carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

O Fantasma da Ópera

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
O Fantasma da Ópera

Livro Bom - 1 comentário

  • Leram
    7
  • Vão ler
    11
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    5

Autor: Gaston Leroux  

Editora: Ediouro

Assunto: Romance

Traduzido por: Lucia Marengo Bandeira de Melo

Páginas: 254

Ano de edição: 2005

Peso: 325 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Bom
Marcio Mafra
26/12/2005 às 12:22
Brasília - DF

O Fantasma da Ópera, escrito em 1910 por Gaston Leroux, foi adaptada para o teatro em 1987, resultando num musical, que se mantém em cartaz por mais de 18 anos. Além disso, o cinema transformou o musical num filme que também é exibido por anos a fio, ininterruptamente, numa rede de cinemas da Broadway. A primeira versão cinematográfica foi feita em 1925 pela Universal Pictures. Estima-se que desde a sua estréia, em Londres, o musical já foi visto por mais de 50 milhões de pessoas e apresentado nos EUA, Espanha, Inglaterra, Dinamarca, Alemanha, Hungria e Brasil. A história narrada no livro é complicada de ler. Porém, filme e musical são adaptações simplificadas de roteiro original, que proporciona uma exibição ou encenação, em pouco mais de uma hora. Já a novela escrita, que se transforma em livro, é coisa mais complicada, arrastada e difícil de ser entendida pelo leitor, ainda que - no caso do Fantasma da Ópera - se saiba como terminará a narrativa. A tradução é da Lucia Bandeira de Melo, com adaptação de Paulo Silveira. Acontece que tradução com adaptação, ou o contrário, adaptação com tradução, sempre resulta em leitura ruim, que por sua vez, acaba por prejudicar até as melhores "passagens" e "citações" dos personagens do livro, como: ..."ninguém será um verdadeiro parisiense se não souber usar a máscara da alegria, quando estiver triste..." Por ocasião da queda do lustre sobre a platéia, acidente atribuído ao fantasma, que assim provocou a substituição da "prima dona" Carlotta pela protegida do fantasma, a cantora Cristine Daaé, um jornal estampou a manchete: ..." Duzentos quilos na cabeça de uma porteira. Foi seu único necrológio..." Num baile de máscaras, o fantasma desfila com uma capa de veludo vermelha, onde estava bordada a frase..."Não me toque, sou a morte vermelha que passa...." Num passeio que os personagens Raoul e Cristine fizeram pelos cenários montados nos diversos sub solos do teatro, um trecho de seus diálogos, elogiava poetas...."pois tudo foi inventado pelos poetas que são mais altos que os homens...." Quando os diretores, desesperados, junto com um inspetor de polícia, perseguiam o fantasma...."ora faria melhor se me ajudasse a procurar Erik, afinal, um fantasma que sangra pode ser encontrado..." A história se arrasta com os planos do Fantasma atordoado e escondido nos subterrâneos do teatro e chega, finalmente, à sua batalha com Raoul pelo amor de Christine. Não tem muita graça. É um livro entojado. Chato de ler, embora a história do "Fantasma da Ópera" seja muito boa.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do Anjo da Música, também chamado de fantasma, que - com o rosto desfigurado - vive escondido entre os cinco pavimentos do sub solo de um teatro. Ele se apaixona por Cristine Daaé, cantora lírica, que ao substituir a famosa Carlotta num importante recital na Ópera de Paris, acabou por fazer mais sucesso que a titular. Ela - juntamente com outros artistas e trabalhadores da ópera - acredita que o repentino sucesso foi autoria do "Anjo da Música".

