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Brás, Bexiga e Barra Funda, Laranja da China

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Brás, Bexiga e Barra Funda, Laranja da China

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Antônio de Alcântara Machado  

Editora: Martin Claret

Assunto: Contos

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 150

Ano de edição: 2006

Peso: 120 g

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Ruim
Marcio Mafra
26/08/2007 às 13:51
Brasília - DF

Livros de contos, ou crônicas, via de regra retratam os costumes da época em que foram escritos. Isso resulta, que com o passar do tempo, as imagens, fatos e personagens do conto fiquem "sem graça" ou esmaecidos, pois não são tão bem compreendidos pelos leitores, no contexto da moda, cultura, política e inteligência com que foram criados e descritos. Num raciocínio simplistas: são chatos. Brás, Bexiga e Barra Funda, e também, o Laranja da China, não são diferentes disso. Embora Antônio de Alcântara Machado tenha sido um escritor jovem, possuía invejada cultura e fina inteligência e sobretudo, grande talento como observador do dia-a-dia do paulistano, uma amálgama de brasileiro-ítalo-espanhol que despontava na sociedade da paulicéia de então. Como contista da semana de arte moderna de 1922, a característica de seu texto era a narrativa curta, muito semelhante à linguagem jornalística. Neste livro de contos o Alcântara Machado revela os costumes das pessoas que habitavam os bairros humildes da capital paulistana, num prisma bem jornalístico. Ele mesmo comentava, no prefácio "Este livro não nasceu livro: nasceu jornal. Estes contos não nasceram contos: nasceram notícias. E este prefácio portanto também não nasceu prefácio: nasceu artigo de fundo". Enfim: Contos chatos. Antigos. Sem graça.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Dois livros reunidos num volume. No primeiro: 1 - Artigo de Fundo; 2- Gaetaninho; 3- Carmela; 4 - Tiro de Guerra; 5 - Amor e Sangue; 6 - A Sociedade; 7- Lisetta; 8 - Corinthians x Palestra; 9 - Notas biográficas do novo deputado; 10 - O Monstro de rodas; 11 - Armazém Progresso; 12 Nacionalidade.

No Segundo, Laranja da China, os seguintes contos: 1 - O Revoltado Robespiere; 2 - O Patriota Washington; 3 - O filósofo Platão; 4 - A Apaixonada Elena; - 5 - O Inteligente Cícero; 6 - A Insigne Cornélia; 7 - O aventureiro Ulisses; 8 - A piedora Teresa; 9 - O Tímido José.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Xi, Gaetaninho, como é bom! Gaetaninho ficou banzando bem no meio da rua. O Ford quase o derrubou e ele não viu o Ford. O carroceiro disse um palavrão e ele não ouviu o palavrão. - Eh! Gaetaninho! Vem prá dentro. Grito materno sim: até filho surdo escuta. Virou o rosto tão feio de sardento, viu a mãe e viu o chinelo. - Súbito! Foi-se chegando devagarinho, devagarinho. Fazendo beicinho. Estudando o terreno. Diante da mãe e do chinelo parou. Balançou o corpo. Recurso de campeão de futebol. Fingiu tomar a direita. Mas deu meia volta instantânea e varou pela esquerda porta adentro. Êta salame de mestre! Ali na Rua Oriente a ralé quando muito andava de bonde. De automóvel ou carro só mesmo em dia de enterro. De enterro ou de casamento. Por isso mesmo o sonho de Gaetaninho era de realização muito difícil. Um sonho. O Beppino por exemplo. O Beppino naquela tarde atravessara de carro a cidade. Mas como? Atrás da tia Peronetta que se mudava para o Araçá. Assim também não era vantagem. Mas se era o único meio? Paciência. Gaetaninho enfiou a cabeça embaixo do travesseiro. Que beleza, rapaz! Na frente quatro cavalos pretos empenachados levavam a tia Filomena para o cemitério. Depois o padre. Depois o Savério noivo dela de lenço nos olhos. Depois ele. Na boléia do carro. Ao lado do cocheiro. Com a roupa marinheira e o gorro branco onde se lia: Encouraçado São Paulo. Não. Ficava mais bonito de roupa marinheira mas com a palhetinha nova que o irmão lhe trouxera da fábrica. E ligas pretas segurando as meias. Que beleza rapaz! Dentro do carro o pai os dois irmãos mais velhos (um de gravata vermelha outro de gravata verde) e o padrinho Seu Salomone. Muita gente nas calçadas, nas portas e nas janelas dos palacetes, vendo o enterro. Sobretudo admirando o Caetaninho. Mas Gaetaninho ainda não estava satisfeito. Queria ir carregando o chicote. O desgraçado do cocheiro não queria deixar. Nem por um instantinho só. Gaetaninho ia berrar mas a tia Filomena com a mania de cantar o "Ahi, Mari!" todas as manhãs o acordou. Primeiro ficou desapontado. Depois quase chorou de ódio. Tia Filomena teve um ataque de nervos quando soube do sonho de Gaetaninho. Tão forte que ele sentiu remorsos. E para sossego da família alarmada com o agouro tratou logo de substituir a tia por outra pessoa numa nova versão de seu sonho. Matutou, matutou, e escolheu o acendedor da Companhia de Gás, Seu Rubino, que uma vez lhe deu um cocre danado de doído. Os irmãos (esses) quando souberam da história resolveram arriscar de sociedade quinhentão no elefante. Deu a vaca. E eles ficaram loucos de raiva por não haverem logo adivinhado que não podia deixar de dar a vaca mesmo.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Antônio de Alcântara Machado, é festejado como importante partícipe do movimento modernista de 1922, no gênero "contos". Comprei seu livro numa promoção da Livraria Submarino, em julho de 2006.


 

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