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Na Antevéspera

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Na Antevéspera

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Monteiro Lobato  

Editora: Brasiliense

Assunto: Contos

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 310

Ano de edição: 1951

Peso: 580 g

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Ruim
Marcio Mafra
07/05/2006 às 20:12
Brasília - DF

Lá pelos anos 1957 ou 1958, os adolescentes de 13 ou 14 anos que liam Monteiro Lobato, além de fazerem uma grande pose de intelectual, se recusavam a ler os livros de "literatura infantil" porque isso era coisa de criança, senão de mariquinhas. Na antevéspera, é um livro importante, porque trata - pela primeira vez - na literatura brasileira, do assunto político-social-religioso-americanicista da "caça aos comunistas" ou "caça às bruxas". Se durante a 2ª Guerra, aqui no Brasil havia a caça aos alemães, aos japoneses e aos judeus, logo após o final da guerra, começou a caça às bruxas comunistas. Era o "Marcatismo" brasileiro. Os contos constantes desde volume de "antevéspera" é meio colcha de retalho, com um viés de "patchwork" inglês, no que se refere a época em que foram escritas as crônicas. Isso se deu por uma conveniência, meramente de interesse comercial, do editor, conforme está bem explicado no prefácio da 1º Edição. Tanto é fato que, independentemente da data em que a crônica foi escrita, o "Manuelita Rosas" se constitui numa divertida primeira alusão política à "superioridade" social, econômica e política dos argentinos. Já o "Bacilus Vírgula" é texto, também histórico, porque é um artigo seguido da explicação do próprio Monteiro Lobato, pelo fato de ter sido intimado a comparecer não sei a que delegacia de polícia, onde lhe fora comunicado que "ordens de cima" não permitiam a publicação do livro porque - simplesmente - tratava de Lenim. "Ah! Comunista não!" Este é o registro literário do "Marcatismo" no Brasil. Vate retro satanás. Esta história se repetiu - recentemente - nos anos do vexatório golpe de estado perpetrado pelos militares em 1964, resultando numa covarde ditadura que durou cerca de 20 anos. Na antevéspera, certamente não é o melhor livro de contos do Lobato, mas deixa entrever em suas páginas - ou em sua alma - a parte sórdida da história republicana brasileira, lá pelos anos 30. Maldição independe do tempo.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Neste volume Monteiro Lobato aparece com o que escreveu no tempo da presidencia Bernardes e começos da de Washington Luis - e o estado d' alma daqueles tempos se reflete em numerosos aspectos. O volume está acrescido de coisas de epoca muito posterior, como "O cabeça chata" - "Euclides, um genio americano" - "Dom Bosco e o petroleo" - "O saco de carvão", e tambem coisas bem anteriores, como "Uma visita a Guiomar Novais" e "Ariel e a Rainha Mab", ainda do tempo do "Minarete". A necessidade de equilibrar a materia dos varios volumes nos levou e estes anacronismos. (Transcrição da Nota dos Editores)

