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Aleluia

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Aleluia

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Josué Montello

Editora: Nova Fronteira

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 188

Ano de edição: 1982

Peso: 235 g

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Ótimo
Marcio Mafra
07/05/2005 às 16:41
Brasília - DF

Aleluia é um romance com a cara de Jesus, como um andarilho, gente simples a caminhar pelas cidades do oriente médio, vivendo quase como um mago. Uma alegoria seca. Tão seca como a areia e os ventos do deserto. Ambientada nos tempos de Cristo, Herodes, Efrain e Samuel, as vezes o livro se parece com o Evangelho Segundo Jesus Cristo, do Saramago. Não fosse obra de um Mestre, o leitor pensaria besteira. História com o fim previsível - o visitante era Jesus. Contos como este existem às centenas, senão milhares, em qualquer língua, idioma ou dialeto.. Perderam a graça.




Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História no deserto, no tempo de Jesus.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Com certeza, àquela hora, já o Cristo e seus discípulos se tinham encaminhado para o Templo. Cheguei a imaginar o Mestre no Alpendre de Salomão, distraindo-os com as suas parábolas e as suas lições. Talvez estivesse misturado aos peregrinos que aguardavam fossem abertas as vinte e quatro portas, enquanto, lá dentro, os sacerdotes queimavam o incenso nas aras e acendiam os candelabros de sete braços. Apertei mais o passo, sentindo crescer à minha volta a luz matutina, com o céu a esbrasear-se por cima das muralhas de Hebrom. No topo do Templo, o levita estaria voltado para o Levante, preparando-se para anunciar o nascimento do Sol. E aqui embaixo, no pátio desimpedido, os sacerdotes se aprestariam para soprar com força as trombetas de prata, confirmando a boa nova. Alcancei Jerusalém quando a manhã ia acabando de nascer. A natureza tinha'um ar de festa, próprio para a Páscoa. De longe, olhei a casa de Caifás, o Palácio de Herodes, a fortaleza de Pilatos. Na claridade forte, os cedros pareciam mais altos e firmes, destacados no esplendor da luz dourada. Por toda parte, trilos de pardais, arrulhos de pombos sobre o teto das casas, e o vento a correr pelas ruas e a subir as encostas dos montes, dando ao verde das folhas uma cintilação nervosa, que repentinamente me assustou. A verdade é que, de um momento para outro, notei no ar, no ambiente, nas pessoas, na luz do sol, uma expectativa ansiosa, como a que sentimos com a intuição das más notícias. Parei na rua, como atordoado, já perto do Templo. E nisto avistei, andando à minha frente, um velho amigo e companheiro, o gordíssimo Elias, baixote, atarracado, de pernas curtas, e que, um ano antes, havia abandonado a sua oficina, no Beco dos Oleiros, para seguir o Cristo. Andáramos juntos, nos últimos tempos, palmilhando os mesmos caminhos, parando à borda das mesmas fontes, atravessando aldeias e desertos, a ouvir a palavra do Mestre. Elias era bom, e suave, e prestativo, de mãos macias, sorridente, falando pouco, e eis que, de um dia para outro, sem sabermos como, havia sumido, como se houvesse ficado na Galiléia ou em Samaria, restituído à rotina do mundo e ao convívio dos pecadores. Contente, gritei por ele. Mas Elias não se voltou. Apressou mais o passo, dobrou a primeira rua, à sua direita, e foi debalde que procurei por ele, nas ruas e becos circunjacentes. Ninguém o vira. Parecia que o chão o tinha tragado. Ou então sumira por trás de uma porta, fugindo de mim. - Não quer comprometer-se - concluí. E cheguei a achar graça na agilidade com que as suas enxúndias, amparadas pelas pernas curtas, de bunda mais larga que as espáduas, tinham rebolado e estremecido, esquivando-se de me falar. Não seria o primeiro. Outros fariam o mesmo, tomados de pânico...." Trecho..." Com certeza, àquela hora, já o Cristo e seus discípulos se tinham encaminhado para o Templo. Cheguei a imaginar o Mestre no Alpendre de Salomão, distraindo-os com as suas parábolas e as suas lições. Talvez estivesse misturado aos peregrinos que aguardavam fossem abertas as vinte e quatro portas, enquanto, lá dentro, os sacerdotes queimavam o incenso nas aras e acendiam os candelabros de sete braços. Apertei mais o passo, sentindo crescer à minha volta a luz matutina, com o céu a esbrasear-se por cima das muralhas de Hebrom. No topo do Templo, o levita estaria voltado para o Levante, preparando-se para anunciar o nascimento