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O Cheiro do Ralo

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O Cheiro do Ralo

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Autor: Lourenço Mutarelli  

Editora: Devir

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 144

Ano de edição: 2002

Peso: 175 g

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Bom
Marcio Mafra
20/10/2007 às 16:17
Brasília - DF

O Lourenço Mutarelli é um artista bom - tanto que seu livro virou argumento de filme. Mas o Cheiro do Ralo não é um livro que se recomende. Não pelo que fede. Mas pela sua leitura que mais parece uma leitura de revista, daquelas com ritmo parecido com histórias em quadrinhos, com diálogos curtíssimos. Claro que é um estilo de escrita, com seu valor e sua característica. Mas, artista bom não quer dizer escritor bom. Como escritor, neste livro, o Lourenço deixa a desejar, ainda que a história chame a atenção.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Lourenço, inescrupuloso e arrogante comerciante de artigos de segunda mão e antiguidades. Dentro de sua loja, localizada num velho prédio, o ralo do banheiro sempre exalava um terrível cheiro de merda.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Ele entra. Traz uma sacola, dessas de feira, repleta de utensflios de estanho.
Chuto. Acha pouco. A vida é dura. Esses objetos tem história. Desculpe o cheiro.
O cheiro de merda.
Vem do ralo.
O cheiro do ralo.
Sinto urn estranho prazer ao dizer isso.
É quase como se me reecontrasse comigo.
Quer ver uma coisa?
Mostro o olho.
Ele fica eneantado.
Era o olho do meu velho pai.
Que Deus o tenha. Ele diz.
Que Deus o tenha. Digo eu.
Ele sai.
Ela bate e entra.
O material de construção ehegou.
Material de destruição. Corrijo.
Agora não.
Põe num eantinho da sua sala.
Manda o próximo entrar.
Talvez o cheiro seja meu.
Esse cheiro tem história.
Foi o cheiro que me trouxe a bunda.
É um presente do inferno.
É minha perdição.
Quero a bunda de volta.
O cheiro, até que cai bem.
Somos o que somos.
Quando tinha o cheiro eu era feliz.
Embora só os ingênuos acreditem numa coisa dessas.
Eu mesmo dou urn tapa na cara.
Na minha.
Esse foi por voce.
Ela entra.
Ela treme.
Ela pergunta se pode trazer algo num outro dia.
Ela não tem nada a oferecer.
Eu preciso da grana.
A cabeça balanga.
Voce sente o cheiro?
Eu só preciso de um pouco.
Eu juro que trago algo da próxima vez.
Quer dinheiro não quer?
Eu preciso.
Ela toda balanga.
Me mostra a bunda.
Me mostra a bunda que eu te dou.
Se eu mostrar, voce dá?
Dou tanto.
Jura?
Tiro o olho.
Coloco sobre a escrivaninha.
Juro pelo olho do meu pai.
Ela não desconfia que faço isso para ela tambem poder ver.
Ela abre a calça.
Ela vira e então abaixa até os joelhos.
Baixa mais. E baixa a calcinha.
A calcinha tambem?
Claro. Se não como é que vou ver tua bunda?
Ela baixa.
Ela é seca. A calcinha é igual de criança.
Ela é osso e pele caída.
Nem na Etiopia poderia ser miss.
Ela é toda hematomas.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nada para contar sobre este livro, que - em verdade - não fede nem cheira.


 

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