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Declarando-se Culpado

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Declarando-se Culpado

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Autor: Scott Turow  

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: A B Pinheiro de Lemos

Páginas: 399

Ano de edição: 1993

Peso: 455 g

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Bom
Marcio Mafra
08/02/2008 às 17:22
Brasília - DF

Declarando-se Culpado é um romance cujo tema faz os personagens virarem heróis logo na primeira pagina. Mesmo assim a história "pra ruim não serve", embora pareça a repetição do conhecido conto "o gato e o rato". MacCornack Malloy é o gato e Bert Kamin é o rato. No meio da caçada, um espantoso desastre de avião e o desaparecimento não menos espantoso de quase 6 milhões de dólares, reservados para pagamento das indenizações das vitimas do desastre aéreo. Tem ritmo, tem fôlego, tem muito suspense, e o resto conhecido: sexo, polícia, corrupção, dinheiro, fama e colarinhos brancos para todos os gostos. Deve-se considerar, ainda, para deslustro do autor, da editora e do desavisado leitor que, Declarando-se Culpado, guarda a semelhança sacana - neste caso os interessados chamam de estilo - do Acima de Qualquer Suspeita e Ônus da Prova.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Na poderosa firma de advocacia Gage & Griswell, um ex-policial, ex-alcoólatra e sócio desta empresa é incumbido de uma perigosa missão: desaparecem o seu talentoso e combativo advogado e 5,6 milhões de dólares, destinados ao pagamento das ações judiciais pelo trágico desastre de um avião da TransNational Air, a maior empresa aérea do mundo - e sua principal cliente. Para penetrar neste mundo de corrupção e desvendar este mistério, Scott Turow leva o leitor ao mesmo local em que se desenrolaram seus dois consagrados bestsellers - Acima de Qualquer Suspeita e O Ônus da Prova -, ao fascinante condado de Kindle, onde conspiração, fraudes, roubos, vingança, paixão e assassinato correm de mãos juntas... O personagem central é McCormack A. Malloy, que se vê diante de uma delicada tarefa, imposta pelo Comitê de Supervisão Administrativa, que o encarrega de descobrir onde está Bert Kamin e os mais de 5 milhões de dólares. Nessa corrida desenfreada, Mack penetra nos santuários da G & G, onde os sócios manipulam e conspiram. Invade os pontos mais sinistros da cidade, como o Banho Russo, no coração de West End, onde o misterioso Kam Roberts deixou algumas pistas. E não demora muito para McCormack esbarrar com o seu ex-parceiro na polícia, que acalenta um antigo rancor contra ele. ScoU Turow compõe um personagem sensual, desbocado e expansivo, oprimido por um profundo conhecimento da vida e de suas próprias fraquezas irremediáveis, mas também abençoado com um incorrigível senso de humor negro. Um detetive magistral em um tenebroso thriller moral, cuja perseguição é de virar a página até o fim. (Transcrito da folha de rosto)

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Manhã de sexta-feira. Eu passava pelas portas giratórias da Torre quando um cara ainda jovem me deteve, a pele bexiguenta, os cabelos penteados para trás, cheios de gomalina, e um paletó exótico, feito com a pele de alguma criatura com um coração de duas câmaras. Familiar de algum lugar, como um ator que você viu na TV. - Sr. Malloy? Ele me mostrou um emblema, e é claro que o reconheci nesse momento, o companheiro servil de Pigeyes, Dewey. - Vocês de novo. - Gino gostaria de trocar uma palavrinha com o senhor. Olhei em todas as direções. Não acreditava que podia estar a menos de cem metros de Pigeyes sem captar alguma sensação sua, como um detector de mísseis sintonizado no infravermelho. Dewey indicava o meio-fio, onde avistei apenas um furgão enferrujado. Perguntei o que aconteceria se eu dissesse não. - Ora, cara, você pode fazer o que quiser. Eu não me arriscaria a sacaneá-lo. Você se meteu numa tremenda sujeira. Pigeyes estava puto da vida, era o que Dewey me dizia. Havia um tom vagamente queixoso em suas palavras. A vida forja todos os tipos de confrarias, e Dewey e eu estávamos em uma das mais estranhas: parceiros de Pigeyes. Não havia muitas pessoas no mundo que pudessem compreender seu apuro, e eu ainda era uma delas, apesar de tudo. Olhamos um para o outro por um momento, enquanto a multidão de Center City passava apressada, e depois o segui até o meio-fio e o furgão, que dava a impressão de ser um carro de entrega cansado de tanto trabalhar, com marcas escleróticas de ferrugem na carroceria, e seis dessas portinholas cinzentas do tipo bolha, duas atrás, mais duas de cada lado. Quando Dewey abriu as portas traseiras, deparei com Pigeyes lá dentro, em companhia de um cara negro, outro tira. Era um furgão de vigilância. Não havia como saber há quanto tempo eles me vigiavam; pelo menos o tempo suficiente para saber que eu não estava lá em cima. Poderiam ter me seguido desde minha casa, ou então, o que era mais provável, ligaram para Lucinda, e souberam que eu ainda não chegara. Havia câmeras de vídeo montadas em tripés giratórios em cada uma das portinholas, e duas fileiras de equipamentos de gravação, em pequenos painéis de madeira, por trás do assento do motorista. Todo o interior fora acarpetado com um cinza peludo, desgastado em diversos pontos, com várias marcas de queimadura de cigarro. Os caras passavam longas noites ali, suplicando uns aos outros para não peidarem, vigiando alguém, traficantes ou chefões da Máfia, talvez algum maluco que dissera que tinha vontade de matar um senador. Havia porta-copos fixados nas paredes e bancos acarpetados sobre os espaços das rodas. Pigeyes sentava ao lado das aparelhagens eletrônicas, usando um desses bonés de pala curta. Imagino que era a sua fantasia quando realizava alguma missão secreta. Acenei com a cabeça, em vez de usar seu nome, e Dewey me segurou pelo cotovelo, a fim de me ajudar a subir. Lá dentro, o furgão recendia a fritura. Fiquei impressionado pelo acesso de Pigeyes a esse equipamento. A vigilância era uma unidade separada. Quando eu estava na polícia, eles descartavam um pedido de ajuda de Crimes Financeiros mais depressa do que a correspondência de propaganda. Mas Pigeyes tinha seu próprio departamento de polícia, com ligações e regras particulares. Seus primos eram tiras, assim como dois de seus irmãos, e ele tinha um dos "seus homens", como dizia, em cada canto do Hall. Podia resolver qualquer problema -licença e falta por doença, dinheiro para as despesas e o pagamento de um informante. Claro que ele retribuía os favores... fora da polícia também, diga-se de passagem. Os caras com que fora criado, caras que agora importavam atum recheado com heroína marrom, ou viviam do jogo, sempre gritavam por ele quando se metiam numa encrenca, e Gino sempre encontrava um meio de ajudar. Sem perguntas. O Banco Nacional Pigeyes de Favores Devidos e Cobrados. A única coisa que eu achava desconcertante era que ele gastasse seus trunfos para me vigiar


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Não há.


 

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