do Sol. E aqui embaixo, no pátio desimpedido, os sacerdotes se aprestariam para soprar com força as trombetas de prata, confirmando a boa nova. Alcancei Jerusalém quando a manhã ia acabando de nascer. A natureza tinha'um ar de festa, próprio para a Páscoa. De longe, olhei a casa de Caifás, o Palácio de Herodes, a fortaleza de Pilatos. Na claridade forte, os cedros pareciam mais altos e firmes, destacados no esplendor da luz dourada. Por toda parte, trilos de pardais, arrulhos de pombos sobre o teto das casas, e o vento a correr pelas ruas e a subir as encostas dos montes, dando ao verde das folhas uma cintilação nervosa, que repentinamente me assustou. A verdade é que, de um momento para outro, notei no ar, no ambiente, nas pessoas, na luz do sol, uma expectativa ansiosa, como a que sentimos com a intuição das más notícias. Parei na rua, como atordoado, já perto do Templo. E nisto avistei, andando à minha frente, um velho amigo e companheiro, o gordíssimo Elias, baixote, atarracado, de pernas curtas, e que, um ano antes, havia abandonado a sua oficina, no Beco dos Oleiros, para seguir o Cristo. Andáramos juntos, nos últimos tempos, palmilhando os mesmos caminhos, parando à borda das mesmas fontes, atravessando aldeias e desertos, a ouvir a palavra do Mestre. Elias era bom, e suave, e prestativo, de mãos macias, sorridente, falando pouco, e eis que, de um dia para outro, sem sabermos como, havia sumido, como se houvesse ficado na Galiléia ou em Samaria, restituído à rotina do mundo e ao convívio dos pecadores. Contente, gritei por ele. Mas Elias não se voltou. Apressou mais o passo, dobrou a primeira rua, à sua direita, e foi debalde que procurei por ele, nas ruas e becos circunjacentes. Ninguém o vira. Parecia que o chão o tinha tragado. Ou então sumira por trás de uma porta, fugindo de mim. - Não quer comprometer-se - concluí. E cheguei a achar graça na agilidade com que as suas enxúndias, amparadas pelas pernas curtas, de bunda mais larga que as espáduas, tinham rebolado e estremecido, esquivando-se de me falar. Não seria o primeiro. Outros fariam o mesmo, tomados de pânico...." Trecho..." Com certeza, àquela hora, já o Cristo e seus discípulos se tinham encaminhado para o Templo. Cheguei a imaginar o Mestre no Alpendre de Salomão, distraindo-os com as suas parábolas e as suas lições. Talvez estivesse misturado aos peregrinos que aguardavam fossem abertas as vinte e quatro portas, enquanto, lá dentro, os sacerdotes queimavam o incenso nas aras e acendiam os candelabros de sete braços. Apertei mais o passo, sentindo crescer à minha volta a luz matutina, com o céu a esbrasear-se por cima das muralhas de Hebrom. No topo do Templo, o levita estaria voltado para o Levante, preparando-se para anunciar o nascimento do Sol. E aqui embaixo, no pátio desimpedido, os sacerdotes se aprestariam para soprar com força as trombetas de prata, confirmando a boa nova. Alcancei Jerusalém quando a manhã ia acabando de nascer. A natureza tinha'um ar de festa, próprio para a Páscoa. De longe, olhei a casa de Caifás, o Palácio de Herodes, a fortaleza de Pilatos. Na claridade forte, os cedros pareciam mais altos e firmes, destacados no esplendor da luz dourada. Por toda parte, trilos de pardais, arrulhos de pombos sobre o teto das casas, e o vento a correr pelas ruas e a subir as encostas dos montes, dando ao verde das folhas uma cintilação nervosa, que repentinamente me assustou. A verdade é que, de um momento para outro, notei no ar, no ambiente, nas pessoas, na luz do sol, uma expectativa ansiosa, como a que sentimos com a intuição das más notícias. Parei na rua, como atordoado, já perto do Templo. E nisto avistei, andando à minha frente, um velho amigo e companheiro, o gordíssimo Elias, baixote, atarracado, de pernas curtas, e que, um ano antes, havia abandonado a sua oficina, no Beco dos Oleiros, para seguir o Cristo. Andáramos juntos, nos últimos tempos, palmilhando os mesmos caminhos, parando à borda das mesmas fontes, atravessando aldeias e desertos, a ouvir a palavra do Mestre. Elias era bom, e suave, e prestativo, de mãos macias, sorridente, falando pouco, e eis que, de um dia para outro, sem sabermos como, havia sumido, como se houvesse ficado na Galiléia ou em Samaria, restituído à rotina do mundo e ao convívio dos pecadores. Contente, gritei por ele. Mas Elias não se voltou. Apressou mais o passo, dobrou a primeira rua, à sua direita, e foi debalde que procurei por ele, nas ruas e becos circunjacentes. Ninguém o vira. Parecia que o chão o tinha tragado. Ou