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Bacilus, vírgula. Os jornais argentinos dão-se a luxos nababescos. Questão de dinheiro. Eles lá têm pesos, dos sonantes; nós cá apesar das nossas decantadas riquezas temos o peso da permanente miquia que em tudo se reflete e no jornalismo tanto quanto no resto, senão mais. O jornal moderno, ao molde americano, é a reportagem sensacional. Mas com este alcaloide estupefaciente se dá o mesmo que com os filmes de estrondo: só está ao alcance das empresas que nadam em ouro. Sem derrame de libra, dolar ou peso, não ha colher as preciosas orquideas da sensação - flores que se não confundem com o escandalo social. Em materia de reportagem temos que nos ater á reportagem do pobre: visitas ali ao morro do Pinto, revelação de casas d' opio numa colonia chinesa sem opio nem rabicho, interviews com personalidades itinerantes. Troco miudo. Libras de aluminio amarelo. Já no Prata as coisas mudam. Os jornais são monstros tentaculares que, se drenam do publico rios de ouro, em troca lhe dão acepipes dos mais finos, mandados vir de onde quer que se encontrem, custem o que custarem. Lembram os Lucullus romanos que despachavam naus aos confins do mundo em busca do peixe raro e da ave exotica; se tais gastronomos não comeram as asas da fenix ensopadas em molho de figados de grifo, e que não houve arapuca bastante astuciosa para filar tais aves. A ambrosia moderna do sensacional, que nós aqui só temos requentada, dessorada, adquirida em "sebos", têm-na os platinos de primeira mão, fresca e cheirosa como Ganimedes a apresentava a Jupiter. Para obte-la enchem de pesos magnificos reporters e os lançam aos confins do mundo. O processo dos Lucullus, pois não ha outro. Tenho diante dos olhos uma coisa dessas. E' a reportagem de Adolfo Agorio, um perfeito escritor mandado á Russia por um jornal que tira (paciencia, Brasil!) 250 mil exemplares: "Critica". Agorio foi ao teatro eslavo ver com seus olhos, ouvir com seus ouvidos e apalpar com suas papilas tacteis o imenso drama social encenado por Lenine. Bajo la mirada de Lenin, é o titulo, em seis colunas. do magistral estudo com que o jornal brindou o publico em trinta edições consecutivas. Graças a isso tem a Argentina a sua visão pessoal da Russia, enquanto nós aqui pensamos dela o que suspeitissimo francês quer que pensemos. Paris nos manda, com os figurinos, visões da Russia ad-usum basbaquismo antartico. Falsas, pois. Visões tendenciosas. Outrora a senha de Quintino Bocaiuva era - "Olhemos para o Mexico." Hoje no mundo inteiro a senha é: - "Olhemos para a Russia." O dia da amanhã referve lá, como o dia de hoje já ferveu em Paris, na Convenção. Mas nós só vemos a Russia com os oculos pretos que o francês nos dá. Isso nos leva a monumentos de ratice, como foi o caso do navio russo que impedimos de entrar em nossos portos. Deu-nos o medo de que o pobre barco mercante viesse com carga de ideias novas e nos contaminassem as ideias velhas, bolorentas como batatas podres. Em torno das quais vivemos de cócoras. O fato lembra-me uma impressão da meninice. Déra o colera-morbus ás nessas plagas e ao espanto do primeiro momento sucedeu logo um louvabilissimo arrepio sanitario. Houve febre de planos profilaticos, mais intensa que a febre atual das palavras cruzadas. Os coroneis, orgãos pensantes, deliberantes e agentes do Interior, mexeram-se, coçaram-se no Chemoviz e por fim acordaram numa novidade linda: estabelecer cordões sanitarios. Eu estava em Tremembé e assisti ao esticar-se dum desses cordões á cabeça da ponte sobre o Paraiba, rio que banha aquele feliz recanto do orbe. Constituíam-no tres soldados, de Comblain ao ombro, com ordens terminantissimas de não deixar passar. .. o "bacillus vírgula"! Riem-se os da capital da ingenuidade coronelicia:no entanto, em que se diferencia ela do caso do navio russo? Tal navio desceu ao Prata e ancorou em Buenos Aires; lá refrescou, tomou carvão e depois viagem, mansa e pacificamente. Não infeccionou coisa nenhuma; só serviu para abrir o apetite áqueles povos e lhes inocular o desejo de ter a sua visão pessoal da difamada Russia. E "Critica" tratou com Agorio um excurso ao "vulcão" onde ele esteve meses sem ser devorado pelo ogre de Moscou. Ao voltar deu a publico suas impressões, ventilando assim o ambiente patrio com as auras das ideias novas, nunca tão