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

No palco uma confusão indescritível. Artistas, maquinistas, dançarinas e figurantes, todos fazem perguntas, gritam. - Que aconteceu? - Ela foi raptada! - O visconde de Chagny a levou! - Não, foi o conde! - Isso é coisa de Carlotta! - A culpa é do Fantasma! O exame dos alçapões e dos andares de serviço afastou a possibilidade de um acidente. Em meio à multidão, três personagens parecem desesperados: Gabriel, maestro do coro, Mercier, o administrador, e o secretário Rémy. Retirando-se para uma saleta que comunica o palco com o corredor do foyer do balé, os três discutem: - Bati mas não responderam - fala o secretário Rémy; referindo-se aos diretores. - Talvez não estejam mais no escritório. Deram ordem, no último intervalo, para não serem importunados. Não estão para ninguém. - E daí? - exclama Gabriel. - Não é todo dia que se seqüestra uma cantora em pleno palco! - Disse isso a ele? - quis saber Mercier. - Vou voltar lá - e Rémy sai correndo. Entra o diretor de cena e pergunta: - Então, Sr. Mercier, não vem? Que fazem os dois aqui? Precisamos de sua presença, senhor administrador. - Não vou fazer nada antes que o comissário chegue - decide Mercier. - Mandei chamar Mifroid. - Eu acho que deve ir imediatamente ao órgão. - Que viu por lá? - Ninguém! Entendeu bem? Ninguém! - Francamente! - e o diretor de cena afasta uma rebelde mecha de cabelos da testa. - Se houvesse alguém no órgão, esse alguém poderia explicar como o palco escureceu de repente. Mauclair não está em parte alguma, compreende? Mauclair era o chefe de iluminação que ficava à disposição da Ópera, dia e noite. E Mercier repete, abalado: - Ele não é encontrado. E os seus ajudantes? - Nem os ajudantes! Não há ninguém na iluminação. Acho que pode imaginar que a jovem não sumiu sozinha - o diretor de cena se exalta. - Havia um golpe organizado que é preciso investigar... E os diretores não aparecem! Proibi a descida à iluminação e deixei um bombeiro diante do nicho do órgão. Fiz bem? - Claro... agora, esperemos o comissário. O diretor de cena se afasta, murmurando insultos aos dois folgados que ficam encolhidos num canto quando o teatro inteiro está "de pernas para o ar". Gabriel e Mercier não estão tranqüilos. Tinham recebido uma ordem: os diretores não deviam ser incomodados por nenhuma razão. Rémy tentara contornar a ordem, sem sucesso. De regresso desta nova tentativa, é interrogado por Mercier: - E então? Falou com eles? - Bem, Moncharmin abriu a porta. Tinha os olhos esbugalhados e pensei que ia me bater. Gritou-me: "Tem um alfinete de segurança? Então, deixe-me em paz!" Quis dizer que estava acontecendo algo de incrível no teatro, mas ele só gritava: "Um alfinete de segurança! Preciso de um, imediatamente!" Um rapaz do escritório correu trazendo um alfinete e Moncharmin o pegou, batendo a porta! - Não pôde dizer a ele que Christine Daaé... - O homem espumava... só pensava no tal alfinete, ora! Acho que nossos diretores estão à beira da loucura! Isso não pode ficar assim. Não estou acostumado a ser tratado desse modo! - Deve ser outro golpe do Fantasma - sussurra Gabriel. Rémy sorri, Mercier suspira e parece pronto a revelar um segredo... mas, olhando para Gabriel, nada diz. Mas sente sua responsabilidade crescer. Como os diretores não aparecem, não se contém: - Eu mesmo vou até lá para falar com eles! - diz, enquanto Gabriel tenta detê-lo. - Pense no que está fazendo, Mercier. Se estão no escritório talvez seja por absoluta necessidade. O Fantasma sempre tem mais de um trunfo na manga! - Paciência - e Mercier balança a cabeça. - Vou até lá. Se me tivesse ouvido há mais tempo, a polícia já estaria