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Catatau

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Catatau

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Paulo Leminski  

Editora: Travessa

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 425

Ano de edição: 2004

Peso: 670 g

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Ótimo
Marcio Mafra
06/04/2007 às 19:53
Brasília - DF

Catatau, é um livro que trata do novo e do velho, da história, seus fatos e mitos, num só parágrafo. Coisa que anula tanto o novo quanto o velho, porque parágrafo tem a função de separar um texto. O mesmo que separar as coisas, sejam novas, sejam velhas, históricas ou não. No texto - com parágrafo - as idéias ficam separadas, ordenadas, facilmente intelegíveis. No sem parágrafos, com mais de duas centenas de páginas, que envolve todo o Catatau, vira uma amálgama que traz para o papel a sua literatura, sua vida, sua alma, sua cultura e sua inteligência. Como conseqüência, no livro, tudo fica grande, monstruosamente grande, como o próprio catatau. Leminski, tão citado e comparado pelos críticos literários ao Joyce, Cortazar ou Mann, por vezes, lembra sim o James Joyce com seu catatau Ulysses, ou Julio Cortazar com o catatau O Jogo da Amarelinha, ou ainda o Thomas Mann, com seu catatau Montanha Mágica. Mas só lembra. Não têm conteúdos assemelhados. O Paulo Leminski, autor do melhor poema sobre a literatura e vida, neste Catatau, não alivia nada para o leitor. Eis que, logo na página de rosto fez constar no velho e bom latim:"usque consumatio doloris legendi", que em tradução livre significa: "leitura para ser consumida com dor" ou então "leitura dolorosa" É leitura penosa, difícil, chata, caótica, catatóica, mas.... inigualável.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Catatau é a obra prima do poeta curitibano, que sabia latim. Latim e português. Um livro idéia, um livro com estrutura kafkiniana ou joyciana, ou de Guimarães Rosa. Narra a historia da vida, da morte, da família, da música, do nascimento, do transporte, da maconha, da arte, da poesia, da religião, da bebida, da mulher, do sexo, do homem, dos dentes, da falta de dinheiro, do eterno filar comida, da cara e da coragem.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Se o seu léu casasse com a dona à toa, o descaso criava raízes remontando à mais alta antigüidade como um autóctone mas as línguas estilingues distribuíram exemplos e mantiveram as tábuas autênticas. Coisa é sucesso? Maior lampo do astro no zodíaco de Antyczewsky... Encare com naturalidade. A natura não deixa o gênio da chuva errar, molha grandes e pequenos, secos e molhados, molha o exaro e o impreciso e, se duvidar muito, até este ponto. Agorinha mesmo, um xiximirim. Num universo impreciso, é preciso ser inexato, dizer sempre quase antes do dito: "quase morreu" para "enterra hoje"; "quase chove" para "apres moi, le déluge"; "quase tudo" para dizer que entrou inteiro. Miríades de sóis perseguem turbilhões de heliotrópios entrando a dentro dos cruzamentos das coisas: respiro nessa luz um ar parado, respiro e tendo respirado na roda desse giro, passo e reparo. Quando formos embora, o câncer de Brasília engolirá tudo ou o núcleo de ordem da geometria dessas jaulas prevalecerá aqui? Tróia cairá, caiu Vrijburg. O real cheio de cáries vem aí. Coisa igual nunca se viu: nenhuma fraude o frustra. Nada obsta o projeto da primeira matéria, nenhuma carreira o barra nem tem barreira que o carregue! A vida daqui vira a via. Monstros adulteram as vias a poder de rasuras. Os bichos zombam dos sábios: montam uma peça mais perfeita que o laboratório da torre de cujas efemérides é a réplica em efígie. Tudo que o macaco tem a fazer é legitimar as duplicatas: a retentiva de um papagaio grava todos os percursos de um tatu examinando raízes nos convexos na terra, a língua do tamanduá abosrve* formigas que observam atentas todas as fases da operação. A cobra perscruta a calota das lupas. Para que fui pensar nisso? Logo essa arquitetura que não se justifica! A penumbra da preguiça pesa penedos nos pratos da balança do meu entendimento, dormir ao ruído do açúcar inchando nos caules das canas, acordar aos chocalhos de cobra


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Rafael me presenteou o Catatau no Natal de 2005, com a seguinte dedicatória: Marcio, Esta obra que lhe presenteio, você deve se lembrar, era um "capítulo à parte" da biografia não-auto Paulo Leminskiana. O Cara teve um trabalhão para escrever, e sem computador, ficou oito anos andando com o calhamaço prá cima e prá baixo. Paciência foi o que ele teve e é o que lhe recomendo. Paciência para tentar entender e Porque não? Paciência para tentar gostar. Se é mesmo a versão brasileira d'Ulisses, pode ser boa - afinal somos brasileiros - ou ruim - afinal morra James Joyce Pascowith. Conto com a sua maturidade literária para julgar o catatau sem pretender dizer que gostou - logo - entendo e sem pretender dizer que é superior, pois admite que não entendeu. Recapitulando: seja paciente, seja justo, seja um bom rapaz, tenha um feliz natal e um próspero ano novo. São votos de seu feliz filho Rafael e sua próspera nora Emília. 12/2005"


 

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