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Religião: Prós e Contras Volume 2

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Religião: Prós e Contras Volume 2

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: A da Silva Mello  

Editora: Civilização Brasileira

Assunto: Ateismo

Traduzido por: Marcelo Coelho

Páginas: 887

Ano de edição: 1963

Peso: 635 g

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Ruim
Marcio Mafra
07/04/2007 às 19:16
Brasília - DF

O Doutor Silva Mello foi - indiscutivelmente - um autor de riquíssima produção. O livro em questão que trata dos prós e contras da religião, pretendeu se constituir num manual de ateísmo. Mais que um manual, um libelo. Ateísmo científico, se isso pode ser possível. O livro - em dois grossos e muito extensos volumes - foi escrito baseado numa impressionante massa de dados, argumentos científicos e pseudo científicos. Logo no prefácio, o autor informa que o titulo escolhido originalmente para o livro era "A Inexistência de Deus e da Alma e Uma Vida Mais Feliz." Pretensão pura. Não deu certo. Deve ser uma maldição de algum deus. O livro é um longo e muito chato vade-mécum de medicina, mesclado à física, permeado de química e acabado com biologia. Claro, que não poderia deixar de possuir muita filosofia, trespassada da boa e velha teologia, com excesso de citações, teorias e estudos das questões referentes ao conhecimento da divindade, dos seus atributos e das suas relações com o mundo dos homens. Chato e inconclusivo, talvez se preste muito para pesquisa. Porém, todo material de pesquisa se desatualiza. No segmento da medicina, biologia, química e física, assim como na informática, um livro editado em 63 - portanto, há mais de quarenta anos - encontra-se, senão completamente superado, está minimamente perto disso. O texto é cansativo, chato e desfocado de seu titulo.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os conflitos entre a ciência a a religião, abordando: 1) As doutrinas filosóficas na dependência da vida da constituição dos seus autores. 2) A filosofia do individuo 3) Maior honestidade na incultura 4) O problema da consciência e dificuldades em torno de sua compreensão 5) O problema religioso e o filosófico e sua importância 6) Os sonhos e dualismo do corpo e da alma 7) Identidade das religiões primitivas 8) O budismo e os exageros do bramanismo 9) Inconseqüências e absurdos das concepções religiosas. 10) As religiões da China e Japão. 11) As religiões monoteístas 12) As religiões tendendo sempre mais para o pessimismo e o sofrimento do que para a alegria e felicidade. 13) Ainda os inconvenientes das religiões. 14) Ainda os malefícios das religiões 15) Ataques ao ateísmo e suas razões. 16)O mundo agnóstico e uma pergunta a Voltaire sobre a existência de Deus. 17) Pode o homem viver sem religião sabendo que não possui uma alma. 18) Opiniões sobre a existência da alma 19) A imortalidade e nosso complexo de superioridade 20) A preocupação com a imortalidade e os temores dos crentes 21) A concepção da morte e a percepção dos animais 22) As loucuras das teologias 23) As influencias sociais das religiões 24) A psicanálise e os prejuízos de ilusões infantis 25) Capitulo final.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O organismo masculino pode tomar parte em tarefas femininas, como demonstram alguns animais inferiores, cujos machos se ocupam igualmente da defesa e a nutrição da prole. Até hoje, o papel materno na criação da família tem importância tão predominante, que a maioria das pessoas acredita caber exclusivamente à mãe a educação dos filhos. Nos últimos tempos, porém, psicólogos e psiquiatras estão reconhecendo que cabe igual responsabilidade ao pai, pois, na delinqüência infantil, é ele freqüentemente o maior culpado, por não saber dar aos filhos o exemplo e a direção que devem ter na vida. O que deve ser admitido cientificamente é que há motivações para o homem ter sentimentos paternos em relação aos filhos, fenômeno tanto mais compreensível quanto não existe entre os dois sexos oposição de secreções internas, sim uma diferenciação para mais ou para menos em relação ao homem e à mulher. O animal está mais ligado aos seus instintos, que, por sua vez, encontram-se em maior dependência das funções dos seus órgãos, sobretudo das secreções. É o que torna fácil observar quando o sexo entra despoticamente em função, resultando daí a maternidade. O animal encontra-se então sob a ação dos seus hormônios, que obedecem a um periodismo de função, fora do qual pode deixar de