sabendo de tudo. Sai e o secretário Rémy pergunta, em seguida: - Tudo o quê? Que teriam dito à polícia, Gabriel? Então, sabe de alguma coisa. Acho que deve me contar, se não quiser que eu pense que todos estão ficando malucos. Malucos de verdade! Gabriel faz cara de espanto, fingindo não compreender a inconveniente "explosão" do secretário e Rémy exaspera-se: - Esta noite, Richard e Moncharmin pareciam alienados. - Não percebi - diz Gabriel, quase grunhindo. - Então, foi o único? Acha que não os vi e que Parabise, o diretor do Crédito Central, não percebeu. E que o embaixador da Bordéria é cego? O professor de canto, os assinantes, todos apontavam para os nossos diretores. - Que foi que eles fizeram? - indaga Gabriel. - Sabe melhor que todos, ora! Você e Mercier os observavam! - Não entendo... - Gabriel ergue os braços, como a dizer que o assunto não lhe interessa... mas Rémy insiste: - Qua significa a nova mania deles? Não querem que ninguém se aproxime deles! - Como assim? - Isso mesmo. Não querem que ninguém toque neles. - Isso é muito estranho. - E não é tudo. Agora andam de costas! - Pensei que só os caranguejos andassem de costas! - Não ria, Gabriel! - Não estou rindo - e Gabriel assume um ar grave como um juiz. - Pode me explicar você que é íntimo da direção, por que no intervalo, diante do foyer, quando estendi a mão a Richard, ouvi Moncharmin dizer, em voz baixa: Afaste-se! Não toque no diretor"? Estarei com alguma doença contagiosa? Pouco depois, quando aquele embaixador dirigiu-se ao Sr. Richard, não viu o Sr. Moncharmin jogar-se entre os dois e gritar: "Sr. Embaixador, não toque no senhor diretor!"? - E o que fazia Richard enquanto isso? - Ora, deu meia-volta, fez uma mesura para alguém, embora não houvesse ninguém lá, e retirou-se, andando de costas. - De costas? - Moncharmin, atrás de Richard, também se virou, fez um rápido semicírculo e se retirou, também andando de costas! - Talvez estivesse ensaiando alguma coreografia... O secretário, furioso com tão vulgar piada, aperta os olhos e comprime os lábios. Curva-se ao ouvido de Gabriel: - Não se faça de difícil. Acontecem coisas aqui pelas quais você e Mercier são em parte responsáveis. - O quê? - Christine Daaé não foi a única a sumir de repente hoje... - Ora! - Nada de ora. Pode dizer-me por que Mercier tomou Mame Giry pela mão há pouco, logo que ela desceu ao foyer e a levou apressadamente com ele? - Não vi nada disso. - Tanto viu que seguiu Mercier e a Sra. Giry até o escritório de Mercier. Depois, eu vi você e Mercier, e não vi mais a Sra. Giry. - Acha que a comemos? - Vocês a trancaram no escritório e quando a gente passa por perto, sabe o que ouve? Os gritos dela: "Ah!, os bandidos!" Mercier chega, ofegante, e fala, com voz desanimada: - É mais forte que tudo... Eu gritei para eles: "É muito grave! Abram! Sou eu, Mercier!" Ouvi passos, a porta abriu-se e Moncharmin apareceu. Perguntou-me: "O que quer?" Respondi: "Raptaram Christine Daaé". E ele respondeu: "Melhor para ela!" Ai, fechou a porta, depois de colocar uma coisa na minha mão - Mercier abre a mão, e Rémye Gabriel olham. - O alfinete de segurança! - exclama Rémy. - Muito estranhou... - murmura Gabriel. De repente, uma voz faz os três se voltarem. - Perdão, senhores, poderiam informar-me onde está Christine Daaé? A pergunta teria provocado neles uma explosão de risos se não tivessem notado uma expressão de sofrimento no rosto do visconde de Chagny.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Fantasma da Ópera foi um dos livros adquiridos na bienal do livro, do Rio de Janeiro, em maio de 2005.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2020
Todos os direitos reservados.