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D. Quixote das Crianças

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D. Quixote das Crianças

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Autor: Monteiro Lobato  

Editora: Brasiliense

Assunto: Crianças

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 224

Ano de edição: 1951

Peso: 450 g

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Bom
Marcio Mafra
20/05/2006 às 12:15
Brasília - DF

Don Quixote das Crianças foi uma idéia genial do Monteiro Lobato. O Objetivo do texto era incultar nos pequenos leitores a semente dos grandes clássicos da literatura. Coisa da genialidade de Lobato, porém difícil de verificar o resultado prático. Todo o texto é no formato de Dona Benta contanto as histórias para a sua platéia de sempre: Pedrinho, Narizinho, Emília, Visconde e Tia Nastácia.




Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

D. Quixote das crianças é a história de Dom Quixote de La Mancha, de Miguel Cervantes, adaptada ao publico infantil.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Grande combate com arrieiros. Pancadaria em D. Quixote e Sancho. - No dia seguinte, bem madrugada, D. Quixote e Sancho despediram-se dos bons cabreiros e puseram-se a caminho. Depois de atravessada uma extensa floresta, saíram num campo, através do qual corria um riacho de águas límpidas. Tão formoso lhes pareceu o sitio que apearam e soltaram as cavalgaduras para que pastassem livremente. Amo e escudeiro sentaram-se na relva macia e abriram os alforjes, porque a ceia da espera já estava digerida. Comeram com bom apetite. Confiado no bom gênio de Rocinante, Sancho deixou-o completamente solto - e disso veio desastre, porque, aparecendo um bando de animais, o cavalo correu a brincar com eles. Esses cavalos, porém, estavam com fome; queriam capim e não pandega; de modo que receberam o feixe de ossos a coices e mordidas, escangalhando-lhe os arreios. Os donos dos animais, vendo aquilo, correram de pau em cima do intruso. Ora, além de coices, receber pauladas, era muito para Rocinante. O pobre cavalo caiu por terra, derreado. Diante de tamanha ofensa, D. Quixote empunhou a espada e investiu contra os arrieiros, seguido de Sancho de cacete em punho. Travou-se renhidissima peleja, onde houve espadeiradas e pauladas a valer. Por fim, vencidos pelo numero,Sancho afocinhou e D. Quixote foi estatelar-se junto ao escangalhado Rocinante. Os arrieiros, certos de que tinham dado cabo dos três, montaram precipitadamente em seus cavalos e fugiram. Quem primeiro voltou a si foi Sancho. Abriu os olhos. Soltou um gemido profundo. - "Senhor D. Quixote! Ah, senhor D. Quixote!. . . . - "Que queres de mim, amigo? Respondeu com voz débil o fidalgo. - "Se me pudesse dar umas gotas do tal balsamo de Ferrabraz... Ha. de ser tão bom para amassamento a pau como para ferimentos de espada. - "Quem me dera ter aqui um bom frasco da maravilha! exclamou o herói da Mancha. Mas juro-te que em chegando a um castelo a primeira coisa de que cuidarei será abastecer-me duma boa reserva. - "Ah, senhor, como poderemos ir ter a castelos, se nem de pé conseguimos ficar?" - "São os ossos do oficio, meu caro. Muitas vezes nas aventuras acontecem coisas assim. Quando um cavaleiro está a ponto de tornar-se rei ou imperador, zás! ocorre um desastre e lá se vão os sonhos. - "Queira Deus, senhor, não nos aconteça um desastre fatal antes que eu apanhe a ilha prometida. . . - "Sossega, amigo Sancho. Has de ter a tua ilha. Mas deixemos isto agora e vejamos se Rocinante pode erguer-se, porque desta feita também o pobre cavalo levou a sua dose. -"E por que não havia de leva-la? Não é ele um cavalo andante? O que me alegra é que meu burrinho não entrou na dança. Lá está o malandro a regalar-se nos capins, sem pensar em coisa nenhuma desta vida. - "Bem vês, Sancho, que a fortuna sempre deixa uma porta aberta. Escuta. Na falta de Rocinante, não me pejo de ser carregado pelo teu jumento até onde possa curar-me das minhas feridas. Isto é dos livros. O bom Sileno, aio do deus Baco, entrou na cidade de cem portas (Tebas) montando num jumento. Levanta-te, pois; vai buscar o burro e partamos antes que caia a noite. O pobre escudeiro, arrancando vinte ais, trinta suspiros e vários berros de dor, a muito custo conseguiu pôr-se em pé, e lá se foi, a arrastar perna, para onde estava o burrinho. Trouxe-o. Ajudou em seguida o escangalhado Rocinante a erguer-se nas quatro patas. Trabalho maior foi enganchar D. Quixote sobre o jumento. Uf! só o conseguiu depois de tremendo esforço. Amarrou então a rédea de Rocinante á cauda do burro e tomou a frente, puxando-o pela rédea. E lá se foram.