feias como as pintam os parasitas das ideias velhas. Lá. assim; aqui continuamos a ignorar o fenomeno russo e a nega-lo sob palavra dos "rentiers" franceses, naturalmente furiosos com a perda dos milhões devorados pelos grãos-duques e não devolvidos pelos soviets. Coronel, tu és onimodo! Onimodo e onipotente. Mas, por mal teu, és cru em historia como um pepino. Se soubesses um pouco de historia verias que já houve tempo em que tuas mofadas ideias, hoje tão ferozmente defendidas como "verdades", foram ideias novas, malsãs, de circulação vedada por meio de cordões sanitarios. A Santa-Aliança, que Deus haja em santa gloria, botou em todas as pontes da Europa os teus tres soldadinhos. . . Não obstante, as ideias passaram com as brisas, contaminaram o mundo, todo, venceram, envelheceram, emboloraram e serão amanhã pó, como é hoje pó 3 aspera ideologia da Santa-Aliança. A censura ao pensamento humano é cerca de taquara. Ideias são ondas hertzianas. Cada cerebro vale por emissor e receptor, sem antenas visiveis mas de infinita potencialidade. Péga o vento da Russia tão facihnente como o da barra - e péga como o sapo que não larga mais. Seus soldados, em que pése á tua poderosa estupidez, coronel, jamais fisgarão de passagem um fluido mais sutil que o "bacillus virgula". Apesar disso continuarás por longos anos a instrumento pensante, deliberante e agente da terra de Santa-Cruz... Após á publicação deste artigo sobre a Russia recebi uma intimação da policia para comparecer perante um delegado auxiliar. Fiz o testamento e fui. Dei com um moço fino, muito longe do truculento Javert que esperava encontrar no posto. Constando á policia que eu ia editar o livro de Adolfo Agorio, via-se ela na contingencia de advertir-me que o não fizesse, porque recebera ordem áe cima para apreender tal livro, caso aparecesse. Admirei intimamente a perfeição da nossa espionagem policial, pois de fato me ocorrera a ideia de pedir ao autor permissão para traduzir e publicar esse livro realmente precioso, o unico de quantos sei capaz de dar ao nosso publico uma noção exata do que se passa na Russia. A benemerencia dos editores está em lançar os livros sérios, não tendenciosos, merecedores de fé. Ora, sendo Agorio um alto funcionario do governo argentino, e tendo o seu livro saido lá, não só num jornal de larguissima tiragem, como em edição de dezenas de milhares, sem que as instituições se subvertessem, pareceu-me o naturalmente indicado para ser divulgado aqui. A policia, cumprindo ordens de cima, pensou de maneira diversa, e como editor bem policiado resignei-me a não prestar ao meu pais esse bom serviço. Agradeci ao amavel delegado o aviso que me vinha prevenir dissabores futuros e sai a meditar no misterio daquele de cima, de donde emanavam ordens que tão a pique vinham confirmar os meus conceitos emitidos n'A Manhã. Seja quem fõr, é um de cima bem irmão do nosso coronel da roça - e como ele bem ignorante de historia. Por pouco que soubesse do passado verificaria uma coisa extraordinaria: a coincidencia de ter o bolchevismo explodido justamente na Russia - na Russia, onde a policia era um polvo monstruoso que enleava cada criatura com um tentaculo e dispunha da Siberia, região muito maior e mais eficiente para destruir discolos do que a nossa pobre ilha Rasa. Se essa coincidencia não é de molde a convencer a todas as policias do mundo de que o pensamento humano e a emigração das ideias não são policiaveis, não sei o que seja. Walter Rathenau usou de uma bela palavra para indicar o processo de difusão das ideias: imigração vertical. Enquanto os coroneis de cima botam cordões sanitarios nas pontes e erguem outras cerquinbas de taquara, as ideias entram por projeção vertical. Além disso é ingenuidade acreditar em idelas russas. Se Lenine quisesse justificar as.. suas idelas com as de Jesus, era só abrir o Evangelho. Se o de cima que impediu a publicação do livro de Agorio fizesse um exame de conciencia nas suas ideias (e não duvido que as possua) veria com espanto que tem o cerebro cheio das chamadas ideias russas. Até a sua crença na eficacia da policia na compressão do pensamento humano é uma ideia russissima. Esteve encasquetada durante seculos na cabeça dos czares empenhados em manter a servidão do povo eslavo, e está. na cabeça dos lideres bolchevistas que suprimem os que não pensam como eles.


