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Depois do Funeral

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Depois do Funeral

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Agatha Christie  

Editora: Nova Fronteira

Assunto: Romance

Traduzido por: Eliane Fontinelle

Páginas: 248

Ano de edição: 1976

Peso: 290 g

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Bom
Marcio Mafra
31/12/2007 às 17:57
Brasília - DF

O melhor dos romances de Agatha é que eles nunca contam somente um crime. Quase sempre tem mais de um assassinato. Assim é neste Depois do Funeral. Richard teve uma morte repentina. A família dele se reúne logo após o seu enterro. Cora, tida como meio doida, estava entre os presentes. Ela era irmã do morto. Com o seus inusitados palpites ela causa um mal-estar generalizado, porque diz que o irmão foi assassinado.Dias depois, Cora é encontrada morta, fazendo com que o detetive Poirot entre em ação. Nada muito novo, embora muito misterioso.A leitura é boa. Não dá para prever o final com facilidade.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Cora Albernethie, tida como desequilibrada, mas que tem costume de acertar seus palpites malucos. Ela disse, depois do enterro de Richard, seu irmão, que ele foi assassinado....

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

- Que negócio... Ê claro que sim! Passei um atestado de óbito, não passei? Se eu não tivesse ficado satisfeito... O Sr. Entwhistle interrompeu-o habilmente: - Naturalmente, naturalmente. Asseguro-lhe que não estou pensando nada em contrário. Contudo, ficaria satisfeito em ter.a sua afirmação positiva... em face de ...er..boatos que estão sendo espalhados por aí. - Boatos? Que boatos? - Ninguém sabe ao certo como estas coisas começam comentou o Sr. Entwhist1e mentirosamente. - Mas a minha opinião é que eles deveriam parar e, se possível, oficialmente. - Abemethie era um homem doente. Sofria de doença que seria fatal em, digamos, no mínimo dois anos. Poderia acontecer muito mais cedo. A morte de seu filho enfraquecera a sua vontade de viver e a sua resistência. Admito que não esperava que morresse tão cedo e não tão repentinamente, mas existem precedentes. Qualquer médico que prognosticar a data exata em que seu paciente vai morrer ou quanto tempo ele irá viver está sujeito a fazer papel de tolo. O fator humano é sempre imprevisível. Muitas vezes o fraco tem forças inesperadas de resistência, e algumas vezes os fortes sucumbem. - Compreendo isto tudo. Não estou duvidando de seu diagnóstico. O Sr. Abemethie estava, digamos, de uma forma um tanto melodramática receio, sob sentença de morte. Estou apenas lhe perguntando se é possível que um homem sabendo ou suspeitando de que está condenado poderia, por vontade própria, encurtar este período de vida. Ou se uma outra pessoa poderia fazê-lo. O Dr. Larraby franziu as sobrancelhas. - Quer dizer suicídio? Abemethie não era do tipo suicida. - Entendo. O senhor pode me garantir, falando do ponto de vista médico, que tal sugestão é impossível? O médico mexeu-se inquieto. - Eu não usaria impossível. Depois da morte do filho, a vida de Abemethie deixou de ter o interesse que tivera anteriormente. Na verdade, não acredito na probabilidade de suicídio, mas não posso afirmar que seja impossível. - O senhor está analisando pelo aspecto psicológico. Quando me refiro ao ponto de vista médico quero na verdade dizer: as circunstâncias de sua morte tornam tal sugestão impossível? - Não, oh não. Eu não posso afirmar isto. Ele morreu dormindo, o que acontece com muitas pessoas. Não há motivo para se suspeitar de suicídio, nenhuma evidência de seu estado mental. Se fossem pedir uma autópsia toda vez que um homem seriamente doente morresse durante o sono... O rosto do médico estava ficando cada vez mais vermelho. O Sr. Entwhistle apressou-se em intervir. - É claro, é claro. Mas se tivessem existido evidências... evidências de que o senhor mesmo não estivesse ciente? Se, por exemplo, ele tivesse dito algo a alguém... - Indicando que estivesse pensando em suicídio? Ele fez tal coisa? Devo dizer que isto me surpreende. - Mas se assim fosse - meu caso é puramente hipotético o senhor poderia eliminar a possibilidade? O Dr. Larraby falou vagarosamente: - Não, eu não poderia fazer isto. Torno porém a repetir que ficaria muito surpreso. O Sr.