  • Descrição dos personagens

    Autor: Rede Globo de TV

    Veículo: Rede Globo de Tv 2006

    Fonte:

     A reunião de livros escritos por Monteiro Lobato contando as peripécias de Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, tia Anastácia, Emília e o Visconde de Sabugosa, formam sua mais importante e conhecida obra: O Sítio do Pica pau Amarelo. Dona Benta é a vovó de Narizinho e Pedrinho. Ela lê muito e é excelente contadora de histórias. Domina vários idiomas, tem uma grande cultura e sabe de tudo que acontece no mundo. Dona Benta mora no Sítio do Pica pau Amarelo.

    • Pedrinho é um menino de dez anos que mora com a mãe na cidade. Sua mãe chama-se Antonica e é filha da Dona Benta. Ele vai para o Sítio todas as férias. Pedrinho gosta de aventuras, como caçar onça e Saci.
    • O Saci é uma figura popular do nosso folclore. Ele é um negrinho de uma perna só, que usa uma carapuça vermelha e pita um cachimbo. Ele se torna amigo de Pedrinho quando o menino o captura dentro de um redemoinho mas depois lhe devolve a liberdade. Aí então, o Saci mostra a floresta e todos seus habitantes para Pedrinho.
    • A Cuca também é um personagem do folclore brasileiro. Ela é uma bruxa com cara e corpo de jacaré. Malvada, ela vive em sua caverna escura, criando poções mágicas e planejando invadir o Sítio. Quando fica brava, de muito longe ouve-se o seu urro de raiva.
    • Narizinho, a neta de Dona Benta e prima de Pedrinho, tem oito anos e mora no Sítio. Seu nome é Lúcia e, por causa de seu nariz arrebitado, é chamada de Narizinho. É uma menina gentil, carinhosa e inteligente. Foi criada na roça e sabe subir em árvores e pescar. Sua paixão é a boneca de pano Emília.
    • A Emília, no começo, era apenas uma boneca de pano, feita de uma saia velha de Tia Nastácia. Mas, depois de tomar as pílulas falantes do Doutor Caramujo, não parou mais de falar. Cheia de idéias e mandona, lidera a maioria das aventuras das crianças.
    • Tia Nastácia é sábia em matéria de cultura popular, é uma grande contadora de "causos" e acredita numa série de superstições. Ótima cozinheira, seus quitutes são famosos na redondeza. Tia Nastácia também cuida da limpeza da casa e dos animais. Ela vive querendo matar o Rabicó, animal de estimação de Narizinho, pra colocá-lo na panela. Só que Narizinho não deixa..
    • Rabicó é um leitão, guloso e covarde. Ganhou esse nome por causa do rabo curtinho. Está sempre fuçando o lixo atrás de comida, mas morre de medo da Tia Nastácia. Virou Marquês de Rabicó e casou-se com a Emília, por vontade de Narizinho.
    • Tio Barnabé é um "preto velho" que sabe de todos os mistérios do mato. Foi ele quem ensinou Pedrinho a pegar o Saci. Tio Barnabé cuida da Vaca Mocha e das galinhas.
    • Visconde de Sabugosa é um boneco de sabugo de milho feito por Pedrinho. Ele o deixou na biblioteca o que transformou o Visconde em um sábio, que está sempre pesquisando e estudando sobre vários assuntos. O Visconde tem um laboratório, no porão da casa de Dona Benta. Uma de suas invenções é o pó de Pirlimpimpim que leva as crianças do Sítio em muitas viagens.
    • Quindim é um rinoceronte africano, domesticado, que fugiu de um circo. Muito doce e falante, tornou-se o guardião do Sítio, pelo seu tamanho e sua força. Ele sabe muito sobre gramática e outras ciências, guiando as crianças no País da Gramática.
    • O Burro Falante foi salvo pelas crianças das garras de um tigre no País das Fábulas. É educado e fala muito bem. Ele fica no quintal com Quindim, lendo e conversando. Como sempre dá bons conselhos, a Emília deu-lhe o nome de Conselheiro.
Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