  • Descrição dos personagens

    Autor: Rede Globo de TV

    Veículo: Rede Globo de Tv 2006

    Fonte:

     A reunião de livros escritos por Monteiro Lobato contando as peripécias de Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, tia Anastácia, Emília e o Visconde de Sabugosa, formam sua mais importante e conhecida obra: O Sítio do Pica pau Amarelo. Dona Benta é a vovó de Narizinho e Pedrinho. Ela lê muito e é excelente contadora de histórias. Domina vários idiomas, tem uma grande cultura e sabe de tudo que acontece no mundo. Dona Benta mora no Sítio do Pica pau Amarelo.

    • Pedrinho é um menino de dez anos que mora com a mãe na cidade. Sua mãe chama-se Antonica e é filha da Dona Benta. Ele vai para o Sítio todas as férias. Pedrinho gosta de aventuras, como caçar onça e Saci.
    • O Saci é uma figura popular do nosso folclore. Ele é um negrinho de uma perna só, que usa uma carapuça vermelha e pita um cachimbo. Ele se torna amigo de Pedrinho quando o menino o captura dentro de um redemoinho mas depois lhe devolve a liberdade. Aí então, o Saci mostra a floresta e todos seus habitantes para Pedrinho.
    • A Cuca também é um personagem do folclore brasileiro. Ela é uma bruxa com cara e corpo de jacaré. Malvada, ela vive em sua caverna escura, criando poções mágicas e planejando invadir o Sítio. Quando fica brava, de muito longe ouve-se o seu urro de raiva.
    • Narizinho, a neta de Dona Benta e prima de Pedrinho, tem oito anos e mora no Sítio. Seu nome é Lúcia e, por causa de seu nariz arrebitado, é chamada de Narizinho. É uma menina gentil, carinhosa e inteligente. Foi criada na roça e sabe subir em árvores e pescar. Sua paixão é a boneca de pano Emília.
    • A Emília, no começo, era apenas uma boneca de pano, feita de uma saia velha de Tia Nastácia. Mas, depois de tomar as pílulas falantes do Doutor Caramujo, não parou mais de falar. Cheia de idéias e mandona, lidera a maioria das aventuras das crianças.
    • Tia Nastácia é sábia em matéria de cultura popular, é uma grande contadora de "causos" e acredita numa série de superstições. Ótima cozinheira, seus quitutes são famosos na redondeza. Tia Nastácia também cuida da limpeza da casa e dos animais. Ela vive querendo matar o Rabicó, animal de estimação de Narizinho, pra colocá-lo na panela. Só que Narizinho não deixa..
    • Rabicó é um leitão, guloso e covarde. Ganhou esse nome por causa do rabo curtinho. Está sempre fuçando o lixo atrás de comida, mas morre de medo da Tia Nastácia. Virou Marquês de Rabicó e casou-se com a Emília, por vontade de Narizinho.
    • Tio Barnabé é um "preto velho" que sabe de todos os mistérios do mato. Foi ele quem ensinou Pedrinho a pegar o Saci. Tio Barnabé cuida da Vaca Mocha e das galinhas.
    • Visconde de Sabugosa é um boneco de sabugo de milho feito por Pedrinho. Ele o deixou na biblioteca o que transformou o Visconde em um sábio, que está sempre pesquisando e estudando sobre vários assuntos. O Visconde tem um laboratório, no porão da casa de Dona Benta. Uma de suas invenções é o pó de Pirlimpimpim que leva as crianças do Sítio em muitas viagens.
    • Quindim é um rinoceronte africano, domesticado, que fugiu de um circo. Muito doce e falante, tornou-se o guardião do Sítio, pelo seu tamanho e sua força. Ele sabe muito sobre gramática e outras ciências, guiando as crianças no País da Gramática.
    • O Burro Falante foi salvo pelas crianças das garras de um tigre no País das Fábulas. É educado e fala muito bem. Ele fica no quintal com Quindim, lendo e conversando. Como sempre dá bons conselhos, a Emília deu-lhe o nome de Conselheiro.
Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

