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O Rio Invisível

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O Rio Invisível

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Autor: Pablo Neruda  

Editora: Bertrand Brasil

Assunto: Poesia

Traduzido por: Rolando Roque da Silva

Páginas: 205

Ano de edição: 2004

Peso: 265 g

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Bom
Marcio Mafra
14/03/2006 às 18:55
Brasília - DF

Entre mais de uma centena de versos e pequenos textos de prosa, o Rio Invisível, não encanta, salvo por uma ou outra rara passagem poética, como no Papagaio de Papel. Bom mesmo - senão o melhor de todo o livro - é o texto da contra capa: A Vida. É verdadeiro supor que a tradução não tenha colaborado para trazer ao Rio Invisível, toda a mágica e o encanto da linguagem do poeta centenário. Na verdade traduzir encantamento de um Pablo Neruda, é coisa muito difícil, senão, impossível


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Poemas de Pablo Neruda.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A Vida. A vida, a vida é coisa lenta. Por isso há que pensar de imediato em deixar que passe sem saber que passa. Há que deixar de fora todos os demais, há que se meter a gente mais dentro de si mesma. Quando a chuva principia a cair, há que ter uma casa e um telhado e uma braseira. Depois, se chega o bom tempo, que haja uma arvorezinha verde sob a qual descansar. Há outros homens no mundo, é verdade. Os portos distantes trazem e levam homens ruivos, de outras terras em que também há sóis e chuvas. Pois bem, esses que chorem. Já se trabalhou bastante para lhes dar o que não se pode dar. Trabalha-se, é claro, depois a gente se acostuma a trabalhar. Os vícios... o amor... tudo há que deixar de fora. O amor, também o amor. Lá na juventude era bom; sempre havia uma coisa oculta e perfumada que estalava pela boca e pelas veias; agora não. Agora, menino, agora temos que viver. Deixa tudo de fora, tudo. E conserta o teu telhado, que já começa a chover...

 

 

Trecho..."Poesia do Papagaio de Papel. Papagaio dos meninos, alto sobre os povoados, assinalas a tua subida. Tulipa de papel, mantida com altivez, descambas para o Leste. Eu subi a lombada beirando o céu. Ah, mais livre do que a minha alma, errante e só. Passei o inverno atrás de uma janela e de repente um sol de orvalho se deteve na relva. Do outro lado, das cidades, longe, longe daqui. Não obstante, beirando o céu, surgiste na colina. Bailas, grave e audaz, como que te imobilizando. Irmão da flecha, assustas as abelhas e trepas a teu arco de fio. Vento, vento sem presença, estendes a corda que sustém o brinquedo e elevas essa frágil alegria. Mariposa sem destino, vacilante ante tudo. Anuncias a primavera mais acima das macieiras brancas. Gota de cor, flor artificial, entusiasmo de tudo. Eu gritei sobre a lombada, fugia distante para os lados de onde soa a badalada, onde minha amiga está com seu triste sorriso. Ou mais além ainda, porque ninguém me espera. Vens de longe, coração meu, e ainda te afastas. Contemplo-te enredado na relva, olhando para os bosques e não te reconheço. Aqui brincas, abres o teu abandono em forma de leque. Não obstante, acesa a luz, e a mão no rosto, para que dizer: "isto foi assim", "isto está morto". É que renasce de em meio às cicatrizes a raiz enterrada. A quem pertence o branco vento? Gritei sozinho no bosque. Triste, livre de todos, defendeste a tua alma. Tristeza, para que dizê-la, e fugindo, fugindo sempre. A ti te associo, companheira, minha doce mulher. Era sem dúvida a que o vento queria arrastar atrás de seu trenó, entre mariposas defuntas. Distante da colina, cortando o céu, súbito vacilas. Longe, longe e ardendo alto sobre as árvores. Tulipa de papel, mantida com altivez, no vento apressado, giras entre as suas aspas pesadas de silêncio.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Dentre as muitas aquisições que fiz na bienal do livro, no Rio de Janeiro, em maio de 2005, escolhi este Pablo Neruda porque o chileno é um ícone da poesia sul americana..


 

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