então sumira por trás de uma porta, fugindo de mim. - Não quer comprometer-se - concluí. E cheguei a achar graça na agilidade com que as suas enxúndias, amparadas pelas pernas curtas, de bunda mais larga que as espáduas, tinham rebolado e estremecido, esquivando-se de me falar. Não seria o primeiro. Outros fariam o mesmo, tomados de pânico...." Trecho..." Com certeza, àquela hora, já o Cristo e seus discípulos se tinham encaminhado para o Templo. Cheguei a imaginar o Mestre no Alpendre de Salomão, distraindo-os com as suas parábolas e as suas lições. Talvez estivesse misturado aos peregrinos que aguardavam fossem abertas as vinte e quatro portas, enquanto, lá dentro, os sacerdotes queimavam o incenso nas aras e acendiam os candelabros de sete braços. Apertei mais o passo, sentindo crescer à minha volta a luz matutina, com o céu a esbrasear-se por cima das muralhas de Hebrom. No topo do Templo, o levita estaria voltado para o Levante, preparando-se para anunciar o nascimento do Sol. E aqui embaixo, no pátio desimpedido, os sacerdotes se aprestariam para soprar com força as trombetas de prata, confirmando a boa nova. Alcancei Jerusalém quando a manhã ia acabando de nascer. A natureza tinha'um ar de festa, próprio para a Páscoa. De longe, olhei a casa de Caifás, o Palácio de Herodes, a fortaleza de Pilatos. Na claridade forte, os cedros pareciam mais altos e firmes, destacados no esplendor da luz dourada. Por toda parte, trilos de pardais, arrulhos de pombos sobre o teto das casas, e o vento a correr pelas ruas e a subir as encostas dos montes, dando ao verde das folhas uma cintilação nervosa, que repentinamente me assustou. A verdade é que, de um momento para outro, notei no ar, no ambiente, nas pessoas, na luz do sol, uma expectativa ansiosa, como a que sentimos com a intuição das más notícias. Parei na rua, como atordoado, já perto do Templo. E nisto avistei, andando à minha frente, um velho amigo e companheiro, o gordíssimo Elias, baixote, atarracado, de pernas curtas, e que, um ano antes, havia abandonado a sua oficina, no Beco dos Oleiros, para seguir o Cristo. Andáramos juntos, nos últimos tempos, palmilhando os mesmos caminhos, parando à borda das mesmas fontes, atravessando aldeias e desertos, a ouvir a palavra do Mestre. Elias era bom, e suave, e prestativo, de mãos macias, sorridente, falando pouco, e eis que, de um dia para outro, sem sabermos como, havia sumido, como se houvesse ficado na Galiléia ou em Samaria, restituído à rotina do mundo e ao convívio dos pecadores. Contente, gritei por ele. Mas Elias não se voltou. Apressou mais o passo, dobrou a primeira rua, à sua direita, e foi debalde que procurei por ele, nas ruas e becos circunjacentes. Ninguém o vira. Parecia que o chão o tinha tragado. Ou então sumira por trás de uma porta, fugindo de mim. - Não quer comprometer-se - concluí. E cheguei a achar graça na agilidade com que as suas enxúndias, amparadas pelas pernas curtas, de bunda mais larga que as espáduas, tinham rebolado e estremecido, esquivando-se de me falar. Não seria o primeiro. Outros fariam o mesmo, tomados de pânico.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Durante viagem de férias à S.Luis do Maranhão, por volta de 86, levei o livro Os Tambores de São Luis.Foi pura coincidência lê-lo na cidade que serviu de pano de fundo para a história do livro. Naquela ocasião, pude ver, conhecer e sentir diversos dos ambientes descritos na história do romance, incluindo os nomes de algumas ruas e logradouros do atual centro histórico da cidade. Esta coincidência, além de um acontecimento inédito, foi uma experiência muito curiosa porque se somaram à indiscutível qualidade do romance, os cenários da "vida" dos personagens do livro. Anos depois, comentava a coincidência da leitura e da viagem de férias com o Rafael, quando constatamos que o livro havia desaparecido de nossa casa. Depois, no ano de 1999, no dia do aniversário do Rafa, passávamos por uma livraria e lá encontramos esta coletânea. Compramos a coletânea por não encontrar "Os tambores.." Assim, numa tacada só, mataram-se oito coelhos com uma só cajadada. Daí a dedicatória: "Para o Rafael no seu aniversário de 99. Marcio." Em setembro de 2008, quando fazia uma revisão geral nos registros da bibliomafrateca para colocá-la na internet, constatei a falta do volume que possuia os oito romances enfeixados num só livro. A solução foi voltar a comprar cada um dos livros, por isso Aleluia está aqui. Viva o sebo.


 

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