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Pelo Fundo da Agulha

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Pelo Fundo da Agulha

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Autor: Antônio Torres  

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 220

Ano de edição: 2006

Peso: 280 g

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Bom
Marcio Mafra
20/10/2007 às 16:27
Brasília - DF

Antônio Torres é um escritor festejado e bem considerado. Mas, Pelo Fundo da Agulha, não pode ser lido sem que se tenha lido (1º) Essa Terra e (2º) O Cachorro e o Lobo. A "Terra" é de 1976 e o "Cachorro" de 1997. Os dois primeiros, mais o "Pelo Fundo" formam uma trilogia. Consta que os três livros falam do assunto "terra", no sentido de origens. Tratam das raízes e seus conflitos migratórios. Quando se reflete nelas, tudo acaba num imenso vazio. Neste último livro da trilogia, o personagem Totonhim se vê sozinho em São Paulo, abandonado pela família, logo depois de ter obtido a aposentadoria do Banco do Brasil. Suas lembranças não cabem no espaço de seu quarto, onde o personagem fica quase em estado depressivo. Ele vê o filme de seu passado, como se ele passasse pelo fundo da agulha, na qual sua velha mãe fazia passar a linha.

Sobram muita poesia e filosofia baratas. Muito sentimentalismo e figuras bucólicas. Muitas lembranças inocentes, muita singeleza literária. O tema, a história não flui para quem não leu os outros dois livros. Por isso a leitura do "Fundo da Agulha" fica arrastada, devagar, enjoada, amarrada. Ademais, esta coisa de trilogia - uma peça literária dividida em três partes - é uma sacanagem do autor, ou do editor. A trilogia do Antônio Torres começou em 1976, com a publicação de "Essa Terra". Seguiu com "O Cachorro e o Lobo" , nada menos que 21 anos depois, em 1997. A última perna da trilogia, o "Pelo fundo da Agulha", saiu 9 anos depois, em 2006. Resultado: O autor levou nada menos que 30 anos para completar a sua trilogia, numa média de 10 anos de intervalo para cada livro. Imaginemos se o editor do Padre Antonio Vieira, autor de 15 livros, todos interligados entre si, resolvesse fazer o mesmo interregno para cada livro, considerando que o primeiro deles foi editado em 1679, com mais um século e meio, chegaria tranquilamente ao ano de 1829. Por isso é que trilogia é tido como negócio esperto de editor, feito com leitor trouxa. Trilogia, sobretudo, é o nome que se dá aos livros de autor que não sabe colocar ponto final no seu romance. Quase como os filmes de sucesso:assim foi Tubarão I, Tubarão II, III, IV, V, VI e etc.

É mais fácil um camelo passar pelo fundo da agulha que um leitor lembrar das historias do Antonio Torres, depois de passados 30 anos.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Totonhim, bancário de São Paulo, que aposentado e velho, retorna para sua terra Natal, Junco, no interior da Bahia. O sonho do reencontro com sua mãe, o pai, o primeiro amor e as lembranças do irmão suicida, passam pelo sonho. Quase um delírio.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Sejamos sinceros: viajar, hoje, não tem a menor graça. É um saco. Aeroportos enormes, desconfortáveis, cansativos. Conexões estorvantes. Passageiros destituídos de glamour e pessoal de bordo sem tempo para delicadezas. Lembra da sua primeira viagem aérea? Quando o avião balançou e o prato de comida voou da mesinha para o seu peito, logo surgiu uma aeromoça com uma toalha embebida em água quente e lavanda para, com mãos de fada, remover toda a sujeira sobre o seu paletó azul, comprado à prestação especialmente para aquela estréia no ar. Havia algo de material naquele gesto, não? Agora, o seu vôo será realizado num plano impessoal, com a frieza da lógica. Embarque, ajeite-se como puder, fique atento aos avisos eletrônicos, aguarde os serviços de praxe e tente dormir, se for capaz de não se apavorar com as turbulências. No seu sonolento embarque, perceberá que o mundo ficou igual, no que tem de pior. No mercadão universal não há sonhos à venda. Mas bugigangas que podem ser encontradas ali na esquina.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei o livro durante a Flip, em julho de 2007, pois o autor fazia parte da mesa que tratava de "Terras", juntamente com a Mia Couto. O tema refletia - de alguma forma - este livro do Antônio Torres, de quem eu jamais ouvira falar. Mas uma das excelentes coisas da Flip é o descobrimento de autores, saídos de países, cidades, estados, livros, roteiros, prateleiras e lugares comuns ou incomuns, dos quais você nem imaginava existirem.


 

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