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Carta de Pero Vaz de Caminha

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Carta de Pero Vaz de Caminha

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Autor: Pero Vaz de Caminha  

Editora: Ipiranga

Assunto: História

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 29

Ano de edição: 1998

Peso: 75 g

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Ótimo
Marcio Mafra
30/07/2006 às 12:22
Brasília - DF

Transcrição do que consta da apresentação do livro, pomposamente chamado de Certidão de Nascimento do Brasil: "Entre as centenas de maneiras de comemoração que irão acontecer em torno do V Centenário do descobrimento do Brasil, uma delas, com certeza, será o da reedição e leitura da famosa Carta de Pero Vaz de Caminha, o escriba-navegador da Corte de Portugal. A Carta é o nosso maior patrimônio cultural e histórico, pois trata-se da Certidão de Nascimento do Brasil. É o mais rico documento que possuímos sobre quando e porquê fomos descobertos, quem nos acolheu e a compreensão de como nos tornaríamos Nação. Ler e conhecer a Carta de Caminha é viver a indescritível sensação de sentir os oito dias fantásticos passados, há cinco séculos, pela tripulação do navegador Cabral. Os detalhes da narrativa levam o leitor a uma terra tropical e ecologicamente equilibrada, que sonhamos e que almejamos..."


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Carta ao Rei Dom Manuel, escrita por Pero Vaz de Caminha, sobre a chegada a Terra de Santa Cruz.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Na quarta-feira seguinte, pela manhã topamos aves a que chamam fura-buchos e neste dia, a horas de véspera, avistamos terra, a saber: Em primeiro lugar um monte grande, muito alto e redondo e outras serras mais baixas ao sul dele; e terra rasa, com grandes arvoredos. Ao mesmo monte alto pôs o Capitão o nome de Monte Pascoal; e à Terra - Terra de Vera Cruz. Mandou lançar o prumo e acharam 25 braças e ao pôr do sol, a cerca de 6 léguas da terra, lançamos âncoras com 19 braças; ancoragem boa. Ali ficamos toda aquela noite e na quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos direitos à terra com os navios pequenos diante assinalando, 17, 16, 15, 14, 13, 12, 10 e 9 braças até meia légua da terra, onde todos lançamos âncoras em frente da boca dum rio; e chegaríamos a este ancoradouro às 10 horas, pouco mais ou menos. Dali houvemos vista de homens que andavam pela praia, cerca de 7 ou 8, segundo os navios pequenos disseram, porque chegaram primeiro. Ali lançamos os batéis e esquifes à água e vieram logo todos os capitães das naves a esta nau do Capitão-mor e ali conversaram. E o Capitão mandou no batel, a terra, Nicolau Coelho para ver aquele rio; e quando começou a ir para lá acudiram, à praia, homens, aos dois e aos três; Assim, quando o batel chegou à foz do rio estavam ali 18 ou 20 homens, pardos todos nus, sem nenhuma roupa que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos e suas setas. Vinham todos rijos para o batel e Nicolau Coelho fez-lhes sinal para que deixassem os arcos e eles os pousaram. Mas não pôde ter deles fala nem entendimento que aproveitasse porque o mar quebrava na costa. Apenas lhe deu um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na cabeça e um sombreiro preto. E um deles deu-lhe um sombreiro de penas de aves, compridas, com uma copazinha pequena, de penas vermelhas e pardas como as de papagaio. E outro deu-lhe um ramal grande de continhas brancas e miúdas que parecem ser de aljaveira, peças que, creio, o Capitão manda a Vossa Alteza. E com isto voltou às naus por ser tarde e deles não poder haver mais fala pelo estado do mar. À noite seguinte ventou tanto sueste com chuvaceiros que fez caçar as naus e, especialmente, a capitânia. Na sexta-feira pela manhã, às 8 horas, pouco mais ou menos, por conselho dos pilotos, mandou o Capitão levantar âncoras e fazer vela e fomos ao longo da costa com os batéis e esquifes amarrados pela popa, para norte, para ver se achávamos alguma abrigada e bom pouso, onde estivéssemos, para tomar água e lenha; não por já escassear, mas para nos completarmos aqui. Quando nos fizemos de vela estariam na praia, sentados, junto ao rio, cerca de 60 ou 70 homens que se juntaram ali, a pouco e pouco. Fomos de longo e mandou o Capitão aos navios pequenos que fossem mais chegados à terra e que, se achassem porto seguro para as naus, amainassem. Indo nós pela costa cerca de 10 léguas donde nos levantamos acharam os ditos navios pequenos um recife com um porto interno, muito bom e muito seguro, com uma entrada bem larga; entraram e amainaram. E as naus arribaram sobre eles. Um pouco antes do sol posto amainaram cerca de uma légua do recife e ancoraram em 11 braças.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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