- Entwhistle apressou-se para manter a sua vantagem. - Se então admitirmos que a sua morte não foi natural tudo isto é puramente hipotético -. o que poderia tê-la causado? Quero dizer, que tipo de droga? - Várias. Algum tipo de narcótico. Não havia nenhum sinal de cianose. Sua atitude era de paz. - Ele tomava pílulas para dormir ou alguma coisa deste tipo? - Sim, eu havia receitado Slumberyl, um bipnóticoseguro. Ele não tomava todas as noites. E só tinha um pequeno vidro de tabletes de cada vez. Três ou até quatro vezes a dose receitada não causariam a morte. Na verdade. após a sua morte lembro-me de ter visto na prateleira um vidro praticamente cheio. - O que mais o senhor lhe havia receitado? - Várias coisas... um remédio contendo pequena quantidade de morfina para ser tomado quando tivesse uma crise de dor; algumas cápsulas de vitaminas e um preparado para a digestão. O Sr. Entwhistle interrompeu-o. - Cápsulas de vitaminas? Acho que, certa vez. Receitaram-me um tratamento deste. Pequenas e redondas cápsulas de gelatina. - Sim. Contendo adexolina. - Seria possível alguma outra coisa ter sido introduzida em...digamos... uma destas cápsulas? - Quer dizer alguma coisa mortal? - O médico parecia cada vez mais surpreso. - Mas certamente ninguém iria... olhe aqui, Entwhistle, onde está querendo chegar? Meu Deus. homem, você está insinuando assassinato? - Eu não sei bem o que estou insinuando... quero apenas saber o que seria possível. - Mas que evidências você tem para até mesmo sugerir tal coisa? - Não tenho nenhuma evidência -: respondeu o Sr. EntwhistIe com voz cansada. - Abemethie está morto... e a pessoa com quem ele falou também está morta. Trata-se de um boato... um boato vago e insatisfatório. E eu gostaria de colocar um ponto final nisto tudo, se puder. Se você dissesse que seria completamente impossível alguém ter envenenado Abemethie. eu ficaria profundamente agradecido! Garanto-lhe que tiraria um enorme peso do meu pensamento. Levantando-se, o Dr. Larraby começou a andar de um lado para outro. - Não posso lhe dizer o que quer que eu diga - falou afinal. - Gostaria de poder. Ê claro que poderia ter sido feito. Qualquer pessoa poderia ter extraído o óleo da cápsula e substituído com... digamos... nicotina pura, ou meia dúzia de outras coisas. Ou poderiam ter colocado algo em sua comida ou bebida. Não acha isto mais provável? - Talvez. Mas o caso. é que só os empregados estavam em casa quando ele morreu e não acredito que tenha sido nenhum deles; na realidade, estou certo que não. Sendo assim, estou procurando pela possibilidade de alguma ação de efeito retardado. Suponho que não exista nenhuma droga que possa ser administrada vindo a causar a morte somente semanas depois? - Uma idéia prática, mas receio que insustentável afirmou secamente ó médico. - Sei que é uma pessoa responsável, Entwhistle, mas quem está fazendo esta insinuação? Parece-me completamente fora de propósito. - Abernethie nunca lhe disse nada? Nunca deu a entender que algum de seus parentes talvez estivesse querendo vê-lo fora de caminho? O médico olhou-o curioso. - Não, ele nunca me disse nada., Tem certeza de que alguém não estava querendo causar sensação? Você sabe que alguns comentários absurdos podem parecer bastante lógicos e racionais. - Espero que tenha sido isto. É melhor que seja. - Deixe-me ver se entendo. Alguém alegou que Abernethie contou a ela... foi uma mulher, suponho? - Oh sim, foi uma mulher. - ...disse a ela que alguém estava querendo matá-lo? Encurralado, o Sr. Entwhistle contou a história do comentário de Cora no dia do funeral. O rosto do Dr. Larraby se iluminou. - Meu caro amigo, não deveria ter-lhe dado nenhuma atenção. A explicação é bem simples. Numa certa época de sua vida a mulher, ansiando por sensações, desequilibrada, insegura, é capaz de dizer qualquer coisa. Elas fazem isto, você sabe! O Sr. Entwhistle ressentiu-se com a rápida conclusão do médico. Ele próprio já lidara com grande quantidade de mulheres histéricas à procura de sensações. - Pode ser que você tenha razão - respondeu levantando-se. - Infelizmente não poderemos discutir o assunto com ela, pois ela foi assassinada. - O que disse... assassinada? - O Dr. Larraby parecia ter graves suspeitas quanto ao equilíbrio mental do Sr. Entwhistle. - Provavelmente você leu a este respeito nos jornais. A Sra.Lansquenet, em Lytchett St. Mary,Berkshire. - É claro. Contudo, não tinha a menor idéia de que ela era parente de Richard Abernethie. - O Dr. Larraby estava trêmulo. Sentindo que havia se desforrado da superioridade profissional do médico, e tristemente consciente de que as suas próprias suspeitas não haviam diminuído com o resultado da visita, o Sr.Entwhistle retirou-se.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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