"Obras Completas" de Monteiro Lobato, é uma coleção composta de 30 livros, encadernação primorosa, capa dura, na cor verde. Os livros foram adquiridos em 1952 ou 1953, por meu pai, Ari Mafra, quando minha família residia às margens da baia norte, praia de fora, Rua Bocaiúva, 201, Florianópolis, ilha de Santa Catarina. Naquela ocasião meu pai era o Secretário Geral da Caixa Econômica Federal do Estado de Santa Catarina, uma espécie de Superintendente, na hierarquia da época. Frequentemente ele escrevia artigos para o jornal "O Estado". Também era professor titular do Instituto de Educação Dias Velho, onde lecionava Português, no curso Clássico, que corresponde aos três últimos anos, do atual curso médio. Na casa amarela (depois, em 1955 foi pintada de cor-de-rosa) da Rua Bocaiúva, os livros verdes do Monteiro Lobato, ficavam expostos, numa imponente estante, de pau marfim, num dos quartos da frente da casa, também chamado de escritório, onde ficava instalado o aparelho telefônico, número 2996. Ali, sentado a uma mesa, também de pau marfim, meu pai corrigia as provas de seus alunos. Eventualmente o escritório também servia de quarto de para hospedar, por poucos dias, algum parente. Meu pai e meu irmão Mario, já se encontravam em Brasília desde 1959. Eu, Miguel, Ari, Marilena e Vera, juntamente com minha mãe Eli, só viemos para Brasília, no dia 9 de maio de 1960, uma ensolarada segunda feira. Pela manhã embarcamos num Douglas DC-3 da Real Aerovias, com destino a São Paulo e escala em Curitiba. Em Congonhas, no início da tarde, fizemos conexão com outro vôo da Real, um possante Douglas Convair 240, em vôo sem escala, que chegou a Brasília, quase as 18 horas. Toda a "mudança" estava acomodada em 11 malas e 2 sacos de viagem. Um dos poucos pertences que não eram roupas nem objetos de uso pessoal foram os 30 livros da coleção do "Monteiro Lobato". Embora não fosse um mistério, nunca se soube por que motivos os livros vieram com a família. Talvez porque não houvesse para quem deixá-los. Inicialmente moramos numa pequena casa, construída pela FCP Fundação da Casa Popular, na Avenida W-3 Sul, quadra 24, atualmente HIGS 709. Em 1961 fomos morar no Bloco 11, da Super Quadra Sul 413. Nos dois endereços, os livros verdes estavam lá - majestosamente enfileirados - numa prateleira do fundo de corredor, como um marco importante para assinalar a "cultura métrica" da família. Em 1965, Marilena, ao se casar com Jaime Colares, levou consigo os livros do Monteiro Lobato. Eles foram morar na Avenida W 3 Sul, Quadra 40, hoje HIGS 712, numa casa de "fundos". Para decorar a modesta sala, Marilena se utilizou da "cultura métrica" colocando numa estante, entre enfeites decorativos e um aparelho de TV os livros do Monteiro Lobato. O mais importante é que ela guardou e cuidou com muito desvelo e carinho dos livros durante os últimos 41 anos. Em março de 2006, Marilena cedeu a coleção inteira, após saber do meu interesse e da existência da bibliomafrateca. Então a bibliomafrateca passou a ser a depositária das obras completas de Monteiro Lobato. Urupês foi o único livro extraviado. Para substituí-lo adquiri, num sebo, um exemplar, edição de 1959.


 

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