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Garotos Incríveis

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Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Michael Chabon  

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Ivanir Alves Calado ou Alves Calado

Páginas: 333

Ano de edição: 2000

Peso: 470 g

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Ruim
Marcio Mafra
27/04/2008 às 17:20
Brasília - DF

Michael Chabon, embora seja um autor do tipo dinâmico, neste livro fez uma história frustrante, porque além de nunca se completar a ação, acaba como num livro policial, ou seja, previsível até embaixo dágua. A história de um escritor que não consegue concluir o seu livro e fica mergulhado numa crise existencial é muito monótona e muito chata. Chega a ser desconcertante, embora tenha umas passagens bem humoradas. Para quem gosta do estilo é prato cheio.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Grady Tripp, professor universitário e escritor que vive da fama obtida por um livro escrito em sua juventude. Escreve um romance de mais de 3 mil páginas, que não consegue concluir. Atormentado por este verdadeiro bloqueio mental, ele descobre que sua amante, Sara, está grávida dele.Nada se resolve por causa da crise existencial do escritor-professor Grady.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Pretendia deixar James dormir durante todo o caminho até Kinship,se ele precisasse, mas cerca de dez minutos depois de sair de Pittsburgh, sem querer, passei com o carro num buraco e, com o movimento súbito, ele ofegou, sentou-se empenigado e olhou ao redor. - Desculpe - disse ele, arregalado. Parecia muito sincero, como as pessoas ficam antes de acordar totalmente. - Tudo bem. Ei, você está com aquele doughnut no colo. Ele olhou para o doughnut e assentiu. - Onde nós estamos? Quanto tempo eu dormi? - Não muito. Ainda estamos nos subúrbios. Essa reposta pareceu preocupá-lo tremendamente. Ele olhou por cima de sua porta, depois por cima da minha, para os bosques organizados, as cercas e as chaminés pseudo-inglesas espiando por cima das árvores, depois girou no banco e olhou para trás. Imaginei se não continuava dormindo e sonhando. Mas de repente pareceu muito acordado, batendo o pé ao som da música do rádio, batucando com os dedos um ritmozinho no painel. Ajustou o ângulo do retrovisor lateral, mexeu na maçaneta da porta, levantou a janela e depois abaixou de novo. Pegou o doughnut que havia caído no colo e levou-o aos lábios. Depois, sem dar uma mordida, recolocou-o sobre o anel branco que o doce havia deixado no tecido do sobretudo. Pelo que tinha visto, James Leer não era uma pessoa irrequieta, por isso achei que ele estava tentando não ficar enjoado. - Você está bem? - perguntei. - Claro. Ótimo. - Ele pareceu espantado, como se eu o tivesse surpreendido lendo pensamentos impuros. - Por que pergunta? - Você parece meio nervoso. - Não. - Ele balançou a cabeça, o que o fazia parecer inocente de qualquer nervosismo neste ou em qualquer outro momento de sua vida até então. Pegou o doughnut, olhou-o um momento e o recolocou no lugar. - Estou me sentindo ótimo. Estou me sentindo... não sei. Normal - É bom ouvir isso. - Eu imaginei se estaria finalmente percebendo tudo; se estaria começando a entender que, depois de se engajar na noite passada em atividades tão diversas quanto ser arrastado de um auditório apinhado às gargalhadas, cometer roubo e ter o pau manuseado num local público, agora estava a caminho de passar a Páscoa, imagine só, com a família da mulher que havia abandonado o professor dissoluto, num Ford Galaxie amassado em cujo porta-malas estava o corpo de um cachorro que ele matara. - Você quer não fazer isso, James? - falei, com mais esperança do que pretendia. - Quer que