistas.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

De um momento para outro, no estúdio de Florence, Gérard se sentiu intimidado pela rua. Não deveria sair. Para que expor-se a um constrangimento ou a uma violência, na hora em que as paixões explodiam, sem que as autoridades pudessem contê-las? E que iria fazer na Agência, se ali já o tinham procurado? Após longo debate consigo mesmo, defronte da janela entrecerrada, consultou Florence, e ela lhe deu razão, sem hesitar: - Fica aqui. Pelo menos uns dias. Deixa a onda passar. No entanto, ao cabo de uma semana entre as mesmas paredes, sem ao menos chegar à janela, já não suportava mais a reclusão. Por que havia de confinar-se, se podia sair? Além do mais, o auge das paixões tinha ocorrido nas primeiras horas, no Centro de Paris, e lá estivera ele, acima e abaixo, cantando com a multidão, sem que ninguém o agredisse ou prendesse. Ali no estúdio, limitado ao salão de teto baixo, sentia-se sufocado e nervoso, ouvindo rádio, ouvindo música, ouvindo cantorias e vivas. Imaginara deixar crescer a barba, para que não o identificassem no primeiro momento. Mas, à hora de barbear-se, repeliu a precaução excessiva, e ensaboou o rosto, voltando à imagem a que estava afeito no reflexo do espelho. Por fim, ao vê-lo desassossegado, a ir de um lado para outro, ora caminhando, ora sentando, sem paciência para distrair-se com seus desenhos, Florence o decidiu: - Sai. Por que não? Um dia tens de sair. Agora, já tudo está mais calmo. Assim é que não podes ficar. Eu, com o lenço na cabeça, já normalizei minha vida. Saio, faço minhas compras, ouço graçolas e insolências, mas dou de ombros, e fico na fila do pão ou da carne esperando a vez de ser atendida. Não protesto nem me explico. Vou deixando o tempo passar. Um dia, todos os ódios de hoje terão de acabar. Tenho a vida pela frente e vou vivendo. Não ia esperar que o ódio alheio acabasse, para viver minha vida. Tens de fazer o mesmo. Por que não? Ao pôr os pés na calçada da rua, Gérard hesitou. E se o prendessem, ao chegar à Agência? Ou se alguém o identificasse no Metrô, apontando-o à fúria dos exaltados? Chegou a parar um momento no batente da porta, quase dominado pelo pânico. Mas de pronto, reagiu. Não, não voltaria. E quando subiu a escada da Agência, depois de cumprimentar o porteiro do edifício, não retardou nem apressou o passo. Tratou de dar naturalidade ao seu regresso. Até ali tinha feito em paz o seu caminho. O que podia acontecer era encontrar a porta fechada, sem que o Pierre houvesse voltado. Do patamar, no momento em que alongou o olhar para o começo do corredor, viu a porta entreaberta. Sinal de que o Pierre já estava lá, tratando de acomodar-se à nova situação. E ao dar com o moço alto, gordo, de barba cerrada, que se havia instalado na velha cadeira do Augustin, com ar de dono da casa, nem teve tempo de apresentar-se. - Ora viva! - exclamou o outro, com ar jubiloso. - Já estava estranhando a sua ausência. Até pensei que estava fora. Na dúvida, ia passar por seu apartamento, ainda hoje. E só então, pelo tom de voz, Gérard identificou o filho do Pierre, mais alto, mais forte, como que aumentado pela barba e pela exigüidade da sala. Seria mesmo ele? E o outro, levantando-se: - Já me reconheceu? Sou o Jean-Jacques. - Sim, sim. Como não? - confirmou Gérard. E aproximando-se: - E seu pai? - Não soube? Encontrei-o morto, caído ao chão, na sala do apartamento, com a mão sobre o peito, ao lado da maleta de viagem. Ia fugir, com certeza. Para onde, não sei. Já começava a decompor-se. Fiz-lhe o enterro às pressas, não avisei ninguém. Foi melhor assim. Tudo simples. Somente eu no sepultamento. Se estivesse vivo, ia ter dores de cabeça, e sérias. E eu nada poderia fazer por ele, mesmo sendo meu pai. Seguiu pelo caminho errado. Não foi por falta de aviso. Não, não foi. Eu preveni. Chamou-me de ingênuo. Preferiu ouvir o Augustin, descendo a mesma ladeira. O Augustin pagou à vista. Ele, pelo visto, ia pagar também. E Jean-Jacques, apoiando as mãos cabeludas no tampo da mesa: - Agora, vida nova. A Agência continua. Ainda bem que o senhor voltou. Sua mesa está à sua espera. Tomara que não o incomodem. Com certeza, não vão incomodá-lo. Aqui, não era o senhor quem decidia. Logo, não precisa se preocupar. Nas primeiras horas, os excessos são naturais. Tive pena da Florence. Ainda bem que lhe pude salvar a vida. Na hora. Ela me viu menino . Vou trazê-la de volta. Mas vou ampliar a Agência. Mais moderna. Mais dinâmica. E o senhor vai me ajudar com o seu talento. Gosto muito de seus desenhos. Inconfundíveis. Um traço fino incomparável. E um movimento que só o senhor tem. Meu pai me dizia que, sem o senhor, a Agência não valeria nada. Penso como ele. Digo-lhe mais: no dia em que houver um salão para o desenho publicitário, o primeiro lugar é seu. Longe. Sem discussões. De volta à sua mesa, Gérard soprou a poeira, aparou os lápis, pôs em ordem as folhas de papel, sempre a pensar no Pierre, anos e anos nó outro canto da sala, agora sem ele para sempre. O filho tinha razão. Morrera na hora, antes que lhe sobreviessem as inevitáveis tribulações. Condená-lo-iam à morte? E por que não, se até um homem famoso como Sacha Guitry corria o mesmo perigo, recolhido à prisão de Fresne? Sabia-se aqui fora que as execuções se sucediam. Implacáveis. Sumárias. E que as prisões continuavam.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Durante viagem de férias à S.Luis do Maranhão, por volta de 86, levei o livro Os Tambores de São Luis.Foi pura coincidência lê-lo na cidade que serviu de pano de fundo para a história do livro. Naquela ocasião, pude ver, conhecer e sentir diversos dos ambientes descritos na história do romance, incluindo os nomes de algumas ruas e logradouros do atual centro histórico da cidade. Esta coincidência, além de um acontecimento inédito, foi uma experiência muito curiosa porque se somaram à indiscutível qualidade do romance, os cenários da "vida" dos personagens do livro. Anos depois, comentava a coincidência da leitura e da viagem de férias com o Rafael, quando constatamos que o livro havia desaparecido de nossa casa. Depois, no ano de 1999, no dia do aniversário do Rafa, passávamos por uma livraria e lá encontramos esta coletânea. Compramos a coletânea por não encontrar "Os tambores.." Assim, numa tacada só, mataram-se oito coelhos com uma só cajadada. Daí a dedicatória: "Para o Rafael no seu aniversário de 99. Marcio." Em setembro de 2008, quando fazia uma revisão geral nos registros da bibliomafrateca para colocá-la na internet, constatei a falta do volume que possuia os oito romances enfeixados num só livro. A solução foi voltar a comprar cada um dos livros, por isso Antes Que os Pássaros Acordem está aqui. Viva o sebo.


 

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