ter interesse pelo contacto sexual, também ficando alheio à maternidade. Tudo isso é orgânico, decorre de tal maneira dos órgãos e das suas funções, que os próprios animais do sexo masculino podem apresentar comportamento do sexo oposto, caso sejam tratados com hormônios femininos. Não quero me referir ao homossexualismo da espécie humana, que freqüentemente nada tem de orgânico ou hormônico, sendo em geral motivado pelo ambiente, a educação, o exemplo, isto é, por fatores mais psicológicos. O cérebro e a razão podem desvirtuar o que vem do instinto e tem significação biológica, podendo ser observados fenômenos da mesma natureza em animais, provavelmente corno recurso para treinar ou executar atos comandados pelo instinto. No homem, os instintos podem ser desviados ou alterados pela razão e por influências da vida social, condicionando anormalidades, que não mais correspondem a finalidades biológicas. Fora dessas situações é possível demonstrar que, no próprio ser humano, os hormônios sexuais são capazes de alterar a personalidade, masculinizando-a ou efeminando-a segundo os produtos empregados. E esses produtos, apesar de serem de procedência animal, têm ação equivalente sobre o homem. Já por aí podemos compreender a origem de muitos sentimentos humanos e perceber os fundamentos de muitos dos nossos conceitos de ética e moral. Quando uma macaca trata do filhote recém-nascido com todo o carinho e depois de morto, ainda o carrega nos braços durante dois ou mais dias, limpando-lhe o pelo e lavando-lhe o rosto, não tem isso nada de surpreendente, porque fato idêntico poderia passar, se com mães muito amorosas. Em vez de se tirar de observações dessa natureza a conclusão de que a alma humana é essencialmente diferente da dos animais, parece que elas demonstram antes a sua aproximação, sobretudo quando se pensa que o animal vive em cativeiro, completamente fora das suas condições normais de existência. Não é também muito diferente a situação da mãe que encontra num filho uma razão de ser para a vida, talvez até aí falha e cheia de decepções. Tudo isso são provas de que os sentimentos que agitam o ser humano e o animal são idênticos, embora diferentes quanto à sua intensidade. Quem quiser dar-se melhor conta da situação que atente para o contacto sexual, que se processa por meio de órgãos equivalentes, sob o influxo dos mesmos imperativos. Se o homem é capaz de sublimá-lo, dando-lhe forma mais poética e ideal, não há dúvida de que, nos seus fundamentos, é biologicamente semelhante, servindo às mesmas finalidades. Mas as aproximações são ainda maiores e sobem de categoria desde que se passem do simples contacto sexual às repercussões que podem acarretar ao organismo. Queremos nos referir de novo e antes de tudo ao papel da maternidade com as suas impressionantes manifestações. Para ilustrar quanto é poderoso esse papel na vida de animais, mesmo inferiores, basta considerar que a simples separação do recém-nascido de sua mãe pode, em algumas espécies, acarretar perturbações graves, mesmo mortais, por vezes de aparecimento tardio. O professor LiddelI, no "British Medical Journal", de 9 de abril de 1958, relata que cabritos, separados da mãe ao nascer, mesmo apenas por uma ou duas horas, apresentam depois mortalidade mais elevada do que os não submetidos a tal separação, morrendo a maioria daqueles durante o primeiro ano de vida. Não é extraordinário? Por sua vez, cordeiros, separados da mãe, ficam imóveis, perdidos, sem saber o que fazer. Recentemente, fiz uma observação desse gênero, que muito me impressionou. Trata-se de uma dúzia de pintos de poucos dias, produto de incubadeira, vindos de uma granja. Soltos no quintal, de 20 a 30 metros quadrados, com altos muros, de separação, ficaram reunidos num canto, espremidos uns contra os outros, parecendo formar um grande bloco de penas. Passaram-se assim dias e semanas, sem nunca se separarem, jamais correndo livre e afoitos, como é o caso quando criados por uma galinha. Estavam como amedrontados, em posição de defesa coletiva, tão tímidos e medrosos que o empregado achou-os abobalhados. Quero chamar a atenção para essa conseqüência da industrialização da vida animal, certamente capaz de reduzir ou suprimir a personalidade dos participantes. Não estará acontecendo algo de semelhante com o ser humano, que parece já estar se ressentindo da falta de carinho materno, vítima de uma vida cada vez mais artificial e padronizada? O pinto de chocadeira pode valer como um sinal de alarma, um aviso que deve despertar atenção, sobretudo em