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Aprendi Com Meu Pai

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Aprendi Com Meu Pai

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Luis Colombini  

Editora: Versar

Assunto: Auto Ajuda

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 250

Ano de edição: 2006

Peso: 325 g

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Ruim
Marcio Mafra
03/06/2006 às 17:05
Brasília - DF

O livro é completamente bobo, além de ridículo. É literatura pra nada, do tipo revista Caras. Inacreditável que um jornalista experiente, tenha o atrevimento de escrever tamanha bobagem. Um festival - artificial - de incenso. Novamente a indústria livreira aplica o "conto da mídia": capa emocionante e titulo de leite condensado. Conto da mídia é o mesmo que conto do vigário, conto do paco, conto do bilhete premiado, ou seja, fraude. Fraude literária.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Cinqüenta e quatro pessoas bem sucedidas contam a maior lição que receberam de seu pai.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Com a pasta debaixo do braço, meu pai tocou a campainha e esperou. A porta da casa abriu, o homem deu três passos e dali mesmo, da varanda, falou bem alto para todo mundo ouvir: - Não admito cobrador na minha porta. Vá embora e não volte mais aqui. Parado no portão, meu pai, de fato, era cobrador de mensalidades do Clube de Campo da cidade de Jaú, no interior de São Paulo. Aquele homem, dono de uma grande fazenda, tinha duas mensalidades atrasadas. Tranqüilo como se a gritaria não fosse com ele, o pai disse: - O senhor poderia vir até o portão ? Vamos conversar com calma. Não sou cobrador. O senhor não me deve nada. Não estou aqui para cobrá-lo. Vim a sua casa para atender a seus interesses. Não sei se o senhor sabe mas sou um funcionário seu, pois trabalho para o clube do qual o senhor, como sócio, é um dos donos. - Como assim?, perguntou o homem, ainda fazendo cara de enfezado mas já amolecendo um pouco. É o tal benefício da dúvida. - O senhor costuma ir bastante ao clube com sua família, não é verdade? - É. - E o senhor gosta que sua família freqüente um lugar limpo, bem-cuidado, com grama aparada, tudo bem conservado, funcionários educados para atendê-lo, não é verdade? - É. - O senhor tem uma fazenda, com campo cultivado, gado no pasto e pomar em flor, e sabe que dá trabalho e custa dinheiro zelar por tudo isso, não é verdade? - É. - Então, com o clube é a mesma coisa. E, para que o nosso Clube de Campo esteja sempre como o senhor e sua família gostam, é do seu interesse que as mensalidades sejam pagas em dia e tudo fique em ordem e bonito, não é verdade? - É. - Pois então. Estou aqui para facilitar a sua vida, para que o senhor não precise enfrentar a fila do banco nem precise ir até a tesouraria do clube. Sem jeito e desarmado, o homem sacou o talão de cheques. Provavelmente a título de compensação pela grosseria, pagou de uma só vez as mensalidades atrasadas e também todas as que ainda estavam por vencer, o carnê inteiro, até o final do ano. O pai contou isso com um sorriso no rosto e concluiu: - Filho, não tem arma mais poderosa no mundo do que a bicaria. Bicaria é a palavra que ele usava para expressar a arte de "usar o bico" para ressaltar benefícios e conseguir seus objetivos. Bicaria não é sinônimo de levar no bico, de esperteza velhaca. Para a sabedoria do interior, bicaria é o mesmo que diplomacia, a ciência de usar as palavras, com jeito, trato, cordialidade e sabedoria, para conduzir a bom termo uma negociação. MEU PAI Na infância em jaú, cidade de interior de São Paulo, Mario Minarelli era um dos garotos mais franzinos da cidade. l1nha, como se dizia naquela época, "constituição fraca". Não raro, ficava doente. Terrivelmente tímido, nunca levantava a voz, não se metia em encrenca, nunca entrava em briga. Para ele, desenvolver a ciência e arte da bicaria não foi uma opção, mas uma questão de sobrevivência. Não fosse por ela, teria tudo para ser engolido pelos mais fortes. Para ganhar dinheiro, ainda menino, tentou trabalhar na lavoura, ajudar com a enxada, carregar sacas de café. Seu corpo não agüentou e ele teve de abandonar o campo. Tornou-se exímio entalhador de madeira, mas não demorou e o ofício entrou em vias de extinção, mesmo no interior, onde as coisas demoram, ou demoravam, mais para acontecer. Para sustentar a mulher e os três filhos, o único emprego que apareceu foi o de cobrador. Trabalhou para muitos clubes - dos bancários, o x:v de jaú, o Palmeiras da cidade - e também para casas de saúde que cuidavam de doentes e idosos. Tornou-se um mestre na arte de receber dívidas. Um dos melhores cobradores que jaú já teve.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Este livro foi comprado, em face da mídia que o propagou com grande emoção.


 

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