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A Publicidade É Um Cadáver Que Nos Sorri

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A Publicidade É Um Cadáver Que Nos Sorri

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Oliviero Toscani  

Editora: Ediouro

Assunto: Publicidade

Traduzido por: Luiz Cavalcanti de M Guerra

Páginas: 187

Ano de edição: 1996

Peso: 215 g

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Ótimo
Marcio Mafra
12/10/2006 às 19:58
Brasília - DF

Comprei o livro pelo seu título, durante a bienal do Rio em 2005. Não fazia a mínima idéia que se tratasse da "obra fotográfica" do autor daqueles out-doors que provocaram polêmica em todo o mundo, inclusive no Brasil. Eram marcas da Beneton, uma revendedora de roupas, que estava vendendo conceito. Todo o livro é sobre a trajetória do Toscani, um colossal publicitário italiano, criador dos polêmicos out-doors que levavam a assinatura da Beneton. Interessante e curioso.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A publicidade em 10 capítulos: Tudo se refere à vida profissional do fotógrafo Toscani. 1) Aleluia! O neném faz xixi azulzinho. 2) Crime contra a inteligência 3) A Rainha da Inglaterra toda negra 4) Uma voltinha no mundo dos preconceitos 5) HIV publicidade 6) Eis publicidade, vou ao banheiro 7) Cruz, suástica, coca-cola 8) Brainstorming, briefing, mediaplanning, bulshiting 9) Contra a monocultura 10) Modelo turbo GTI, quatro babacas a Menos

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em fevereiro de 1992, no auge das paixões suscitadas pelas campanhas que utilizavam as fotos de grande reportagem, organizamos com Luciano Benetton uma série de entrevistas coletivas nas grandes capitais. Queríamos debater com o público, com a crítica, com os jornalistas, a fim de explicarmos o nosso trabalho, defender nossa concepção da publicidade, mostrar que não éramos cínicos. Essas reuniões conseguiram juntar muito mais do que apenas jornalistas; atraíram artistas, programadores visuais, fotógrafos, publicitários, o público curioso, em todas as cidades por onde passamos. Despertaram por toda parte controvérsias apaixonadas, particularmente sobre a necessidade ou não de fazer campanha contra a proliferação da Aids, mostrando os doentes ou o ato sexual em toda a sua crueza. A primeira entrevista coletiva ocorreu em Nova York no dia 13 de fevereiro. Kay e Bill Kirby, os pais de David, o aidético moribundo da foto de Thérese Frare, estavam presentes. Na véspera, em Ponzano Veneto, sede da Benetton, a campanha tinha sido apresentada aos diretores da empresa por Luciano Benetton em pessoa e por mim mesmo. Parecia um ensaio-geral. Todas as questões difíceis sobre a relação publicidade/produto, sobre a utilização instrumental de imagens realistas para vender, sobre a auto censura e os limites que deviam ser respeitados foram ali discutidas. Viríamos a nos deparar novamente com essas mesmas questões ao longo das entrevistas coletivas, depois em todas as campanhas seguintes. Para mim, a intensidade dos debates levantados e a paixão que suscitavam já davam prova da força dessas campanhas. Retorno a Nova York. Luciano abriu a entrevista às nove horas da manhã com um "Obrigado por serem tantos". Estávamos na Public Library, a biblioteca municipal. Trezentos jornalistas lotavam o recinto. Mas também fotógrafos, publicitários e toda a equipe de Colors, nosso jornal. Que algazarra! Não seria difícil imaginar que nos achávamos numa sala de concerto antes da chegada da orquestra. Tínhamos acabado de afinar os nossos instrumentos: o projetor de diapositivos relembrando todas as campanhas da Benetton, os microfones para a tribuna e a sala, os capacetes para a tradução simultânea. Nossas fotos de reportagem acabavam de ser publicadas na Vogue e na Vanity Fair, e estas revistas circulavam de mão em mão. Os jornalistas, alguns ferozes, apertavam-se em volta dos pais de David Kirby. Perguntaram-lhes: "Por que deram a permissão para que publicassem a foto do seu filho?", "Não sofrem, vendo-a estampada pelas ruas?". Secretamente, queriam desestabilizá-los, para que a Benetton viesse a ser denunciada como aproveitadora ou negociadora da infelicidade deles. O pai de David deu a seguinte resposta, com a maior dignidade e sem ódio: "Enquanto esteve vivo, meu filho lutou para que todo mundo fosse informado sobre a Aids e sobre os meios de preveni-la. Graças a essa terrível foto e a essa campanha internacional de cartazes, ele pode falar em voz alta. Nós nos servimos do poder e da fama da Benetton, a fim de que o público ficasse sabendo e suscitasse debates em todos os países a respeito dessa doença apavorante, desconhecida, que não se tem a coragem de olhar de frente." Suas palavras caíam no meio de um auditório inteiramente mudo. Depois não se ouviu mais do que a crepitação dos flashes agredindo o rosto transtornado da mãe de David, e as lágrimas do pai após a sua intervenção. Os jornalistas não conseguiam evitar a excitação


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei este livro por ocasião da Bienal do Livro, em maio de 2005, no Rio de Janeiro


 

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