carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Puxa-saquismo culto - Carta de Demissão

Antes de criar a nova Bahia, com um governo revolucionário, Antonio Balbino já era nome nacional. Formado em Direito no Rio em 1932, aos 20 anos, orador da turma, com mestrado em economia política pela Sorbonne, em Paris,  jornalista, professor de sociologia, filosofia e finanças,  deputado estadual  e relator da Constituinte baiana de 1934,  em 1950 elege-se deputado federal pelo PSD e, com sua cultura e competência fez tal sucesso na Câmara que, já em 1953, era ministro da Educação.

 

Kleber Sampaio, jornalista, por e-mail em 30/7/2012

 

Em 25 de junho de 1954, manda carta ao presidente Getulio Vargas  demitindo-se do ministério para disputar o governo da Bahia pelo PTB. O final da longa carta de sete laudas é um retrato do caráter de Balbino:

 

“Eminente amigo presidente Vargas, consinta-me, ao lhe agradecer tantas e tão reiteradas provas de apreço, consideração e estima com que me distinguiu, quer particularmente quer como seu Ministro, dizer-lhe que lhe desejo de coração todas as venturas pessoais e o mais completo êxito nos seus inexcedíveis e permanentes propósitos de bem servir ao Brasil, mas que se alguma dificuldade surgir nos seus dias futuros – o que Deus evite – dentre os amigos que lhe demonstraram ser certos nas suas horas incertas, por lealdade ao dever de reconhecimento, Vossa Excelência não tenha dúvida de que, na primeira linha, encontrará o Antonio Balbino”.

"Em campanha na Bahia, mas sempre a seu lado, Balbino."

 

 

Passados dois meses, em 24 de agosto do mesmo ano, Carlos Lacerda da UDN e generais tentam tirar Vargas do governo. Ele reage ao golpe suicidando-se. Antonio Balbino manteve sua candidatura e foi eleito Governador da Bahia.

 

 

 

 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2022
Todos os direitos reservados.