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O Vôo da Guará Vermelha

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O Vôo da Guará Vermelha

Livro Excelente - 1 comentário

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Autor: Maria Valéria Rezende  

Editora: Objetiva

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 182

Ano de edição: 2005

Peso: 315 g

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Excelente
Marcio Mafra
05/01/2007 às 23:51
Brasília - DF

Marcio Mafra - Data: 05/01/2007 - Conceito : Excelente



O Vôo da Guará Vermelha conta a vida do ajudante de pedreiro Rosálio, com o seu grande amor Irene, nordestina que vive em São Paulo, prostituta e aidética. A autora, mistura - com rara beleza - a cultura popular, como nos romances de cordel, com a miséria humana, que permeia a vida dos que vivem nos grotões da periferia. Os dois personagens principais vivem com muita intensidade todos os seus sonhos, alegrias e ingenuidades, causando uma autentica torcida do leitor para que sua história termine bem. O final, como o início e o meio do livro são surpreendentes. A vôo da Guará vermelha encanta. É fascinante, não só pela engenhosidade da narrativa, como pela poesia e simplicidade que salta do livro. Livraço.Vale a leitura. Excelente.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do Rosálio, pedreiro e grande poeta, vivida junto de Irene, prostituta e aidética.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Rosálio comeu, fartou-se, insiste com a mulher para que coma também, acha graça no bigode amarelo que ela tem agora na cara magra que assim parece mais nova, nem tão triste nem doente, e pensa em levá-la embora dali, para ver o sol, para algum lugar bonito onde haja árvores, flores, onde o mundo tenha cores de vida nova e não cinzas, ergue-se alegre e convida, vamos, mulher, passear, vista um vestido bonito que hoje é dia de folgar....

 ... mesmo o ceguinho Gonçalo e Da Guia que era muda, só fiquei de fora eu, que ninguém botou pra fora porque eu mesmo nem entrei, com vergonha de me apresentar à moça, sem nome nem pai nem mãe, com medo de ficar mudo, de tremer, de ter soluço só de chegar perto dela, com medo de cair morto se ela me mandasse embora, corri pra cima da serra pra ninguém lembrar de mim......

Mas o desejo danado que eu tinha de ver a moça era mais forte que tudo e, então passados uns dias, quando toda a meninada se metia lá na escola quando os grandes se entretinham cada qual com seu trabalho no roçado ou na cozinha, e ninguém podia ver, eu voltava sorrateiro me pendurava e trepava nas ramas do abacateiro de onde se via a janela...

quase caindo do galho, não podia ver as letras que ela escrevia no quadro e de nada adiantava aprender a cantoria. Meu consolo era que a moça quase nunca se escondia andava pra lá e pra cá, passando em frente à janela, às vezes se debruçava e espalhava aquele olhar tão lindo pra todo lado procurando alguma coisa, mirava o abacateiro de vez em quando sorria, e eu sentia uma quentura se esparramando do peito, correndo meu corpo inteiro....

 ...." Irene com mão tão leve, tão leve como se fosse mais lembrança que existência, uma asa de borboleta, uma garoa fininha, leve qual teia de aranha roçando o braço do homem, pedindo, ensina, Rosálio, me ensina para eu aprender a lição de João dos Ais, me fala para me embalar, já estou quase adormecendo, meus olhos já se fechando, quero assunto pra sonhar, me conta Rosálio. .. a história. . . Rosálio respira fundo para afastar o sono e o enfado, como um gato estira os braços para o corpo redespertar, olha para dentro de si, lembrando daquela história mas quando volta para fora é tarde, já não dá mais, Irene dormiu, sem sonhos, uma sombra, um fio de gente lá no canto da parede. Rosálio estende-se ao lado, na cama quase vazia, suspira, reza e adormece sonhando com João dos Ais...."


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei o livro em Parati, RJ, em agosto, porque a autora era uma das mais festejadas da FLIP 2006.


 

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