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História dos Vampiros

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História dos Vampiros

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Autor: Claude Lecouteux  

Editora: Unesp

Assunto: Vampirismo

Traduzido por: Álvaro Lorencini

Páginas: 210

Ano de edição: 2005

Peso: 265 g

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Bom
Marcio Mafra
06/03/2006 às 17:33
Brasília - DF

A história dos vampiros é para leitura de estudo. Não é livro de ler numa sentada. É quase um ensaio. Uma absurda produção literária trata de vampiros, fantasmas, lobisomens, feiticeiras, demônios e outros mitos. Foram muitos os autores e artistas famosos, todos sérios e de sucesso, como Bram Stoker - criador do Drácula - além de Alexandre Dumas, Baudelaire, Byron e tantos outros, que deram seguimento aos medos e angústias dos homens e mulheres atingidos pelas bruxarias. Desde o inicio dos anos 1900, contam-se mais de 600 filmes realizados sobre o tema do vampirismo e seus assemelhados. A narrativa é quase didática e se desenrola em capítulos - oito - com muita receita, ou forma de como se proteger dos vampiros. Em diversos desses capítulos, contam-se como são as melhores defesas contra estes mitos. A mais agressiva delas, se constituía em abrir túmulos, desenterrar o defunto e decapitá-lo para que assim eles se tornassem inofensivos para sempre. Um exemplo dessas maluquices era na Bulgária, onde os mortos eram classificados como puros ou impuros. Os homens solteiros eram considerados impuros, porque não sendo casados, não se realizaram. A maneira de torná-los puros era fazer com o defunto desenterrado, um ritual de casamento.... Leitura que mistura cultura, antropologia, mitos, costumes e fantasmas - claro - é uma coisa tão inútil, mas que no entanto, pode ser divertida.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história deste livro está no seu subtítulo, que resume o conteúdo: Autópsia de um mito. Trata-se de um mergulho - respeitável, porém não muito profundo - nos significados das centenas e centenas de imagens de vampiro, que povoaram as narrativas de quase todos os romances "trágicos" na Europa, tanto antes, quanto depois da revolução francesa.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Do vampiro à vamp. Sheridan Le Fanu com Carmilla, Bram Stoker com Lucy e Théophile Gautier com Clarimonde, vampiro de A morta amorosa,? para citar apenas alguns escritores, criaram o personagem da mulher vampiro que, cum grano salis, originará a vamp moderna, que o shorter English Dictionary define assim: "Uma mulher que se esforça para encantar ou cativar os homens (freqüentemente por razões desonestas ou discutíveis) utilizando sua atração sexual sem escrúpulos". As mulheres vampiros são sedutoras irresistíveis e morrer sob seus beijos é um prazer - pensamos no filme de Roger Vadim, E morrer de prazer (1960) -, aterrorizante ambigüidade que contribuiu para o sucesso dos romances que as põem em cena. De uma fria crueldade, exigindo abandono total e volúpia, elas se deleitam com a dor e a lenta agonia da vítima. Carmilla mata lentamente Laura, contrariamente a suas outras vítimas, e os sentimentos que ela deixa transparecer são confusos. Lucy muda realmente de figura: Depois seus olhos pousaram em nós um após o outro. Eram os olhos de Lucy quanto à forma e à cor; mas os olhos de Lucy impuros e brilhando com um fogo infernal no lugar daquelas doces e cândidas pupilas que todos tínhamos amado tanto ... Enquanto ela continuava a nos olhar com seus olhos flamejantes e perversos, seu rosto irradiou-se com um sorriso voluptuoso. E ela avança para Arthur, seu marido, e diz num tom langoroso, enquanto mantém gestos repletos de graça e volúpia: "Venha comigo, Arthur!". Não se pode resistir à atração da mulher vampiro, mesmo quando, como na narrativa de Tolstoi, sabemos que se deve tratar de uma morta: "A força com a qual enlaçava meus braços em torno de Sdenka fez entrar em meu peito uma das pontas da cruz que vocês acabam de ver", declara monsieur d'Urfé. Eu observava Sdenka e vi que seus traços, embora ainda belos, estavam contraídos pela morte, que seus olhos não enxergavam e seu sorriso era uma convulsão, impressa pela agonia sobre o rosto de um cadáver. Ao mesmo tempo, senti no quarto um odor nauseabundo que, de ordinário, é espalhado pelas sepulturas mal-fechadas. A terrível verdade surgiu diante de mim com toda sua feiúra. É de extrema justiça que o herói da história escape do abraço de Sdenka, agora vampiro, enquanto Gorcha espera atrás da janela apoiado sobre uma estaca ensangüentada. Sheridan Le Fanu acentua o caráter erótico e confuso de Carmilla, que declara a Laura: "Você é minha, será minha e estaremos juntas para sempre" ... "Querida", murmura ela, "vivo em você, e você morrerá em mim, eu a amo tanto". Sua vítima é presa de sentimentos mesclados: Eu estava, como ela dizia, "atraída por ela", mas sentia ao mesmo tempo uma espécie de repulsa em relação a ela. Nesse sentimento ambíguo, entretanto, a atração predominava em muito. Minha amiga me interessava e me seduzia: ela era bela e dotada de um encanto indescritível. Quando Théophile Gautier conta como Clarimonde vem procurar Romuald após falecer, este declara: "Tinha esquecido totalmente os avisos do abade Sérapion e o caráter de que eu estava revestido" - Romuald é padre. "Tinha caído, sem resistência, ao primeiro assalto. Nem sequer tentei repelir o tentador; o frescor da pele de Clarimonde penetrava na minha, e eu sentia arrepios voluptuosos correndo pelo meu corpo". A sedução da mulher vampiro é tal que quem se apaixona por ela está pronto a perder sua existência para que ela viva: "Eu mesmo teria aberto os braços e lhe diria: 'Beba! E que meu amor se infiltre no seu corpo com meu sangue!"', exclama Romuald. Mas em Théophile Gautier a mulher predomina sobre o vampiro, contrariamente à Lucy, de Bram Stoker. Essa perturbação voluptuosa se instala nas narrativas como uma constante e Ponson du Terrail faz uma vítima dizer: Ele via, ele ouvia o vampiro que respirava por sacolejos. Ele o sentia deitado sobre si, aspirando seu sangue com uma rude voracidade e, situação estranha!, apesar do terror e da dor que sentia, experimentava uma espécie de volúpia indefinível, um acerbo prazer nesse atroz contato.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei o livro após leitura de informativo da Editora da Universidade de São Paulo Unesp, onde constava que tratar-se de um estudo, quase um ensaio, com objetivo de desmistificar o vampiro, descobrindo o contexto em que se arraigou o mito.


 

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