a gente volte? - Você quer? - Eu? Não! Por que iria querer voltar? - Não sei - disse ele, parecendo meio espantado. - Meu chapa, essa idéia foi minha, lembra? Não, ei, eu estou ansioso para isso. Sério. A Páscoa. Verdade. Passar pelas Dez Pragas. Comer um monte de salsa. Sério, estou feliz por ter de ir lá. - Por que você tem de ir? - Você sabe o que quero dizer. - Uh huh - disse ele, incerto. - Não, senhor, eu também não quero voltar. - De novo ele verificou o retrovisor, virando-o para um lado, depois outro, como se preocupado com a possibilidade de alguém estar nos seguindo. - Está vendo algum carro da polícia? - perguntei. Ele me olhou por um ou dois segundos, depois decidiu que eu estava brincando. - Ainda não - falou com voz fraca. - Escute. Está tudo bem. Eu de certa forma perdi a coragem lá atrás, com a reitora, mas, é... nós vamos resolver tudo quando voltarmos à cidade esta noite. Juro. Certo? De qualquer modo, eles são uma família interessante, os Warshaw. Acho que você vai gostar um bocado. - Certo - disse ele, como se eu tivesse acabado de dar uma ordem. Parecia realmente a ponto de enjoar. - Foi todo aquele suco de laranja que você bebeu. Quer que eu pare? - Não. - Nós estamos em Sewickley Heights. Poderíamos achar um belo campo de golfe para vomitar. - Não! - Ele bateu no painel com as duas mãos. O porta-luvas se abriu e a bolsinha de maconha caiu. Ele agarrou-a e começou a enfiá-la para dentro de novo, mas depois deve ter se sentido bobo, ou pouco sofisticado, porque no instante seguinte desistiu de tentar recolocá-la e simplesmente ficou segurando a bolsinha enrolada, entre dois dedos, como se fosse um baseado gordo e translúcido. Estava ruborizando, ou pelo menos a pele de suas orelhas e sua nuca ficaram rubras, - Por favor. Eu estou bem. Só continue dirigindo. - Ei, meu chapa, se você... - Desculpe, professor Tripp. Eu só odeio essa porra desse lugar. - Fiquei surpreso ao ouvi-lo dizer um palavrão. Esse tipo de linguagem jamais aparecia em sua obra; na verdade, era quase artificialmente ausente, até mesmo em seus contos mais violentos e tortuosos, como se, na Hollywood em miniatura de sua alma, ele se sentisse constrangido a passar toda a sua produção por um conselho de censura interno, como o Hays Office. - Sewickley. Que punhado de... não sei... ricos... ricos sacanas. - Ele olhou para o colo. - Sinto pena deles. - Quer dizer que você não gostaria de ser um rico sacana? - Não. - James desenrolou a bolsinha sobre a coxa direita; a coxa esquerda estava ocupada pelo doughnut não comido. - Os ricos nunca são felizes. - Não? - Não - disse James em tom grave. - Quero dizer, as pessoas sem nenhum dinheiro também não têm grandes chances de felicidade na vida, claro. Mas os ricos, eu acho, não têm nenhuma. - A não ser que comprem - falei, mas fiquei maravilhado. de novo, com a juventude de James, perplexo e invejoso, como um velho lançador de beisebol, com o braço morto, vendo um jovem fenômeno birrento fazer lançamentos equivocados, tolos, que iam para todo canto. - Esta sua idéia é bastante original, devo dizer. "Os ricos nunca são felizes." Eu acho que Cidadão Kane teria sido muito mais interessante, você sabe, se de algum modo eles tivessem conseguido colocar esse tema no filme. - Certo. Entendi o que você quer dizer. - Ei, não olhe agora, mas acho que um dos ricos sacanas de SewickIey Heights gosta de você. - O quê? - Ele enfiou a bolsa de maconha debaixo da coxa. Uma mulher num Miata verde tinha emparelhado com meu carro. Era uma loura bonita, não parecia mais velha do que James, com óculos pretos.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Meu amigo Fred Monteiro me trouxe este e mais uns outros poucos livros, lá por meados de 2006.


 

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