"Obras Completas" de Monteiro Lobato, é uma coleção composta de 30 livros, encadernação primorosa, capa dura, na cor verde.. Os livros foram adquiridos em 1952 ou 1953, por meu pai, Ari Mafra, quando minha família residia às margens da baia norte, praia de fora, Rua Bocaiúva, 201, Florianópolis, ilha de Santa Catarina. Naquela ocasião meu pai era o Secretário Geral da Caixa Econômica Federal do Estado de Santa Catarina, uma espécie de Superintendente, na hierarquia da época. Frequentemente ele escrevia artigos para o jornal "O Estado". Também era professor titular do Instituto de Educação Dias Velho, onde lecionava Português, no curso Clássico, que corresponde aos três últimos anos, do atual curso médio. Na casa amarela (depois, em 1955 foi pintada de cor-de-rosa) da Rua Bocaiúva, os livros verdes do Monteiro Lobato, ficavam expostos, numa imponente estante, de pau marfim, num dos quartos da frente da casa, também chamado de escritório, onde ficava instalado o aparelho telefônico, número 2996. Ali, sentado a uma mesa, também de pau marfim, meu pai corrigia as provas de seus alunos. Eventualmente o escritório também servia de quarto de para hospedar, por poucos dias, algum parente. Meu pai e meu irmão Mario, já se encontravam em Brasília desde 1959. Eu, Miguel, Ari, Marilena e Vera, juntamente com minha mãe Eli, só viemos para Brasília, no dia 9 de maio de 1960, uma ensolarada segunda feira. Pela manhã embarcamos num Douglas DC-3 da Real Aerovias, com destino a São Paulo e escala em Curitiba. Em Congonhas, no início da tarde, fizemos conexão com outro vôo da Real, um possante Douglas Convair 240, em vôo sem escala, que chegou a Brasília, quase as 18 horas. Toda a "mudança" estava acomodada em 11 malas e 2 sacos de viagem. Um dos poucos pertences que não eram roupas nem objetos de uso pessoal foram os 30 livros da coleção do "Monteiro Lobato". Embora não fosse um mistério, nunca se soube por que motivos os livros vieram com a família. Talvez porque não houvesse para quem deixá-los. Inicialmente moramos numa pequena casa, construída pela FCP Fundação da Casa Popular, na Avenida W-3 Sul, quadra 24, atualmente HIGS 709. Em 1961 fomos morar no Bloco 11, da Super Quadra Sul 413. Nos dois endereços, os livros verdes estavam lá - majestosamente enfileirados - numa prateleira do fundo de corredor, como um marco importante para assinalar a "cultura métrica" da família. Em 1965, Marilena, ao se casar com Jaime Colares, levou consigo os livros do Monteiro Lobato. Eles foram morar na Avenida W 3 Sul, Quadra 40, hoje HIGS 712, numa casa de "fundos". Para decorar a modesta sala, Marilena se utilizou da "cultura métrica" colocando numa estante, entre enfeites decorativos e um aparelho de TV os livros do Monteiro Lobato. O mais importante é que ela guardou e cuidou com muito desvelo e carinho dos livros durante os últimos 41 anos. Em março de 2006, Marilena cedeu a coleção inteira, após saber do meu interesse e da existência da bibliomafrateca. Então a bibliomafrateca passou a ser a depositária das obras completas de Monteiro Lobato. Urupês foi o único livro extraviado. Para substituí-lo adquiri, num sebo, um exemplar, edição de 1959.


 

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