relação à nossa própria existência. Os doutores Herscher, Moore e Richmond, na "Science", de 28 de novembro de 1958, referem experiências executadas com cabras separadas dos seus filhos durante 5 a 10 minutos, logo depois de nascidos, meia a uma hora depois do parto. Para comparação, serviram-se de um lote idêntico desses animais não submetidos a tal separação. Dois a três meses mais tarde, verificaram o comportamento do primeiro grupo comparativamente ao segundo. Os resultados foram surpreendentes. Bastou às cabras do primeiro grupo essa separação do filho de apenas 5 a 10 minutos ao nascer para refletir-se isso no seu comportamento futuro, que assim nada tinha de instintivo, sendo condicionado simplesmente pela separação. Numa experiência posterior, essas mães eram separadas dos filhos durante 5 a 10 horas, ficando estes isolados num compartimento separado. Depois disso, a mãe recebia o seu próprio filho e mais dois cabritinhos da mesma idade, sendo então observada a maneira de agir desses, animais. Nos casos de não ter havido separação do filho ao nascer, a mãe recebia imediatamente o próprio filho, deixava-o mamar, enquanto não permitia que os dois outros o fizessem. A mãe que não havia sido separada do filho nutria-o mais prontamente e por mais tempo, enquanto as, submetidos à separação ao nascer davam de mamar ao próprio filho durante menor espaço de tempo, revelando-se mais acessíveis à mamadura de estranhos. Não há dúvida de que essa experiência tem grande significação biológica, pois mostra quanto um ato tão simples e de tão curta duração pode influenciar o comportamento de um animal até meses mais tarde, talvez durante toda a vida. São dados psicológicos que precisam ser levados em consideração, pois podem explicar muito da conduta humana, por exemplo em relação à influência que pode ter a amamentação, quer no seio materno, quer fora dele, por ama ou artificialmente. O que pode impor-se como natural e instintivo, talvez não passe então muitas vezes do que ocorreu no passado, cuja ação deixou de ser percebida. A suposição de que o homem é, pela sua origem, perverso e brutal, e impiedosa a natureza, como admitem teólogos, filósofos e pensadores, além dos próprios darwinistas, está em contradição com a vida do ser humano e a de quase todos os animais, que levam existência social, de comunidade, na qual entram em jogo sentimentos altruísticos, de auxílio mútuo, de companheirismo, de amizade, de cooperação. Por demais, conhecido é o fato de animais de espécies diferentes, mesmo opostos pelo gênero de vida, poderem viver em comunidade, na maior harmonia, mesmo quando antes viviam perseguindo-se, como verdadeiros inimigos. Ainda mais do que isso: podem tomar a si e proteger animais que lhes, servem de presa, aos quais davam caça, mas que agora podem adotar como filhos. E o mesmo lhes pode acontecer em relação ao homem, caso lhe tomem amizade, julgando-o o seu supremo senhor. Aliás, o que ainda ocorre habitualmente é de animais criados por espécies diferentes tomarem ràpidamente a sua maneira de viver, seguindo-os e imitando-os como se fossem da sua espécie. Na verdade, é admirável a necessidade de aproximação que existe entre os animais, sobretudo característica em relação ao sexo, mais imperativamente quando sobrevem a maturidade sexual. Aliás, um companheiro pode ser encontrado em variadas outras ocasiões, em geral um congênere qualquer, seja pai, mãe, irmão, filho, quando não mesmo um qualquer fora da própria espécie. Há animais que se afeiçoam ao ser humano, como é muito conhecido do cão, do gato, e também de aves, a galinha, o peru e inúmeros outros, criados em contacto direto com uma determinada pessoa. Montoison relata o caso de uma perdiz apaixonada por uma gazela e o de uma gaivota por uma tartaruga. Eu próprio descrevi o caso de um ganso afeiçoado a uma galinha que o havia criado e da qual copiou hábitos, contrários aos, do palmípede. Já tem sido reconhecido que a vida de grupo ou de comunidade só é possível quando baseada em princípios que levem os participantes a cumprí-las e respeitá-Ias. É claro que esses princípios não precisam ser codificados, nem estar na dependência de sanções morais, embora devam ter uma razão de ser biológica, capaz de explicar .


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Faz muitos anos comprei o volume 1 e 2 do Dr. Silva para conhecer o ateismo sob o ponto de vista de um quase cientista, pelo menos, pessoa que lida profissionalmente com as vicissitudes humanas.


 

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